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Novo Hospital do Oeste marcou Congresso do PS

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Congresso nacional decorreu em Viseu. Caldas não subscreveu a moção da Federação Regional do Oeste

Foi aprovada uma moção da Federação Regional do Oeste a defender a localização no Bombarral

O XXV Congresso Nacional do Partido Socialista, que decorreu entre 27 e 29 de março, em Viseu, ficou marcado pela discussão do Novo Hospital do Oeste.

No Congresso, a Federação Regional do Oeste – que é composta pelas concelhias do partido de Alenquer, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, ou seja, dos concelhos oestinos que fazem parte do distrito de Lisboa – apresentou uma moção, que tinha como primeiro signatário o presidente, Brian Silva, e que recomendava ao partido que defenda “a construção do novo Hospital Público do Oeste, bem como a readaptação dos Hospitais de Peniche, Torres Vedras e Caldas da Rainha”.

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O documento sublinha “a urgência de colocar a construção do Hospital do Oeste como uma prioridade estratégica na agenda nacional, indispensável para colmatar as carências identificadas nos estudos promovidos pela Oeste CIM, assegurando a sua concretização sem atrasos que possam comprometer o serviço prestado à população do território”.

Esta moção setorial reafirma que “é urgente a Construção do Novo Hospital do Oeste” e que “a Comunidade Intermunicipal do Oeste (Oeste CIM) tem vindo a alertar o Governo, ao longo das últimas duas décadas, para a necessidade urgente da construção do Novo Hospital do Oeste, um tema que tem sofrido sucessivos adiamentos por motivos políticos”.

O documento identifica que “os hospitais atualmente existentes na região apresentam múltiplas carências: necessitam de obras de recuperação, encontram-se sobrelotados, sobretudo nas urgências, e as suas instalações e equipamentos são insuficientes para satisfazer as necessidades da população”. Aponta ainda que “esta necessidade foi reforçada por um estudo encomendado pela OesteCIM e realizado pela Universidade Nova de Lisboa, que definiu a localização mais adequada do hospital, considerando princípios demográficos e geográficos da região, bem como o perfil e as valências necessárias para responder às necessidades da população”. Face a este estudo, refere a moção, “o anterior Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, constituiu um grupo de trabalho cuja principal missão consistia em realizar uma análise técnica destinada a determinar a localização e o perfil funcional do futuro hospital” e que concluiu “que a melhor localização seria, conforme indicado no estudo, no concelho do Bombarral, posição com a qual o membro do governo concordou”. Mas, “perante a inação do atual Governo no que respeita à construção do Novo Hospital do Oeste e à suspensão da decisão previamente tomada sobre a sua localização, verifica-se um adiamento inaceitável de uma necessidade urgente para o território”, acusam.

Assim, a moção, subscrita por 80 congressistas, aponta ao partido que exija “ao Governo uma resposta clara e com prazos definidos relativamente à concretização dos projetos estruturantes neste território”.

A concelhia do PS das Caldas esteve representada no congresso, mas não subscreveu esta moção, esclareceu à Gazeta das Caldas o presidente da concelhia, João Paulo Bento. “O Partido Socialista de Caldas da Rainha, concelhia que integra a Federação de Leiria do Partido Socialista (PS), vem, por este meio, reforçar a sua posição imutável e incontestável de defesa do Hospital do Oeste em Caldas da Rainha”, referiu. “Por forma a evitar mal-entendidos que possam surgir de notícias que podem não ser totalmente claras, a concelhia do PS de Caldas da Rainha vem garantir que nunca defendeu, nem defende um hospital fora de Caldas da Rainha e não alinha com qualquer posição que seja diferente desta tomada de posição”, notando que os representantes da concelhia tiveram sempre esta visão dissonante no partido e que o tema do hospital levou até alguns militantes a abandonar o PS.

Já João Moniz, da concelhia de Óbidos, afirma que “o que o PS Óbidos diz é: que se construa o hospital” e que acha que este “é mais um fait-diver”. Apesar de preferir a localização Caldas-Óbidos, pretende é que o PSD, que está no governo, avance para a construção do equipamento, “independentemente da localização”.

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