
António Ribeiro, aluno da Escola de Hotelaria e Turismo (EHT) de Faro, venceu a sétima edição do Festival de Cocktails do Oeste, promovido pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO). A competição contou com 22 concorrentes, de 15 instituições de ensino, e procurou valorizar os produtos e a identidade do Geoparque Oeste.
Para o diretor da EHTO, Daniel Pinto, esta iniciativa representa “o caminho da valorização do turismo” e, em particular, da área de bar, uma aposta estratégica da escola que considera essencial para o equilíbrio do setor. “O sucesso da hotelaria só se faz com um equilíbrio entre as várias áreas”, frisou, alertando para a necessidade de alavancar o serviço de sala e bar, menos procurado que os cursos de cozinha e pastelaria. “Um cocktail pode ser uma boa oferta num restaurante e pode ter um conjunto de produtos e sensações no palato que são únicos”, referiu.
A iniciativa teve organização de uma turma do curso de Gestão de Restauração e Bebidas, com a coordenação dos professores, e contou com 22 concorrentes, de um total de 15 escolas. Além da participação de todas as unidades da rede do Turismo de Portugal – exceto a anfitriã, por questões de transparência – estiveram presentes as escolas Técnico-Profissional de Cantanhede, Comércio de Lisboa, Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa e o Agrupamento de Escolas de Soure.
“Tivemos uma representatividade nacional incrível”, salienta o diretor.
O primeiro lugar foi conquistado por António Ribeiro, da Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, seguido de Rodrigo Carvalho, da Escola do Douro-Lamego, e Duarte Machado, da Escola de Portimão.
A edição deste ano foi dedicada ao Geoparque Oeste. “Nós começámos um trabalho em parceria com o Geoparque, temos inclusivamente uma oferta de formação, que é o curso de geoguias que já vai na sexta edição, e um conjunto de outras ações, por isso pensámos que seria interessante definir o Geoparque como tema deste Festival de Cocktails”, explicou Daniel Pinto.
O desafio colocado aos participantes foi que traduzissem num cocktail os valores do Geoparque. Além da criatividade, os concorrentes tiveram de incorporar produtos regionais. Era obrigatório o uso de pelo menos um entre a Pera Rocha do Oeste, a Maçã de Alcobaça, a Ginja de Óbidos ou a aguardente da Lourinhã, reforçando assim a ligação entre a formação e o território.
Miguel Silva, do Geoparque do Oeste, agradeceu à escola a escolha do Geoparque para tema da edição deste ano do festival, sublinhando que os cocktails produzidos no concurso “contam uma história, têm um valor totalmente diferente de algo genérico. O papel do barman é interpretar e explicar essa essência ao cliente”, destacou. João Gomes, representante da Câmara das Caldas, saudou também os concorrentes por “trazerem a cultura das vossas regiões para a vossa profissão”.
Hugo Silva, barman e fundador da Cocktail Team – que ofereceu um curso ao vencedor -, deixou uma mensagem de motivação e realismo aos participantes, sublinhando que a escolha pela hotelaria deve nascer do gosto e da entrega à profissão. “Estamos aqui porque gostamos, a trabalhar em prol do outro, para que o outro se sinta bem”, disse. Partilhando o seu percurso, marcado por persistência e aprendizagem contínua, destacou ainda a importância da resiliência num setor exigente: “O percurso terá vitórias e derrotas, passos à frente e atrás, mas a resiliência é a chave”.







