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Jorge Varela dedica novo livro à Relíquia da Rainha D. Leonor

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O autor que não se conseidera um escritor diz que continuará a escrever sobre esta região do país

Jorge Varela tem um novo livro e, desta vez, vai dedicar-se à Rainha D. Leonor.
O autor caldense, que se estreou há um ano com o lançamento de “O Monstro da Lagoa de Óbidos”, pela Cordel de Prata, volta com a mesma chancela, para contar uma história que tem lugar no Oeste e com epicentro na sua cidade natal, as Caldas da Rainha.
“Quis retomar os mesmos protagonistas do primeiro livro”, disse o autor acrescentando que estão de volta dois jovens, um advogado, que é o Carlos e um padre chamado Amaro (que pertence à Igreja da Foz) e que tinham sido colegas no seminário. Serão acompanhados por outro elemento que foi inspetor da Pide nos últimos dias do Estado Novo. Os três vão viver uma nova aventura nesta segunda obra.
A história vai ao passado para relata alguns dados históricos relacionados com a fundação da cidade das Caldas. E é apresentada “a hipótese de ter sido trazida para aqui uma relíquia e que implicações é que isso vai ter no tempo atual”, disse Jorge Varela.
Segundo o autor, tal como no “Monstro da Lagoa de Óbidos” em que os leitores tiveram que perceber se se tratava de um verdadeiro monstro ou não, nesta nova obra “também terão que perceber qual é a verdadeira relíquia da Rainha”. Este segundo livro foi escrito no último e como “me deu muito gozo fazer o primeiro, não quis parar!”, disse o autor que não se considera um escritor. Vê-se antes como alguém que faz várias coisas na vida e que gosta de escrever. “Sou, por vezes, surpreendido com o que fazem as personagens e com a forma com a própria história se desenrola”, contou o autor que após a conquista de Óbidos aos mouros propõe uma busca por uma relíquia real.
Jorge Varela – que é também docente no IPL e que foi presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, entre 2017 e 2021- conta-nos que a relíquia já vem desde os tempos de D. Henrique de Borgonha, pai de D. Afonso Henriques que fez parte das Cruzadas, na altura em que foi criada a Ordem dos Templários.
Essa relíquia está também ligada aos monges de Alcobaça, que queriam estender o seu poder a este território. Logo a casa real quis criar as Caldas, uma cidade tampão para não deixar expandir o poder dos monges cistercienses e também relacionados com a relíquia. Esta era algo que não se podia ver. “Quem a visse poderia sofrer consequências nefastas”, disse o autor.
Jorge Varela diz que “A Relíquia da Rainha” não é um livro de História” mas refere alguns dados históricos verdadeiros como o facto da Rainha D. Leonor ter sido uma das últimas rainhas consorte de origem portuguesa. As que se seguiram eram de outras casas europeias.
O autor também recordou que D. Leonor antes de se ter casado com o rei e ela já era uma das principais princesas mais ricas da Europa. “Era uma pessoa com muita influência que teve momentos difíceis na vida como a morte do seu único filho e é tudo recordado em flashbacks”.
A ação irá acontecer entre as Caldas e Alcobaça, esta última por causa da Ordem cisterciense.
Já no final da obra, Jorge Varela explica ao leitor o que é factual, o que é lenda e o que foi totalmente inventado.
O livro já está à venda e,em junho, terá uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa. Jorge Varela está também a preparar o lançamento do livro nas Caldas.
“A Relíquia da Rainha” será apresentada pelo ator José Carlos Faria conhecedor de Gil Vicente, autor que representou nas Caldas, em 1504, o Auto de S. Martinho, perante a Rainha D. Leonor, que era sua mecenas.

 

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