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Megacombate à poluição no mar em Peniche

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As entidades presentes no exercício

‘ATLANTIC POLEX.PT 2026’ da Autoridade Marítima Nacional aconteceu na região Oeste

O Oeste acolheu pela primeira vez o exercício anual da Autoridade Marítima Nacional de combate à poluição do meio marinho. O ‘’ATLANTIC POLEX.PT 2026’ decorreu a partir de Peniche entre 21 e 23 de abril, coordenado pela Direcção de Combate à Poluição do Mar deste remo da Marinha. Nesta operação estiveram envolvidas 160 pessoas, entre militares e civis, apoiadas por 19 viaturas, a embarcação NRP Viana do Castelo, da Marinha Portuguesa, o navio-tanque ‘M/V BAHIA TRES’, o navio rebocador ‘MONTENOVO, da Rebonave, cinco embarcações da Autoridade Marítima Nacional e uma embarcação dos Estaleiros Navais de Peniche.

A escolha de Peniche pela AMN para acolher este exercício, que no ano passado decorreu na ilha açoriana do Faial, deveu-se a ser uma zona com elevada importância económica, impulsionada pela pesca (com indústrias associadas como a conserveira e a de congelados), e pelo turismo de surf e náutico, e a sua importância ambiental, com ecossistemas marinhos e terrestres únicos e uma paisagem costeira de grande valor. O capitão de fragata Miguel Morais, que coordenou este exercício, confessou à Gazeta das Caldas que, apesar do balanço final ser positivo, foram assumidos riscos em escolher esta faixa costeira da zona Oeste. “Tem umas condições de exposição oceanográficas ao oceano diferenciadas, em que muitas das vezes as nossas caixas de ferramentas de combate à poluição e limpeza são limitadas quando as condições de mar e meteorológicas genéricas são adversas”, assumiu. Mas a resposta das várias entidades e as soluções adotadas revelaram-se assertivas para os cenários traçados, com base na simulação de dois incidentes distintos. O primeiro envolveu a colisão entre um navio-tanque com o Ilhéu do Cerro da Velha, no arquipélago das Berlengas, do qual resultou o encalhe do navio e um derrame de hidrocarbonetos, tendo sido necessário realizar as operações de salvamento no mar, evacuação de feridos e para o combate à poluição do mar, ao largo e na praia (Praia do Baleal) e a Proteção da Reserva Natural das Berlengas. O segundo compreendeu a colisão entre uma embarcação marítimo-turística e uma traineira de pesca no interior do Porto de Peniche, que causou um derrame gasóleo e resíduos oleosos, sendo necessário realizar as operações para evacuação de feridos e combate à poluição do mar, no porto (Porto de Pesca, Estaleiros Navais e Marina de Peniche), com colocação de barreiras de contenção, para impedir o espalhamento do poluente na zona interior do porto. Marcou presença no evento o diretor-geral da AMN e comandante-geral da Polícia Marítima, vice-almirante Nuno Chaves Ferreira.

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