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A escola está a terminar!

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Lurdes Pequicho
Educadora de Infância

Para uns, o ano letivo já terminou. Para outros, está a terminar. E há ainda quem viva dias mais intensos, entre exames nacionais, ansiedade e pressão acumulada ao longo de meses.

E, no meio de tudo isto, onde ficam os pais?

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Entre a organização das férias, o tempo em família e a preparação do próximo ano, é fácil esquecer o essencial: parar e respirar.

As crianças estão felizes porque vão “acabar a escola”. Aproveitem essa leveza, essa alegra simples. Porque antes das férias, ainda há testes, exames e, claro, as notas.

E é aqui que entram as nossas expectativas.

Queremos o melhor para os nossos filhos, mas é importante lembrar: eles devem ser aquilo que desejam, não o que idealizámos. Esta é uma fase exigente e ninguém mais do que eles, quer ter sucesso.

Nem sempre é fácil. Por vezes, surgem dificuldades e é aí que o nosso papel ganha ainda mais importância: orientar, escutar, ajudar a encontrar caminhos. Sobretudo quando ainda nem sabem bem qual é o caminho que querem seguir.

No final do 9.º ano, muitos jovens ainda não têm maturidade para decidir o futuro. Mais do que exigir, é essencial questionar, perceber interesses e respeitar a individualidade de cada um.

Depois chegam as notas.

E, mais uma vez, as nossas expectativas podem pesar mais do que imaginamos.

Antes desse momento, conversem com os vossos filhos. Procurem perceber como se sentem, o que esperam, o que os preocupa. Criem espaço para o diálogo.

Se houver motivos para celebrar, celebrem. Mas, se for preciso apoiar, que seja esse o foco. Para uma criança ou jovem que já sente dificuldades ou desmotivação, perceber que “falhou” pode ser profundamente frustrante. Pode trazer sentimentos de impotência e insegurança.

Quando os resultados não são os esperados, o mais importante é a forma como reagimos. Castigos raramente ajudam — aumentam a frustração. O caminho passa pelo diálogo, pela procura de soluções e pelo ajustamento de estratégias.

Mais do que impor, é essencial envolver.

Porque, muitas vezes, o problema não está na capacidade, mas no processo.

E é precisamente aí que devemos atuar. As notas são apenas o reflexo de um percurso — não são o percurso em si. Ao investirmos no processo, ao ajudarmos os nossos filhos a desenvolver métodos, motivação e confiança, os resultados acabarão por surgir de forma mais natural e consistente.

No final, aquilo que mais marca não é a nota que ficou no papel, mas a forma como estivemos presentes em cada etapa do caminho.
Com Amor!

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