«A incidência da luz» de Graça Pires

Por um lado a Natureza no múltiplo olhar da mulher na luz do Mundo:
«As paredes das casas com marcas de fumo / guardaram-lhes os gritos quando queimaram / as cartas de amor e o alecrim para afastarem / os fantasmas do passado parados à beira da insónia».
Por outro lado a Cultura revendo o modo como a Arte lê a Vida e a Humanidade: Auden, Conrad, Van Gogh, Astor Piazzola, Kieslowski, Matisse, Thomas Mann, Gauguin e Bach.
No intervalo que separa luz, vida e alegria de luto, culpa e solidão, o poema inscreve no seu articulado a explicação da vida que vence a morte: «Vejo uma cruz. / Um homem. / Uma túnica rasgada. / Uma coroa de espinhos. / Um rosto com sangue pisado. / O suplício das mãos amarradas ao madeiro.»
(Editora: Labirinto, Capa: Manuel Fazenda Lourenço, Prefácio: Isabel Mendes Ferreira, Posfácio: Alice Macedo Campos)





