
Dia Aberto leva as famílias dos estudantes a passar um dia na escola com os filhos
No passado sábado, dia 18 de abril, realizou-se mais uma edição do Dia Aberto da EB Santo Onofre, uma iniciativa com mais de 13 anos, que proporciona um dia em família na escola, com os familiares a terem a oportunidade de ver de perto os trabalhos que são desenvolvidos nas várias áreas do saber.
A abertura do dia, depois de um discurso do diretor do agrupamento e da vereadora da Educação, João Silva e Conceição Henriques, respetivamente, deu-se com o hastear da bandeira de Eco-Escola, mas também com momentos de dança inclusiva, numa iniciativa que juntava crianças do 1º ciclo de diferentes nacionalidades e com necessidades educativas especiais.
O diretor do agrupamento fez notar que o Dia Aberto atualmente já “não é um desígnio para encher a escola, porque está cheia”, mas é um momento para retribuir à comunidade e para abrir as portas e acolher as famílias.
Na última década esta escola mudou muito, desde a nomenclatura (deixou de ser a EBI) à cor das paredes. Ao nível dos alunos passou dos cerca de 400 há 10/11 anos para os atuais perto de 900. “Estamos a falar de mais do dobro, o crescimento é grande”, frisou João Silva, esclarecendo que neste estabelecimento escolar trabalham cerca de 100 pessoas (mais de 70 professores e 25 funcionários).
Um dos grandes desafios é a integração e incldusão, dado que dos cerca de 900, um terço (ou seja, 300) são estrangeiros, sendo a escola do agrupamento com maior percentagem de alunos estrangeiros. “O Agrupamento tem 43 nacionalidades e cerca de 700 alunos estrangeiros”, salienta, notando que o próprio sistema educativo público português alterou a mentalidade, deixando de se focar tanto nos resultados. “Com estas comunidades é preciso integrá-las, fazê-los gostar da escola e vir, cumprirem os desígnios da escola, porque estamos a integrar uma diversidade de situações enormes, às vezes recebemos alunos com necessidades educativas que nunca tiveram em escola, com 14 anos, vindos de África e da América do Sul”.
Para ajudar têm um mediador linguístico e cultural fixo em meio horário, com 18 horas por semana, que está a trabalhar com os alunos que acabaram de chegar à escola. “Depois, através das próprias disciplinas e de atividades como a horta vamos fazendo a integração”. É que, além de ensinar os conteúdos das disciplinas, realça a importância de “mostrar como é a nossa cultura e os nossos comportamentos para que se sintam integrados”. João Silva defende que a escola não é só o programa que está nos livros” e acho que esta escola acolhe muito bem”.
O diretor do agrupamento salientou o envolvimento de funcionários e professores no Dia Aberto, uma ideia também defendida por Ricardo Álvaro, adjunto do diretor, que revelou que no dia anterior houve greve, mas foram todos para a escola preparar a iniciativa.
Ao longo da tarde era possível ver momentos musicais e de dança, visitar os laboratórios, apreciar exposições artísticas, ouvir declamar poesia, beber um chá das cinco ou comer um crepe francês, mas também praticar atividades desportivas, entre outras.












