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Irmãos vieram de Inglaterra em busca da História da avó

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A dupla de irmãos esteve nas Caldas esta semana

Brett e Ross Gilbert vieram às Caldas para saber mais da história da avó que fugiu dos nazis

Pamela Ann Moore é uma inglesa, de Plymouth, que vivia em França em 1940, quando os nazis ocuparam o país. Foi capturada perto de Chartres e presa em Besançon e, depois, em Vittel.

Já em 1942 Pamela terá conseguido fugir, junto com outra mulher inglesa e um grupo vários prisioneiros franceses. Esconderam-se da Gestapo e conseguiram escapar. Foram para Lyon, que estava na parte do país não ocupada. Terão chegado a esta cidade gaulesa no início de abril, numa viagem deveria demorar dois dias, mas demorou dez. Terá sido nesta cidade que os seus caminhos se separaram. Pamela, acreditam os netos, Brett e Ross Gilbert, terá vindo, provavelmente, por Marselha e pelos Pirinéus, passando por Barcelona, em direção a Madrid, até Portugal e, em particular, às Caldas da Rainha, onde terá chegado, pensam, no mês de abril. Não sabem porquê, como ou quando e é esses pormenores que procuram agora, oito décadas depois, descobrir. E tudo partiu de uma das únicas pistas que tinham: duas fotografias da avó, em 1942, em praias, identificadas como “Caldas da Rainha”.

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Na cidade termal Pamela residiu durante apenas uns meses, até conseguir voltar para casa, suspeitam os netos que no início de agosto desse ano, numa ligação aérea da British Overseas Airways Corporation, entre Lisboa e Bristol.

Os manos salientam que a avó falava pouco deste período, mas recordam-se de a ouvir contar que, enquanto estava presa pelos nazis, praticamente só tinham pão preto para comer e que a falta de condições (entre as quais, de higiene) fez com que os dentes lhe caíssem. Encontraram, entretanto, relatos feitos pela mulher que fugiu com a sua avó, Audrey Eddington, que salientava a sujidade e a falta de condições daqueles locais.

Estes dois irmãos chegaram às Caldas no dia 28 de abril, onde foram recebidos na Câmara Municipal, sendo-lhes proporcionada uma visita à cidade, para poderem conhecer o património e a história desde a fundação, mas também dos vários momentos em que a cidade acolheu estrangeiros, em particular, refugiados.

A dupla aproveitou que realizava um rally com 40 carros numa ligação Londres-Lisboa (em cinco dias) para depois procurar a História, mas pretendem voltar brevemente para continuarem as suas pesquisas. “Estamos a começar do final da viagem dela para o início”, ou seja, de Bristol, no Reino Unido, para as Caldas e depois daí até França.

Desta vez vieram num Ford KA de 2005 que fará, no total, mais de 3000 quilómetros, numa viagem que teve também um propósito solidário: angariar fundos para a Big C, uma associação sedeada em Norfolk em 1980 que ajuda doentes oncológicos (conseguiram mais de 1500 libras, perto de 1800 euros, de donativos).

Contaram ainda com a ajuda de Carlos Guerreiro, jornalista que criou a página Portugal 1939-45, dedicada ao período da II Guerra Mundial no nosso país. A expetativa de Brett e Ross é de encontrar mais fontes e documentos que lhes ajudem a conhecer melhor este episódio da vida da sua avó. Por exemplo, gostavam de identificar onde foram tiradas as duas fotografias que os “trouxeram” até esta cidade termal.

Pamela Ann Moore tem duas fotografias de 1942 identificadas como “Caldas da Rainha”
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