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OesteCIM fechou 2025 com resultado líquido positivo de 3,9 milhões

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A Assembleia Intermunicipal teve lugar no novo auditório da OesteCIM

A Comunidade Intermunicipal do Oeste apresentou, no final de 2025, um resultado líquido superior a 3,9 milhões de euros, “resultante essencialmente das transferências e subsídios obtidos relativos a projetos financiados”, refere o documento aprovado na Assembleia Intermunicipal de 28 de abril.
De acordo com o relatório, em relação ao ano anterior houve um acréscimo na receita, que teve uma execução de 117%, ao passo que houve um decréscimo na despesa, que teve uma execução de 70,69%. Um acréscimo que se deveu ao facto de em 2025 “ter-se registado novamente um incremento ao nível das transferências correntes, tendo em conta o Programa Incentiva + TP”.
Em 2025, a cobrança de receita cifrou-se em 22,9 milhões de euros, dos quais 22,8 milhões foram receitas correntes e 183,7 mil euros a receitas de capital. Já o orçamento da despesa teve uma execução total de 18,1 milhões de euros, dos quais 17,4 milhões referem-se a despesas correntes e 654,6 mil euros a despesas de capital. A OesteCIM fechou o ano com um saldo de gerência de 16 milhões de euros, mais cinco milhões do que no ano anterior, com o presidente desta comunidade intermunicipal, Hermínio Rodrigues, a dar conta dos “números excelentes”, ressalvando a taxa de execução, o saldo e que o ROC não apresentou ênfases nem reservas.
“Há obra feita e que se quer aumentar, dentro de dois chavões: a boa governação e coesão do Oeste”, sintetizou.
De acordo com a informação apresentada a OesteCIM assumiu a “boa governança, a promoção do território, a ação climática, a sociedade digital e a inclusão social como objetivos estratégicos da nossa região, colocando as pessoas no centro das políticas públicas e garantindo que ninguém fica para trás. Atualmente conta com 55 projetos em curso e nove prestes a iniciar, em áreas “decisivas” para o desenvolvimento sustentável, a coesão territorial e a qualidade de vida.
O Pacto para o Desenvolvimento e Coesão da região Oeste teve uma “taxa de execução de 100%, representando cerca de 55 milhões de euros de fundo”, tendo sido apoiados 73 projetos de entidades públicas e 103 de empresas.
No ano passado foi também aprovado o Plano Estratégico 2030 da região Oeste e assinado um contrato entre a CCDR Centro e OesteCIM, no âmbito do ITI e Oeste 2030. Um acordo que “representa um investimento de mais de 137 milhões de euros de fundos comunitários e visa fortalecer o desenvolvimento e a coesão territorial”. No âmbito desta delegação de competências, até ao final do ano passado, foram submetidas 125 candidaturas, das quais 68 foram aprovadas, traduzindo-se em mais de 2 milhões de apoio financeiro para as empresas e 26 milhões para os municípios e entidades públicas.

Gabinete Permanente em Bruxelas
A Região Oeste e Vale do Tejo (OVT) deu, no passado dia 8, “um passo histórico” para o reforço da sua presença junto das instituições europeias, com a inauguração oficial do gabinete da Representação Permanente da OVT em Bruxelas. A criação desta estrutura representa um marco estratégico para a afirmação da nova região junto da União Europeia, permitindo um acompanhamento mais próximo das políticas e programas comunitários, bem como uma maior capacidade de defesa dos interesses destes territórios. “A presença permanente em Bruxelas pretende ainda reforçar as oportunidades de cooperação institucional, captação de financiamento europeu e participação ativa nos processos de decisão europeus com impacto direto no desenvolvimento regional”, refere a OesteCIM.
Nos dias 8 e 9 de maio, os 34 autarcas do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo participaram em reuniões institucionais e de trabalho com entidades ligadas às políticas de desenvolvimento regional, incluindo a Representação Permanente de Portugal junto da UE.

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