Início Desporto Liga 3: Caldas opera reviravolta e vence Amora

Liga 3: Caldas opera reviravolta e vence Amora

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Zé Gata fez um golo e uma assistência

Golos de Zé Gata e Dani Fernandes na segunda parte anularam a vantagem inicial dos visitantes conseguida por João Oliveira

O Caldas recebeu e venceu, este sábado, o Amora por 2-1. A formação da casa garantiu os três pontos graças a uma reviravolta consumada na segunda parte, com influência direta das substituições promovidas pelo treinador João Aguiar.

O encontro iniciou-se com ascendente da equipa alvinegra, com uma postura ofensiva e forte pressão sobre um Amora que vinha de (mais) uma mudança no comando técnico. Aos sete minutos, Gonçalo Barreiras cabeceou à barra após cruzamento de Filipe Oliveira. Um minuto depois, o mesmo Gonçalo Barreiras desviou a rasar o poste, na sequência de uma jogada de Clemente pela linha de fundo.

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Apesar da entrada pressionante do Caldas, foi o Amora quem inaugurou o marcador aos 25 minutos. Numa jogada em que o Caldas ficou na expectativa, Mauro Antunes e Miguel Checkie construíram pela esquerda, Checkie colocou na área entre Duarte Maneta e Wilson permitindo a João Oliveira finalizar e fixar o 0-1, resultado com que se atingiu o intervalo.

Para a segunda metade, o técnico do Caldas lançou Dani Fernandes (ao intervalo) e posteriormente Zé Gata (aos 57 minutos), alterações que se revelaram decisivas. O golo do empate surgiu aos 60 minutos: Zé Gata recebeu na direita de Filipe Oliveira, fletiu para o interior e rematou cruzado e rasteiro de pé esquerdo, sem hipótese para o guarda-redes Daniel Azevedo.

A reviravolta no marcador concretizou-se aos 80 minutos, a premiar uma segunda parte em modo “ataque total” por parte do Caldas. Na sequência de um livre na meia-direita, Zé Gata colocou a bola na área e Dani Fernandes desviou subtilmente de cabeça para o 2-1. Nos minutos finais, o Caldas dispôs ainda de oportunidades para ampliar a vantagem em contra-ataque.

Com esta vitória o Caldas sobe ao segundo lugar da Série 2 da Fase de Manutenção e Descidas, com 11 pontos, os mesmos que o Lusitano de Évora (próximo oponente dos pelicanos), enquanto Amora e 1.º Dezembro ficaram mais sozinhos na zona de descida, com 4 e 6 pontos, respetivamente.

A partida ficou também marcada por uma homenagem do claque Sector 1916, do plantel do Caldas a Marco Cruz, sócio do clube e membro da claque falecido recentemente. Além do minuto de silêncio, os jogadores colocaram uma coroa de flores no local onde a claque costumava ficar. Os elementos do Sector 1916 mostraram uma tarja de homenagem e soltaram balões após o minuto de silêncio. O árbitro da partida, João Mendes, juntou-se também ao momento, oferecendo à claque os cartões amarelo e vermelho.

Ficha de Jogo

Árbitro: João Mendes
Assistentes: Rui Mendes e Nelson Almeida
CALDAS: Wilson Soares, Rui Silva (David Lopes, 41’), Matheus Palmério, Diogo Clemente (Cap.), Nuno Januário (Dani Fernandes, 46’), Duarte Maneta, Gonçalo Barreiras (João Vieira, 56’), Luís Farinha (Zé Gata, 56’), Edu Monteiro, João Rodrigues, Filipe Oliveira.
Suplentes não utilizados: Duarte Almeida, Pipo, Guilherme Lopes, Tiago Catarino, Rui Carreira.
Treinador: João Aguiar
Disciplina: cartão amarelo para Matheus Palmério (48’), Duarte Maneta (84’), Zé Gata (90’+4’).

AMORA: Daniel Azevedo, Marlom Couto, Miguel Checkie (Gustavo Barros, 83’), Mauro Antunes (Cap.), João Oliveira, Aboubacar Katty (Ednilson Teixeira, 69’), Miguel Lopes, Joaquim Marques (Tony, 75’), Filipe Marques, Ali Camara (Fábio Pala, 69’), Hélio Cruz (Traoré, 83’).
Suplentes não utilizados: Diego Andrade, Pedro Teixeira, Wendel Souza, Afonso Costa.
Treinador: Rui Maside
Disciplina: cartão amarelo para Ali Camara (28’), Miguel Lopes (90’+2’), Fábio Pala (90’+4’).
Golos: 0-1 (João Oliveira, 26’); 1-1 ( Zé Gata, 61’), 2-1 (Dani Fernandes, 81’).

João Aguiar: “Na Mata é até ao fim”

No final da partida, o treinador do Caldas João Aguiar destacou a atitude dos seus jogadores, a força do grupo e o apoio determinante dos adeptos.

“Foi uma vitória à Caldas”, começou por afirmar o técnico, sublinhando a identidade competitiva da equipa quando atua no Campo da Mata. “Os adversários têm que saber que aqui é até ao fim. Já foi assim com o 1.º de Dezembro e voltou a ser agora.”

O treinador reconheceu uma entrada forte da sua equipa, com oportunidades claras para inaugurar o marcador, mas admitiu dificuldades na transição da pressão alta para um bloco médio, momento em que o Amora aproveitou para se adiantar. “Andámos ali um pouco perdidos e o Amora fez o golo. Ao intervalo disse aos jogadores que só conseguiríamos dar a volta fazendo aquilo que trabalhámos.”

A resposta surgiu na segunda parte, com os jogadores saídos do banco a serem decisivos. João Aguiar destacou a importância da competitividade interna e da versatilidade tática. “Eles têm que estar preparados para jogar e para não jogar. A resposta tem sido muito boa. Trabalham muito durante a semana e quando entram dão tudo. Para mim é fundamental que o grupo todo se sinta importante.”

O treinador voltou a insistir naquilo que considera inegociável: “Há uma coisa que nunca pode faltar a esta equipa: atitude e vontade de ganhar.” Mesmo após a derrota na jornada anterior, em Covilhã, Aguiar sentiu que a equipa nunca deixou de acreditar. “Temos que acreditar até ao fim e acreditar no que trabalhamos.”

O técnico deixou uma nota de satisfação para o apoio vindo da bancada: “Uma coisa que me deixa muito feliz é ver cada vez mais adeptos no estádio. Precisamos deles até ao fim.”

Com quatro equipas atrás na classificação e uma vantagem pontual que começa a dar algum conforto, o técnico rejeita qualquer sensação de missão cumprida. “Esta equipa nunca se pode sentir confortável. Até atingirmos o objetivo, ninguém pode tirar o pé. Quem estiver confortável sai, há sempre outro pronto para entrar.”

João Aguiar deixou ainda palavras especiais para Dani Fernandes, jovem da formação do Caldas que está há oito anos no clube e tem vindo a ganhar protagonismo: “O Dani foi meu jogador no primeiro ano que vim para o Caldas, para os iniciados, acompanhou-me nos juniores, na equipa B. Passou por um momento muito difícil, que foi a lesão que teve, estava praticamente sem jogo há um ano e meio. É alguém em quem eu acredito muito, que sempre trabalhou no máximo e tem uma uma humildade muito boa. O Dani e principalmente a mãe dele tiveram que passar muito para ele estar aqui, para poder vir todos os dias treinar. É um miúdo que nunca abandonou o Caldas e se calhar teve muitas propostas. Acredito muito nele, vai ter que continuar a trabalhar cada vez mais, mas acho que é alguém para quem o Caldas e o futebol vão começar a olhar cada vez mais”.

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