O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que a linha ferroviária do Oeste vai demorar “no mínimo nove meses” a ficar totalmente operacional, na sequência dos danos causados pelas tempestades que assolaram o território nacional.
No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que “quando as águas recuarem, será possível reabrir algumas infraestruturas, mas há outras que demorarão três meses, outras serão para mais”.
“São trabalhos longos, mas o país está mobilizado em todas as suas dimensões para regressar o mais rapidamente possível à normalidade”, afirmou ainda, referindo-se à colaboração entre autarquias, Estado e setor privado.
O ministro Miguel Pinto Luz anunciou também que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar uma auditoria nacional à segurança de grandes infraestruturas, como “grandes taludes e pontes”, porque não podem “estar em causa em situações limite” como aquelas que têm sido vividas no país.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
*com agência Lusa








