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Gaeirense fecha época com missão cumprida

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A equipa de futsal do Gaeirense garantiu presença na 3.ª Divisão pela quarta temporada consecutiva

Técnico Cláudio Silva destaca crescimento dos jovens e permanência na 3.ª divisão. Presidente André Rebelo enaltece união do grupo

O Gaeirense encerrou a participação na 3.ª Divisão nacional de futsal com um triunfo sobre o V. Santarém (7-4) e com os objetivos de manutenção alcançados com um sexto lugar, numa época marcada por dificuldades, mas também por superação. O treinador Cláudio Silva fez um balanço positivo de um percurso que considerou “desafiante”, sobretudo tendo em conta o contexto em que regressou ao clube.

O técnico assumiu funções já com a temporada em andamento e numa fase delicada. “Não esperava voltar a treinar tão depressa”, referiu, explicando que aceitou o convite após a insistência da direção do clube ao comando do qual já viveu épocas de grande sucesso. À chegada, encontrou uma realidade exigente, com uma das equipas mais jovens do campeonato, com uma série dura de derrotas e após a saída da anterior equipa técnica e de vários jogadores. Cláudio Silva destacou a resposta do grupo, sublinhando a evolução dos mais jovens ao longo da época. “Foi gratificante ver miúdos que nunca tinham jogado crescerem e ganharem vontade de aprender”, afirmou, elogiando a maturidade demonstrada por um plantel maioritariamente entre os 20 e os 23 anos. O treinador destacou ainda a capacidade de resiliência dos jogadores, recordando um período em que o grupo esteve entregue a si próprio e respondeu com responsabilidade.

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Figura recorrente na história recente do clube, Cláudio Silva assumiu-se, em tom de brincadeira, como o “bombeiro” do Gaeirense, regressando em momentos de maior necessidade. Apesar das saídas anteriores, garantiu nunca ter deixado de se sentir ligado ao emblema. “Este clube é muito mais do que as pessoas, é a instituição de que gosto”, frisou, justificando o regresso com o sentimento de dever para com o clube que diz ser “o seu”.

O treinador valorizou também o papel do grupo e a importância da liderança no sucesso alcançado, considerando que o mérito não é individual. “Tem a ver com o amor ao clube, o rigor e a capacidade de agregar”, explicou, acrescentando que a confiança dos jogadores foi determinante para unir o balneário e potenciar o rendimento coletivo.
Quanto ao futuro, o treinador revelou ter sido convidado a continuar, mas ainda não tomou uma decisão. Ainda assim, não escondeu a vontade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido e construir um projeto mais estável, que permita ao Gaeirense “lutar por objetivos mais tranquilos na próxima temporada”.

Direção destaca superação
André Rebelo, que aos 26 anos preside a direção do Gaeirense, sublinhou o carácter “atípico” da temporada, “do início ao fim”, apontando as várias mudanças no plantel, na equipa técnica e na própria direção como fatores de instabilidade.

Ainda assim, destacou a forma como o grupo se reorganizou, apostando “nas pessoas certas para os lugares certos”, o que permitiu garantir a manutenção com duas jornadas por cumprir e devolver alguma estabilidade ao clube.

O clube viveu uma fase conturbada, com um caso que está sob investigação e chegou a colocar em causa a viabilidade do clube. André Rebelo não escondeu o impacto dessa situação.

“Houve muito cansaço mental e físico, mas decidimos não fechar o clube pela sua história”, referiu, lembrando que o emblema assinalou, no passado fim de semana, 80 anos de existência. “Somos um clube pequeno, mas muito grande”, acrescentou, justificando a decisão de seguir em frente com o peso histórico do Gaeirense no concelho de Óbidos e na região Oeste.

Nesse contexto de incerteza, o presidente destacou o compromisso dos jogadores que permaneceram no plantel, considerando-os “verdadeiros heróis”. Sublinhou, em particular, a dedicação de atletas que, até à mudança da equipa técnica, tinham menor utilização ao longo da época, mas nunca viraram a cara à luta e acabaram por ser fundamentais na reviravolta.

O presidente do clube negrorrubro também destacou o trabalho da equipa técnica, destacando o papel de Cláudio Silva como “peça-chave” na recuperação da equipa, bem como o contributo do adjunto Leandro Carneiro. Confirmou ainda o desejo de garantir a sua permanência para dar continuidade ao trabalho desenvolvido.

A estrutura do clube surge agora, segundo André Rebelo, mais sólida para o futuro, embora reconheça que há ainda margem de progressão. O Gaeirense prepara-se para reforçar a sua base, com investimentos na melhoria das infraestruturas, tanto no campo de futebol como no pavilhão, onde decorrem processos de licenciamento. Paralelamente, a direção aposta no desenvolvimento da formação, com o objetivo de criar “um percurso sustentado para os jovens atletas da freguesia até à equipa sénior”, sublinha.

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