Intermarché das Caldas encerrou

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Notícias das CaldasA loja Intermarché das Caldas da Rainha encerrou na passada segunda-feira, 8 de Abril, surpreendendo todos os seus clientes que nos dias seguintes se depararam com as portas encerradas quando se deslocaram ao local para fazer compras. O Stationmarché e o Bricomarché, contudo, estavam a funcionar.
No domingo a loja esteve com descontos de 50%, numa tentativa de obter liquidez, depois de Artur Santos, proprietário da Superainha – Supermercados, Lda (que explorava o espaço como aderente do grupo Os Mosqueteiros), ter requerido a insolvência da empresa. Os próprios funcionários terão sido apanhados de surpresa.
A Gazeta das Caldas tentou contactar Artur Santos e o grupo Os Mosqueteiros, mas não conseguiu obter mais esclarecimentos até ao final do fecho desta edição. No interior do estabelecimento estavam duas funcionárias que não quiseram fazer declarações. À porta, para além de um papel com a palavra “Encerrado”, estava apenas afixado um cartaz dos responsáveis do quiosque que funcionava dentro daquele espaço a informar que “por motivos alheios, estamos temporariamente encerrados e reabriremos brevemente”.

O Intermarché das Caldas da Rainha abriu em Fevereiro de 2003, numa zona da Quinta dos Pinheiros onde também se instalaram outras lojas independentes ligadas ao grupo Os Mosqueiros: Stationmarché e Bricomarché.
Em Novembro de 2010 também a loja Intermarché do Bombarral encerrou, deixando 23 pessoas no desemprego. Na altura, o grupo Os Mosqueteiros, detentor da insígnia, enviou um comunicado à comunicação social lamentando o encerramento e alegando que a empresa só teve conhecimento pela imprensa desta situação. Isto porque a unidade do Bombarral era explorada pela sociedade Sodibombarral – Supermercados, Lda, detida por José Dias.
O proprietário da empresa explicou então, aos responsáveis da União dos Sindicatos de Leiria, que não teria condições de continuar com a unidade por alegadamente “ter sido abandonado pelo grupo”, mas no comunicado os Mosqueteiros refutam as acusações. “Desenvolvemos todos os procedimentos ao seu alcance para que fosse possível a recuperação financeira da sociedade e a consequente manutenção dos respectivos postos de trabalho”, garantiam.
Em 2010 José Dias não quis prestar declarações ao nosso jornal, assumindo estar numa “situação constrangedora”.