InícioSociedadeArraial comunitário festeja Santos Populares no centro da cidade

Arraial comunitário festeja Santos Populares no centro da cidade

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Caldense “de gema”, nascida e criada na Rua Rafael Bordalo Pinheiro (perto do Largo João de Deus), Ana Santos recorda com saudade as festas dos Santos Populares que ali se realizavam anualmente. Também por isso, quando soube do arraial comunitário, fez questão de marcar presença e saborear a sardinha assada na broa de milho, que comprou nas “barraquinhas” asseguradas pelas associações promotoras das marchas populares.
“Está muito bonito e acho uma iniciativa ótima para dar um bocado de alegria e vida às Caldas. Já que se está a falar tanto das Caldas a nível internacional, acho que esta é uma excelente iniciativa para os caldenses”, disse à Gazeta das Caldas.
O convite deste “arraiais com vida” era simples e as instruções estavam expostas à porta do Mercado do Peixe. Primeiro “compra a tua sardinha no mercado do peixe, e o pão, a bebida e a sopa no arraial”. Depois, assa-a no grelhador comunitário e “come, dança e aproveita o arraial”. E foi o que fizeram muitos dos participantes.
Maria João Maurício, da Nazaré e vendedora de peixe desde criança, registou uma maior afluência ao mercado durante a manhã de sábado (27 de junho). “Pena foi a sardinha estar muito cara, porque é altura dos Santos Populares”, referiu, realçando que iniciativas deste género “são boas para dinamizar o mercado e esta zona”.
No mesmo local esteve patente um mercado de artesanato, mostrando o trabalho de artesãos e produtores locais.
Além do convívio, a festa contou também com o desfile e atuação das Marchas Populares Monte Olivett e das Marchas Populares de A-dos-Francos.
O arraial comunitário integrou-se num conjunto de iniciativas levadas a cabo pela autarquia com o objetivo de potenciar o uso do espaço público, durante o verão, promovendo experiências de convívio, lazer e fruição em horário compatível com a vivência quotidiana da população e dos visitantes.
Durante todo o dia a Rua José Malhoa e parte da Rua Capitão Filipe de Sousa estiveram encerradas ao trânsito. “Pudemos concluir que o local se adequa a mais utilizações deste género e gostaríamos de as vir a providenciar”, disse o presidente da Câmara, Vítor Marques, acrescentando que esta foi também uma primeira experiência que poderá dar contributos e informação para juntar à proposta que apresentaram no sentido de fechar ao trânsito a Rua José Malhoa, Largo dos Heróis de Naulila e parte da Rua Capitão Filipe de Sousa, tornando-os exclusivamente pedonais. A proposta já foi apresentada em sessão de Câmara e remetida para apreciação e deliberação em sede de comissão da Assembleia Municipal. De acordo com Vítor Marques trata-se de uma decisão política, mas também querem ouvir os diversos parceiros, nomeadamente os comerciantes e residentes na zona. O autarca realça que o fecho daquela rua está suportado no Plano de Mobilidade e por um estudo mais recente que demonstra o impacto das alterações pretendidas na circulação automóvel e na dinâmica urbana da cidade.
O PSD já manifestou ser contra o encerramento ao trânsito. O vereador Hugo Oliveira recorda que o Plano de Mobilidade apontava nesse sentido, “e não quer dizer que a cidade não vai evoluir nesse sentido no futuro”, mas considera que neste momento, percebendo as alternativas e a vivência daquele espaço, não faz sentido. Considera que é preciso também pensar e criar alternativas que permitam colocar a solução em prática e dá o exemplo do problema de “afunilamento” que se regista na Rua Diário de Notícias na chegada à praça da Fruta e que, na sua opinião, ainda se iria agravar com esta solução.
Já o vereador do Chega, Luís Gomes “manifestou reservas” quanto à tomada de uma decisão imediata sobre a matéria, defendendo a necessidade de aprofundar a discussão e auscultação pública relativamente aos impactos da proposta, refere na ata da sessão de Câmara. Entende que devem ser ouvidos primeiro a associação empresarial, comerciantes e moradorespara depois “avaliar adequadamente os efeitos das alterações propostas na dinâmica urbana e comercial da cidade”.

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Edição #5652

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