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Tempo de relaxar

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Lurdes Pequicho
Educadora de Infância

Agosto é mês de férias para muitos, principalmente para quem tem crianças, e férias são, por vezes, sinónimo de viagens longas de carro. É por isso mesmo que quero deixar-te aqui algumas dicas para utilizares durante estas viagens, garantindo uma conversa agradável e enriquecendo o diálogo com os teus filhos, em vez de cada um ir em conversas online ou ruminando em pensamentos distantes.

Aproveitemos estes momentos para falar de situações que já tínhamos pensado abordar, mas que, por falta de tempo ou outra razão, ficaram para trás. Afinal, todos sabemos que conversas informais e espontâneas surtem bastante mais efeito do que conversas “sérias” ou “lições de moral”. Aproveita e desfruta de momentos inesquecíveis com os teus filhos, que os marcarão positivamente para sempre.

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Para iniciares um diálogo com clareza, podes seguir estes passos: expressa o que estás a observar, como te faz sentir, a tua necessidade e, no fim, faz o teu pedido ou pergunta. Por vezes, achamos que os outros leem os nossos pensamentos. A menos que tenham uma bola de cristal, isso não acontece.

Com clareza podes, por exemplo, dizer como estás feliz por poderes desfrutar de momentos com o teu filho e o quanto aguardavas por estas férias. Seguidamente, diz de forma transparente que tens a expetativa de que se possam divertir muito juntos e pergunta: “O que pensas sobre estas férias? O que sugeres fazermos nesta viagem para a tornar mais divertida?”.

Podes também aproveitar para partilhar coisas interessantes sobre o teu trabalho, sem um tom profissional, trocando experiências divertidas. Enquanto isso, aproveita para saber como correm as coisas com os amigos e nas atividades que tem frequentado. Evita perguntar diretamente “Como corre o futebol?”, cuja resposta inevitável é “Está tudo bem”. Podes perguntar: “Qual é a melhor parte de teres esses amigos?” ou “Dentro dos teus amigos, qual é o mais divertido ou interessante? Porquê?”. A ideia não é julgar, mas trazer características para servirem de aprendizagem.

Nós, pais, somos os mentores dos nossos filhos. Cabe-nos passar experiências que encurtem o caminho e acelerem a aprendizagem, sempre com leveza. Partilha alguns fracassos e como os ultrapassaste.

Daqui a uns anos, dificilmente os teus filhos se lembrarão dos detalhes de um filme que viram, mas recordarão para sempre o teu sorriso, o teu olhar carinhoso e a atenção com que os escutavas.

Agradeço do fundo do coração ao jornal e a todos os leitores que me acompanharam ao longo desta jornada.

Com Amor.

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