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O “casamento” perfeito da ginja com o chocolate

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Os dois produtos emblemáticos de Óbidos estiveram em destaque, finalizando um conjunto de conjunto de iniciativas da EHTO sobre produtos regionais

A ginja e o chocolate fazem parte do imaginário de Óbidos. Sejam juntos ou em separado, são cartão de visita da terra e dois dos seus produtos mais emblemáticos. No passado dia 20 de março foram também a “estrela” da palestra que decorreu no polo obidense da EHTO, integrada no Festival de Chocolate de Óbidos.

A FrutÓbidos foi a primeira empresa a trabalhar o licor de ginja no concelho, lembrou a empresária Marina Brás, recordando o início da produção deste licor, em 1984, trabalhando “sempre diretamente com o setor primário da região”. A pequena empresa, adquirida pela atual proprietária em 2001, foi crescendo e atualmente já chega a 15 países nos cinco continentes. E, além do licor de ginja, tem diversificado a oferta com a criação da Ginja d’Arte, composta por produtos sem álcool, como bolachas, biscoitos, gomas, as compotas ou o pastel de nata de ginja, mas também o aproveitamento dos caroços para pequenas almofadas e do pedúnculo e da folha da ginja para fazer infusões. Há cerca de quatro anos lançaram o primeiro bitter de ginja produzido em Portugal e, em conjunto, com a escola e também com restaurantes, têm desafiados chefs a criar refeições onde sejam utilizados os seus produtos.

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O mais recente projeto da empresa é o licoturismo, uma palavra inventada pelos próprios, numa alusão a experiências que juntem o licor com o turismo, à semelhança do que acontece com o enoturismo. O projeto, que permitirá mais de duas dezenas de experiências, inclui a criação de um espaço, num investimento de 1,3 milhões de euros, e que na envolvente tem uma eira e um ginjal, possibilitando a realização de passeios, atividades de ar livre ou até um pedido de casamento.

Quem também “casa” muito bem é a ginja com o chocolate sendo frequente ver os turistas em Óbidos a degustar o licor num copo de chocolate. Para Ilda Cruz, representante do Turismo do Centro, que costuma acompanhar grupos de turistas, muitas das vezes, “esse é momento”, destacando que o ato de tomar o licor é também um ato de convívio, social e representa a hospitalidade. E acabou a partilhar uma história de como num bar do Bairro Alto, a considerada “melhor ginja de Lisboa” servida em copo de chocolate é, afinal, produzida em Óbidos, na empresa da Marina Brás.

Mas é “importante que o copo seja em chocolate e não um sucedâneo”, alertou Rita Isabel, gestora da Plataforma Nacional do Chocolate, lançada o ano passado pela ERESP e que, com sede em Óbidos, tem como objetivo alavancar, reconhecer e valorizar todas as atividades económicas associadas a este produto, mas também os seus profissionais. “Trabalhar chocolate e ginja de forma separada é ok, são bons produtos, mas trabalharmos em conjunto com estratégia, colaboração e também visão conseguiremos criar algo maior e diferenciador”, salientou.

“Acredito mesmo que a promoção dos produtos locais é muito importante”, referiu o formador da EHTO, João Dinis, que aproveitou a temática para confecionar um cocktail utilizando ginja e nibs de cacau. Uma ligação que “é clássica, óbvia, mas que não é fácil”, reconheceu, referindo-se à dificuldade em obter um perfil do sabor equilibrado.
A palestra, moderada pelo formador Nuno Garcia, culminou um conjunto de iniciativas sobre produtos regionais. Luís Tarenta, coordenador de Pastelaria da EHTO, considera que são momentos como este que “dinamizam uma escola”. Referindo-se ao polo obidense informou que as obras das novas instalações estão prestes a começar.

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