
Margarida Marante começou a trabalhar cedo, com 18 anos em 1976, no semanário «Tempo» e com 19 anos já estava na RTP: «nunca se intimidou perante políticos com a experiência de vida de Álvaro Cunhal ou Mário Soares que, por sua vez, sempre a respeitaram.» Nas suas palavras o dia 4-2-86 ficou marcado: «O melhor momento da minha carreira terá sido por ocasião dos debates com os candidatos presidenciais de 1986. Percebi logo que o Dr. Mário Soares ia ganhar.»
Entretanto tinha casado em 1-12-84 com Henrique Granadeiro e desse casamento nasceram três filhos: «Henrique em 1987, Catarina em 1989 e Joana em 1993.» Catarina recorda a mãe nestas palavras: «era ela que nos forrava os manuais escolares e quem nos acompanhava todos os sábados à piscina do Colégio dos Salesianos.»
Entretanto em 7-8-98 Margarida casa com Emídio Rangel e «na companhia de Rangel, inicia-se no consumo de drogas, tornando-se dependente da cocaína». Nada que altere o que afirma ao «Correio da Manhã» em 2010: «As minhas características não se esfumaram. Continuo a ser uma mulher combativa». E só perdeu o último combate porque «todas as horas nos ferem e só a última mata» – como diz o provérbio. Tal como se inicia, o livro encerra com o enquadramento nacional e internacional do tempo em Outubro de 2012: «Vítor Gaspar anuncia um brutal aumento de impostos em Portugal, Barack Obama discute com Mitt Romney as presidenciais do mês seguinte». As 24 páginas suplementares com fotografias tornam esta biografia numa quase fotobiografia.
(Editora: Livros Horizonte, Capa: C&P Design, Foto capa: Acácio Franco, Foto autora: Cristóvão, Revisão: Carmen Saraiva)







