InícioDesportoAntónio Morgado fez a quinta “dobradinha” nos nacionais de estrada

António Morgado fez a quinta “dobradinha” nos nacionais de estrada

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Nove em nove. É esta a conta de António Morgado nos Campeonatos Nacionais de ciclismo de estrada, na variante de contrarrelógio, depois de ter revalidado o título na passada sexta-feira, na Guarda. Porém, o salirense da UAE Emirates XRG não se ficou por aí e juntou-lhe o título de fundo, que lhe fugia desde 2022, nos juniores. Com os dois títulos, sobem para 14 os conquistados pelo salirense da UAE Emirates XRG, nove de contrarrelógio e cinco de fundo, desde os juvenis.
Na sexta-feira, 26 de junho, António Morgado conquistou o seu terceiro título de campeão português de contrarrelógio no escalão de Elite, que junta ao de juvenis (2018), aos dois nos cadetes (2019 e 20) e nos juniores (2021 e 22), e ao de Sub-23 (2023). Este terá sido o mais difícil de conquistar. António Morgado bateu pelo segundo ano seguido Rafael Reis, ao cumprir os 27,6 quilómetros em 33m15, apenas um segundo a menos que o mais direto rival, enquanto Ivo Oliveira, também da UAE Emirates, completou o pódio, com mais 20 segundos.
“Este é o único contrarrelógio que treino, por se tratar do campeonato nacional. São nove anos seguidos a ganhar o campeonato nacional de crono, ainda me faltam, espero eu, mais 13 anos de competição e espero ganhar mais algumas vezes”, afirmou António Morgado à agência Lusa.
“Comecei a corrida com o objetivo de ganhar, eu ou o Ivo. É mais um título para a equipa. Este ano, as condições estavam boas, não estava muito calor, era um percurso normal de contrarrelógio. Tinha referências dos tempos que o Rafael estava a fazer, sabia que vinha a perder tempo, quase todo o ‘crono’. Mas, nos últimos três quilómetros, fui na raça e tentei reverter os sete segundos que trazia de atraso e consegui”, explicou.
No domingo, as sinuosas e inclinadas estradas do distrito da Guarda receberam a prova de fundo e António Morgado voltou a estar em destaque. A prova ficou marcada por uma longa fuga, encetada perto do quilómetro 80, que além de António Morgado, envolveu o companheiro de equipa Rui Oliveira e Afonso Silva, da Tavira Crédito Agrícola. António Morgado trabalhou durante grande parte da fuga, de modo a entregar o protagonismo ao companheiro de equipa. No entanto, um ataque de Afonso Silva na última subida da tirada deixou Rui Oliveira para trás. Depois de receber indicação do colega, o caldense da UAE saiu no encalço de Afonso Silva, contra-atacou numa pequena rampa a cinco quilómetros da meta, para não mais ser alcançado.
“Estou feliz. É um mix de sentimentos, porque queria ganhar, mas não desta maneira. Queria que fosse o Rui, porque sei o que ele faz, o que merece. Já fez cinco ou seis vezes segundo, nas outras corridas trabalha para toda a gente e gostava de dar-lhe esta vitória”, disse António Morgado à agência Lusa.
“O objetivo era chegar os três juntos”, porque “todos mereciam fazer o pódio”. “Era quase garantido que, se chegássemos os três, o Rui ganhasse”, admitiu. Depois do ataque de Afonso Silva, “percebi que ele não ia parar e que, talvez, fosse melhor chegar sozinho, porque num sprint destes, muito técnico, curva à direita, curva à esquerda, nunca se sabe e perdes a corrida depois num trabalho enorme”, declarou.
Fora dos nacionais ficou João Almeida, que tinha prevista a participação nos nacionais, mas reviu os planos de modo a recuperar a melhor forma para a fase final da época.
António Morgado tem agora previsto o regresso à competição apenas em agosto, para a Volta à Alemanha, seguindo-se no calendário do ciclista de Salir do Porto a Volta ao Luxemburgo, em setembro.
Já João Almeida deverá fazer o regresso em solo espanhol, também em agosto, na Clássica de San Sebastian e depois na Volta a Burgos.

 

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