
Caldense que concilia a prática desportiva com a atividade profissional no design gráfico está a lutar pelo apuramento para os Jogos de Los Angeles 2028
O para badmintonista caldense Diogo Daniel alcançou o 3.º lugar do ranking europeu na categoria Men’s Singles SL4, um marco inédito no seu percurso desportivo e que o coloca entre a elite da modalidade no “velho continente”.
“Alcançar o 3.º lugar no ranking europeu representa um marco muito especial no meu percurso. É o reflexo de muitos anos de trabalho, dedicação e superação, não só dentro de campo, mas também fora dele”, sublinha o atleta, que tem vindo a consolidar a sua posição entre os melhores através de participações regulares em competições internacionais.
Por detrás deste resultado está uma rotina exigente, marcada pela conciliação entre a carreira desportiva e a atividade profissional na área do design gráfico. “O dia a dia enquanto atleta, conciliado com a minha atividade profissional, é bastante exigente e requer muita organização e disciplina”, explica, destacando que grande parte do trabalho “acaba por não ser visível”, passando pela preparação física, recuperação, alimentação e descanso.
Apesar de desafiante, Diogo Daniel encara o processo com motivação. “É algo que encaro com muita paixão. Todo esse esforço ganha ainda mais sentido quando vejo a evolução dentro de campo e quando consigo alcançar resultados como este”, aponta.
O atleta destaca também o papel determinante da estrutura que o acompanha. “Nenhum atleta alcança estes resultados sozinho”, afirma, sublinhando a importância do seu clube, o MVD, onde “cresci enquanto atleta e que continua a ser um pilar essencial”, bem como o apoio das entidades desportivas nacionais, nomeadamente a Federação Portuguesa de Badminton e o Comité Paralímpico de Portugal, fundamentais para garantir a presença em provas internacionais. A estes, junta ainda o contributo do patrocinador, que “acompanha ao nível do material desportivo e contribui diretamente para o rendimento em campo”.
A regularidade competitiva tem sido um dos fatores-chave na evolução do caldense. A presença em torneios internacionais e os pódios alcançados permitem-lhe “ganhar ritmo competitivo, adaptar-se a diferentes estilos de jogo e lidar melhor com a pressão dos momentos decisivos”. Mais do que os resultados, cada prova é vista como uma oportunidade de crescimento. “Cada competição é uma oportunidade de aprendizagem e de evolução”, aponta.
Com o olhar já posto no futuro, Diogo Daniel assume como grande objetivo a presença nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. “É um objetivo que tenho bem presente há já algum tempo e, à medida que se aproxima, as sensações tornam-se cada vez mais reais”, admite, falando numa “mistura de motivação, ambição e responsabilidade”.
O caminho até à qualificação é exigente e passa por manter consistência ao mais alto nível. “Exige continuar a evoluir todos os dias, somar bons resultados internacionais, melhorar o ranking e manter um nível competitivo elevado ao longo do tempo”, explica, sublinhando ainda a importância dos detalhes, desde a preparação física e mental à recuperação.
Nos próximos meses, o atleta tem já presença confirmada em mais duas competições internacionais: o British & Irish Para Badminton International, em Dublin, e o Indonesia Para Badminton International, em Solo, etapas importantes na consolidação da sua posição no ranking.
Representar Portugal e as Caldas da Rainha é, para o atleta, motivo de orgulho e também de motivação acrescida. “É um orgulho enorme poder levar o nome do meu país e da minha cidade às competições internacionais, e isso dá-me ainda mais vontade de dar o meu melhor em cada jogo”, afirma, garantindo que essa responsabilidade “transforma-se em energia extra dentro de campo”.
Diogo Daniel tem apenas à sua frente no ranking europeu o francês Lucas Mazur – que lidera igualmente o ranking mundial – e o alemão Marcel Adam, encontrando-se no 9.º lugar no ranking mundial. Para a classificação de Diogo Daniel contribuíram, entre outros resultados, a obtenção de cinco pódios nos últimos 12 meses, sempre em terceiro lugar, dois dos quais já este ano, no Egito e em Espanha. A estes juntam-se os terceiros lugares no Campeonato da Europa e nos torneios no Peru e no Bahrain.











