Mais de 2500 pessoas passaram pela Feira de Emprego em Alcobaça

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Muitos foram os que não perderam a oportunidade de contactar com empresas ligadas ao emprego e deixar os seus currículos

As expectativas da organização foram superadas. A Feira de Emprego, Formação e Empreendedorismo, realizada em Alcobaça entre 24 e 26 de Outubro, atraiu mais de 2.500 pessoas.

O número é apontado por José Adolfo, da organização do evento, pensado sobretudo para os desempregados e jovens à procura do primeiro emprego. Se na feira realizada na Nazaré, no passado mês de Junho, a afluência de cerca de 1.300 pessoas ficou aquém das expectativas, a organização diz-se agora muito satisfeita com o número de pessoas alcançado.

Os números da afluência à zona onde as entidades e empresas se davam a conhecer, recebiam currículos e apresentavam propostas de trabalho, ainda não eram conhecidos à hora de fecho desta edição.

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O mesmo aconteceu com o número de candidaturas a emprego feitas no âmbito da feira.

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Já as sessões em sala foram assistidas por 710 pessoas, que se mostraram principalmente interessadas nos encontros sobre empreendedorismo. “Passaram por cá muitos desempregados de longa duração, que estão a optar por uma alternativa ao emprego por conta de outrem criando o seu próprio emprego. Estas feiras são uma boa ajuda para a procura activa de emprego”, salientou à Gazeta das Caldas o gestor do Projecto Mais Cidadania, Mais Participação, Mais Desenvolvimento, o Contrato Local de Desenvolvimento Social dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré.

Os jovens finalistas do ensino profissional e do ensino secundário regular das escolas do concelho também representam um número significativo de visitantes. A estes juntam-se ainda jovens qualificados, mas que não conseguem arranjar emprego.

“De acordo com o feed back que tenho por parte das entidades ligadas ao emprego, os objectivos traçados para a feira foram cumpridos e apareceram muitas pessoas para as ofertas de emprego qualificado”, assegura José Adolfo.

Por tudo isto, o gestor do Projecto Mais faz um “balanço muito positivo” desta iniciativa e promete que o trabalho não se esgota com o fim da iniciativa. “Vamos continuar a acompanhar as pessoas, seja na ajuda às candidaturas seja na ajuda à criação do próprio emprego”, assegura.

 Futuro do projecto por definir

A promessa de José Adolfo é feita num momento em que o futuro do Projecto Mais é incerto. Com um orçamento de 700 mil euros, o Contrato Local de Desenvolvimento Social foi traçado para três anos e deverá terminar em Abril de 2012. E não se sabe o que vai acontecer depois.

A conjuntura económica e social difícil que justifica, cada vez mais, a existência de projectos como este é a mesma que pode ameaçar a sua continuidade. É que até agora os fundos comunitários asseguravam 80% dos custos do projecto, sendo os restantes 20% da responsabilidade da Segurança Social. Mas os valores vão ser alterados, e o próximo quadro comunitário já prevê uma comparticipação europeia mais baixa. E é sobejamente conhecido o estrangulamento da Segurança Social.

“Não se sabe ainda o que vai acontecer”, diz José Adolfo, para quem “o novo quadro comunitário não traz grande optimismo”. A manter-se este projecto, este pode continuar nos moldes actuais, ou sustentando-se nas instituições locais, esclarece o gestor. Mas admite que a mudança de governo e a actual contenção “podem dificultar a continuidade”.

Mas José Adolfo salienta que “nesta conjuntura muito difícil, projectos como este fazem ainda mais sentido”. A prová-lo estão os números relativos ao desemprego nos concelhos de Alcobaça e Nazaré, nos quais se desenvolve o Projecto Mais. De acordo com os dados mais recentes do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que se referem ao final do mês de Outubro, há 2.652 desempregados do concelho de Alcobaça inscritos no Centro de Emprego e 869 do concelho da Nazaré.

 

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