Início Economia Rodrigues & Lourenço, está a celebrar 50 anos

Rodrigues & Lourenço, está a celebrar 50 anos

0
157
Os responsáveis da família Rodrigues com um funcionário, Álvaro da Fonte (terceiro a contar da esq.), a quem o fundador concedeu sociedade

A empresa caldense Rodrigues & Lourenço está a celebrar meio século. A firma, que mantém o compromisso de oferecer soluções de qualidade aos seus clientes, quer continuar a crescer

Fundada em janeiro 1976 por José Alves Rodrigues, a empresa Rodrigues & Lourenço Lda. começou por ter um espaço em frente ao hospital das Caldas onde vendia produtos para a agricultura, além de rações e de produtos veterinários.

O espaço albergava dois armazéns e duas lojas. Inclusivamente “a minha avó chegou a ter um restaurante junto à firma”, contou o atual gestor, Fábio Rodrigues Nunes, que representa a terceira geração da família à frente dos destinos da empresa.

- publicidade -

Na gestão ainda se mantém a segunda geração, os pais de Fábio Nunes e que deram grande impulso à empresa caldense.

Foi o casal – Jorge Nunes e Maria José Rodrigues, a filha do fundador – que tomou a decisão de sair do centro da cidade e de construir novas instalações de raiz. Compraram a quota a um sócio inicial que a empresa teve e “nós continuámos”, disse Jorge Nunes acrescentando que, em 50 anos, muita coisa mudou neste setor e hoje a agricultura “é um setor mais limpo e profissional”.

A Rodrigues & Lourenço tem instalações próprias na Estrada Nacional 8, Nº 7 (Tornada), para onde se mudaram em 2009 e hoje “temos uma dimensão e representação de marcas no Oeste que nos permite revender para lojas mais pequenas”, disse Fábio Nunes acrescentando que as rações foram desaparecendo e mantêm-se de forma residual. A empresa, que possui 15 funcionários foi-se especializando e “o nosso foco é hoje os fitofármacos e os produtos de nutrição das plantas”.

Os responsáveis pela empresa comentaram que hoje quem vai ao supermercado está muito mais preocupado com os produtos que consome, procurando soluções diferentes.

Os agricultores tornaram-se mais profissionais e as empresas de distribuição também passaram a apostar no aconselhamento técnico.

“Toda a dinâmica do setor alterou-se e obrigou e a distribuição a profissionalizar-se a procurar soluções e ir a feiras internacionais”, contou Fábio Nunes acrescentando ainda que a componente da nutrição das plantas era algo com pouca expressão nos distribuidores e que agora “já significa perto de 35% do volume de vendas”.

Segundo o gestor, esta empresa caldense procura trabalhar com multinacionais “que nos garantam a qualidade dos produtos e que tenha visão de futuro”.

Fábio Nunes não garante que os seus produtos para a agricultura sejam os mais baratos mas diz que a qualidade é algo “inegociável” dado que é uma garantia para os seus clientes, desde a fundação da empresa.

Atualmente o negócio desta empresa divide-se entre a venda de fitofármacos (65%)

Adubos, Nutrição e Soluções Resíduo 0 (34%) e também as Rações, Sementes e diversos (1%).

“Vim para a empresa em 2020 e nessa altura faturávamos seis milhões. Em 2025 já faturámos 10 milhões”, contou o gestor que apostou forte também no facto de começar a ter um segundo canal, vendendo produtos para a agricultura a colegas mais pequenos.

O novo responsável ainda disse que antes a faturação da firma era de 95% para com o agricultor e 5% para a revenda. “De há cinco anos para cá mudámos e, neste momento, já estamos nos 65%- 35% e a aumentar esta quota”, disse.

Fábio Rodrigues também explicou que 80% do volume de faturação está ligado à área da fruticultura e que gostaria de expandir a área de intervenção para outros culturas. Pretende pois apostar em produtos destinados à horticultura, ao olival e à vinha .

A empresa, que também abriu um polo há alguns anos, no Bombarral, a Agro-Delgada, quer continuar na senda do crescimento e por isso diz que não quer apenas fornecedores “mas sim parceiros de negócios que possam correr riscos connosco”.

Fábio Rodrigues, que é da área da Gestão, reconhece que a empresa familiar que hoje lidera contou com funcionários que só saíram com a reforma e explica que a sua família gosta de repartir. Prova disso é o facto do seu avô ter dado sociedade a um funcionário, Álvaro da Fonte, que já vinha desde os tempos em que a firma funcionava junto ao Hospital das Caldas.

Esta empresa que começou pelo comércio e que passou pela fase do aconselhamento profissional junto do agricultor, está agora a viver numa nova fase “pois apostamos no desenvolvimento de produto em conjunto com os técnicos da centrais fruteiras”, rematou Fábio Nunes.

- publicidade -