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As áreas classificadas

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Teresa Lemos
Coordenadora do GEOTA

Passamos os dias a correr para o trabalho, para a escola, para casa e quando vamos de férias muitas vezes repetimos a correria. Acabamos por precisar de férias para descansar das férias.
Há uma forma de viajar que prescinde de passaportes, filas de aeroporto ou orçamentos exorbitantes. O território português, do Gerês ao Guadiana, da Arrábida às ilhas atlânticas, é rico em Áreas Protegidas e Reservas Naturais que surgem como alternativas viáveis e enriquecedoras para o período de férias. Em sentido inverso a um quotidiano acelerado e ruidoso, as áreas protegidas oferecem o oposto: tempo, silêncio e horizontes livres de pressão.
Em todo o país, encontram-se lugares de enorme beleza natural, habitados por inúmeras espécies de flora e fauna, onde o Homem e a Natureza vivem ou tentam viver em harmonia. Protegidas para manter a sua biodiversidade, muitas destas áreas são classificadas como Parques e Reservas Naturais. Com mais de trinta áreas classificadas em Portugal, a diversidade de opções no território nacional é vasta e diversificada.
A gestão destes territórios nem sempre é fácil, pois é necessário conciliar a conservação da natureza com as atividades humanas. Além disso, a escassez de financiamento e a necessidade de uma fiscalização eficaz tornam ainda mais exigente a proteção destes espaços, particularmente sensíveis e vulneráveis. Como cidadãos e visitantes, também temos um papel fundamental a desempenhar. Conhecer estes espaços é o primeiro passo para os proteger e reconhecer a sua importância para a preservação da vida no nosso planeta. O privilégio de os visitar implica a responsabilidade de respeitar a natureza minimizando o impacto humano.
Bem perto de nós localiza-se a Reserva Natural Local do Paul de Tornada que celebra-se o seu 17º aniversário a 2 de julho. A Reserva foi criada por deliberação da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha em 2009. Como Reserva Natural Local a sua gestão compete ao município de Caldas da Rainha que conta com a estreita colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e das ONG GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente e Associação PATO, que estão presentes diariamente no Centro Ecológico Educativo do Paul de Tornada, centro de interpretação da reserva.
As Áreas Protegidas permanecem disponíveis, a curta distância, para quem decida trocar o ruído quotidiano pelo vento e a navegação digital pelo horizonte. Este verão, aceite o convite da natureza e parta à descoberta do nosso território natural.

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Edição #5652

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