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Rap Nova Escola premiado pela Fundação Gulbenkian

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Alunos e responsáveis do projeto que foi apresentado na sede do Agrupamento Raul Proença

Fundação apoia iniciativa que leva o RAP até aos alunos das escolas. Projeto está de regresso às escolas caldenses

O projeto Rap Nova Escola começou nas Caldas e, em breve, vai voltar às salas de aula das escolas caldenses. A 22 de junho foi feita uma apresentação pública dos trabalhos criados pelos alunos do AE Raul Proença no âmbito desta iniciativa que utiliza a música e a expressão artística como ferramentas de inclusão, aprendizagem e desenvolvimento pessoal.

O projeto que começou, na D. João II, em 2021 recebeu o prémio da Gulbenkian 70 anos, de mais de 100 mil euros que vão permitir que a iniciativa possa crescer e estender-se a mais agrupamentos no Norte do país e também no Algarve.

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O Rap Nova Escola- que é coordenado por oito pessoas na Zona Centro – também acontece noutras localidades, em prisões escola e em centros de acolhimento.

“O nosso objetivo é dar voz aos participantes”, disse Elton Malta, um dos coordenadores do projeto que funciona nas escolas no âmbito das disciplinas escolares como o Português ou a Música.

O projeto funciona assim no Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens, AE Marrazes, AE Marinha Grande Poente, Colégio Dom Dinis, Centro de Acolhimento Girassol e LIJ da Santa Casa da Misericórdia das Caldas Nos últimos anos têm ainda mantido atividade no AE Alcanena e AE Josefa de Óbidos (através do FOLIO Educa). Com este prémio “vamos agora poder desenvolver novas áreas”, disse Elton Malta acrescentando que o financiamento da Gulbenkian vai permitir ao Rap Nova escola estar até 2027 em três polos (norte, centro e sul) com uma previsão de ser implementado em 4 escolas do Norte, 4 escolas do centro de 7 escolas do Sul do país.
Cada polo terá 20 oficinas de Português (dividido pelas várias escolas com 9.º ano) e 20 oficinas de música (dividido pelas várias escolas com 6.º ano).

Além das oficinas, cada escola terá o seu clube (Clube de RAP e de Produção Instrumental) com encontros semanais, aberto à comunidade escolar, acrescentou o coordenador. Elton Malta está ainda satisfeito com o facto do projeto poder regressar às Caldas, o local onde tudo começou.

“O prémio é também um voto de confiança no projeto e portanto queremos aproveitar esta oportunidade para depois podermos ficar nos territórios”, disse o responsável. Centenas de alunos que terão oportunidade de contactar com a escrita de canções, com técnicas de gravação e de performance. Cada turma do 9º ano apresenta no final do projeto uma música que escrevem e cantam enquanto que as do 6º ano apresentam no final do projeto um instrumental. “Estamos gratos pelo reconhecimento e por poder continuar a inovar, levando a música às escolas”, rematou.

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