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Vila Gaming atraiu público jovem a Óbidos

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Duas tendas gigantes acolheram o evento que trouxe a Óbidos as principais novidades

Certame ligado ao mundo dos videojogos atraiu milhares de visitantes. Quinta edição está agendada para maio de 2027

A Óbidos Vila Gaming atraiu “muitos milhares” de gamers e visitantes de 7 a 10 de maio, confirmando este evento como uma das referências do setor, apontou a organização do evento, a cargo da Óbidos Criativa. O evento juntou as mais recentes novidades dos videojogos com a aposta na literacia digital e na aproximação entre os criadores da indústria e os utilizadores finais.

Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, garante que os objetivos foram plenamente alcançados. “Mantivemos a regularidade, a consistência e a previsibilidade que um grande evento desta dimensão exige”, afirmou, felicitando a Óbidos Criativa “pela capacidade de dinamização e pela implementação da estratégia do Município, consolidando um projeto diferenciador e com visão de futuro”.

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O autarca destacou também o trabalho promovido pelo Parque Tecnológico de Óbidos com a Codfish Academy na realização das DevLogs, “sem dúvida, um eixo estruturante para o desenvolvimento da estratégia criativa e de inovação do município”. O autarca reforçou ainda o caráter pedagógico e profissional da edição deste ano, que elevou a qualidade, ambição e o alcance do próprio evento.

No seguimento da estratégia desenvolvida em Óbidos neste setor, Filipe Daniel destaca a criação, pela primeira vez, de cursos superiores no concelho. O futuro curso de Gaming e eSports, desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico de Santarém, o Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, o Parque Tecnológico de Óbidos e o Município de Óbidos “representa um marco estratégico na construção de novas oportunidades para os nossos jovens e para o território”.

“Assistimos à maturação de um público que reconhece em Óbidos uma proposta de valor única, onde a qualidade e a originalidade não são apenas metas, mas a base de tudo o que fazemos. A forma como se compõe a linha programática e a envolvência da estrutura é o que nos destaca dos demais e permite esta experiência diversificada a quem nos visita”, destacou Pedro Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Óbidos Criativa. O responsável apontou como essencial para o sucesso desta quarta edição a mudança da localização para uma zona mais urbana, a inserção de novos videojogos, o desenvolvimento da área mais formativa, com a presença de várias empresas criadoras de videojogos, a representação das autoridades responsáveis pela segurança, defesa e proteção civil, e também a presença da Federação Portuguesa de Futebol.

A competição juntou em Óbidos 16 equipas que disputaram os play-ins de acesso à fase final da Taça Masters Diogo Jota, que a FPF pretende que seja uma competição de topo ao nível dos eSports em Portugal.

A competição, que atraiu bastante público às bancadas da arena de jogos, teve inclusivamente um encontro entre Benfica e Sporting, o dérbi dos dérbis no futebol português. Em jogo oito lugares nas finais, que foram ocupados por FC Porto LUNA, SCU Torreende Oeste Gaming, GD Tourizense, AD Oliveirense 5M, Betclic Apogee, SL Benfica, SC Braga EGN e Gil Vicente.

No âmbito das DevLogs, que levou à Praça da Criatividade talks, workshops e indie games, um dos destaques foi o projeto Traffix XR, jogo de realidade virtual desenvolvido no Parque Tecnológico de Óbidos, que serviu de exemplo para o potencial de inovação que a região tem cultivado.

Nuno Gaio, diretor executivo do Parque Tecnológico, sublinhou que “o evento já não é apenas uma celebração de entretenimento, mas um motor na economia criativa”. “A aposta de Óbidos num hub tecnológico permite já poder responder de forma diferenciada às necessidades do mercado de videojogos e engrandecer a dinâmica de criação que o segmento exige, contribuindo para a expressão deste setor em Portugal e no estrangeiro”.

A edição de 2027 está garantida para o mês de maio.

Geoparque Oeste lança desafio
Durante o evento, o Geoparque Oeste apresentou o projeto GeoQuest Oeste, iniciativa que desafia jovens a desenvolver um jogo em realidade aumentada, com recurso a geolocalização, para explorar o património da região.

O concurso destina-se a equipas de três a cinco estudantes, nas categorias Escolar e Universitário, que devem criar uma aplicação que integre geossítios, elementos históricos e a rede museológica local, além de conceber uma mascote representativa da biologia, geologia ou cultura do território.

As candidaturas decorrem de 15 de maio a 30 de setembro e as propostas serão avaliadas quanto à inovação técnica, fidelidade ao território, design e jogabilidade. A final está agendada para maio de 2027, com a atribuição de prémios aos vencedores.

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