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Omelete de 21 metros é atração de festival no Landal

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A omelete, confeccionada pelas diversas associações presentes, chegou este ano aos 21,40 metros

A 14ª edição do certame levou, durante quatro dias, milhares ao Landal atraídos pela gastronomia e animação

O festival onde a “codorniz é a rainha” voltou a levar milhares de pessoas ao Landal. A 14ª edição do certame que junta dezenas de bancas de artesanato e tasquinhas que confecionam os mais variados pratos com esta ave (estima-se que foram consumidas cerca de 20 mil codornizes) decorreu entre quinta-feira e domingo.

Um dos atrativos do festival é a omelete gigante, que este ano voltou a bater o recorde, ao alcançar 21,40 metros, utilizando mais de um milhar de ovos de codorniz e que foi rapidamente consumida pelos presentes. Entre eles esteve, na inauguração, o secretário de Estado da Energia, João Barroca, que destacou a importância deste certame para o Landal e este território. Natural do Fundão, o governante disse perceber os “desafios da interioridade” e a necessidade de conciliar o progresso e a tecnologia com a identidade local. “Vir a um sítio onde as forças vivas da comunidade se organizam à volta de algo que as une é muito importante e positivo”, constatou, realçando a capacidade de empreendedorismo dos landalenses e o desenvolvimento económico em torno deste produto.

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Momentos antes, o presidente da Junta, Armando Monteiro, tinha explicado que a exploração de codornizes em cativeiro, na freguesia do Landal, começou em 1976, por iniciativa de Manuel Louro Miguel que, regressado das ex-colónias, radicou-se no lugar de Santa Susana. Nas últimas décadas, a localidade caldense, que faz fronteira com os concelhos do Cadaval e Rio Maior, tornou-se conhecida como Capital da Codorniz, pois concentra 60% da produção anual de codorniz a nível nacional. De acordo com Armando Monteiro, a freguesia tem vindo a afirmar-se também na doçaria, com destaque para o pão-de-ló do Landal e pão-de-ló de Santa Susana, além das tradicionais peras bêbadas, “uma forma criativa de apresentar a famosa Pera Rocha do Oeste, que tem grande expressão nos campos agrícolas desta freguesia”. Destacou ainda o voluntariado das suas gentes, referindo-se aos cerca de 750 voluntários que participam no festival.

No entanto, nem tudo está bem no Landal. O autarca local deu nota de uma população envelhecida, dificuldades no acesso a cuidados de saúde e de transporte, e de um PDM “muito fraco para a construção”, que limita a fixação de jovens. Pediu, por isso, ao governante, para “olhar” mais para estas populações, possibilitando uma freguesia mais próspera e com outros horizontes.

Também presente, o presidente da Câmara, Vítor Marques, reconheceu que o PDM é “restritivo”, mas que está em fase de revisão, apelando a todos para que estejam atentos à fase de discussão pública. O edil destacou o envolvimento das associações e do número crescente de artesãos que, ano após ano, participam no festival, que também tem vindo a apresentar melhorias ao nível de espaço.

A central fotovoltaica
O presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, referiu-se ao abaixo-assinado que está a decorrer na freguesia, contra a instalação de uma central fotovoltaica, deixando a “promessa” de que “na Assembleia Municipal não vai passar esse projeto de energia”. Assumiu que não estão contra as energias renováveis, mas “contra as energias que prejudicam a qualidade de vida da população”.

Por seu lado, o presidente da Câmara, Vítor Marques, lembrou que houve uma reunião pública no Landal, em que foi explicado o projeto à população, e que agora Câmara e Assembleia Municipal irão decidir, “defendendo os interesses da população”.

Questionado pela Gazeta das Caldas, o secretário de Estado da Energia disse desconhecer o projeto em concreto. No entanto, considera que será “sempre necessário encontrar equilíbrios entre a necessidade do país de se descarbonizar e produzir mais energia renovável e aqueles que são os legítimos interesses das populações”.

Para este governo é importante ter mais produção de energias renováveis para uma maior independência face ao exterior e ser mais resilientes a relação a crises como a do preço dos combustíveis e do gás natural.

A instalação da central fotovoltaica consta da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal de 9 de junho, que se realizou já depois do fecho da edição.

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