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Toscana mudou-se para as Caldas da Rainha

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O novo restaurante e pastelaria fica em frente ao terminal rodoviário

Cozinha tradicional com atenção ao detalhe e à qualidade do produto é a proposta dos sócios do antigo Baía Toscana, de S. Martinho do Porto

O restaurante Toscana abriu portas nas Caldas da Rainha no início de fevereiro e, em poucas semanas, conquistou uma clientela assídua, refletindo a aposta dos sócios Miguel Nedelku e António Feliciano numa oferta centrada na qualidade, diversidade e proximidade com o cliente.

Localizado na confluência das ruas Coronel Soeiro de Brito e Heróis da Grande Guerra, perto do terminal rodoviário, o Toscana apresenta-se como uma casa de cozinha tradicional portuguesa, complementada por serviço de pastelaria, snack-bar e petiscos ao longo do dia. Os sócios decidiram mudar-se de São Martinho do Porto, onde estiveram oito anos com a Baía Toscana, e procuraram nas Caldas um local que não estivesse tão exposto à sazonalidade. “Gostamos muito de São Martinho, mas precisávamos de um sítio com movimento, onde o nosso trabalho pudesse crescer”, explica Miguel Nedelku.

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A funcionar de segunda a sábado, das 7h00 até às 19h00, o restaurante aposta em menus económicos – com diárias a partir de 8,50 euros – pensados para quem trabalha e tem que almoçar fora de casa. Um dos elementos diferenciadores é a constante renovação da oferta. “Não repetimos pratos semanalmente. Quem cá vem todos os dias encontra sempre variedade”, refere o responsável.

A cozinha assenta em pratos tradicionais portugueses, com especial atenção à confeção e à frescura dos produtos. O polvo, por exemplo, é proveniente da costa da região, de um pescador de São Martinho. “Só tenho polvo quando ele me o traz”, sublinha o responsável, enquanto outros ingredientes seguem a mesma lógica de proximidade.

Alguns dos pratos recomendados do menu são o polvo na telha, o polvo à lagareiro, o arroz de tamboril e os peixes do dia, a par de uma oferta complementar que inclui petiscos como gambas à Bulhão Pato e opções mais informais, como bifanas e pregos, sempre dentro de uma base de cozinha tradicional portuguesa. “Dá muito trabalho, mas o resultado final compensa”, afirma, destacando o cuidado colocado em cada prato.

Outro dos pilares do projeto é a pastelaria. Grande parte da confeitaria é produzida ou finalizada na casa. “Estamos sempre a fabricar”, realça Miguel Nedelku, acrescentando que há uma preocupação constante quer na personalização dos produtos, quer na decoração da vitrina, de modo a que o cliente encontre oferta diferente cada vez que visita o espaço.

Com uma equipa de sete pessoas, o Toscana tem registado uma procura crescente desde a abertura, refere Miguel Nedelku. Apesar disso, os responsáveis optam por um crescimento gradual, não estando para já prevista a abertura ao jantar. “Queremos consolidar o que temos e manter a qualidade”, sublinha.

Esse é o principal motivo para que, nesta fase inicial, o serviço de restaurante seja sobretudo ao almoço – embora sirva também petiscos ao longo da tarde. A hipótese de abrir, no futuro, ao jantar, não está posta de parte, mas será avaliada consoante a procura.

O feedback dos clientes tem sido determinante para a afirmação do espaço, refere Miguel Nedelku. “As pessoas valorizam o nosso trabalho, e isso é o nosso maior reconhecimento”, conclui.

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