
Além das Construções, grupo dedica-se ao aluguer de máquinas e gestão de resíduos
O Grupo Nuno Roque vai celebrar em setembro os seus 25 anos, apresentando uma dinâmica de crescimento visível. A construção, em particular, as obras públicas, são o grande foco, mas há duas apostas que diferenciam esta marca e que lhe dão a capacidade de se afirmar como “um ecossistema de soluções integradas para o futuro”, conforme explica Ricardo Falcão, do departamento comercial do grupo. Trata-se da Nuno Roque Ambiente e da Muralha Solene, duas empresas que complementam a atividade da Nuno Roque Construções, mas que vão além desse papel complementar.
A Nuno Roque Ambiente é a mais recente aposta, criada em novembro do último ano, e vem “fechar o ciclo da economia circular, garantindo a gestão responsável de resíduos e a valorização ambiental”. Basicamente, a empresa recebe e trata resíduos de demolição, como betão, tijolo, restos de inertes, pedra, argamassa, terras, metais e outros. Depois transforma-os e, ou vende, ou utiliza nas suas obras, tornando o que “seria desperdício de construção em novos recursos e minimizando a pegada ecológica das nossas operações”, explica.
“A nossa prioridade atual é garantir que 100% dos resíduos gerados pela Nuno Roque Construções passem pela triagem e valorização na Nuno Roque Ambiente” e, dessa forma, eliminar o envio de materiais para aterro. Atualmente o foco “é o investimento na formação das equipas e na modernização do parque de máquinas para que a separação na fonte, no estaleiro de obra, seja cada vez mais eficiente”. Mas o objetivo não é só trabalhar com o grupo, a firma posiciona-se “como um operador autónomo e competitivo no mercado de gestão de resíduos”, estando capacitada para “servir outros empreiteiros, indústrias e clientes privados que procuram um parceiro licenciado e rigoroso para tratar os seus passivos ambientais”. Pretendem mesmo “ser a referência regional na valorização de recursos”.
Antes já o grupo, que tem atualmente 37 funcionários, tinha criado a Muralha Solene, uma empresa que assegura o acesso a um vasto parque de máquinas para alugar, como dumpers, gruas ou telescópicas. Esta confere ao grupo “a capacidade de ter o equipamento certo, com manutenção garantida e com operadores qualificados”. Assim, garante-se que tem “à sua disposição todo o equipamento que necessita e, ao mesmo tempo, permite pôr ao dispor de outras empresas equipamento de qualidade para aluguer temporário”. Tal traduz-se em “cumprimento de prazos e competitividade de custos”.
Esta complementariedade faz com que o grupo se diferencie, até porque “não vemos a construção, o ambiente e a gestão de ativos como áreas isoladas, mas como engrenagens de um mesmo motor, operando sempre sob licenciamento rigoroso”. Ricardo Falcão diz ainda que, “enquanto outros dependem de terceiros para alugar máquinas ou para tratar resíduos, nós temos essas competências” e considera que o facto de “oferecer uma solução de 360 graus que o mercado tradicional, normalmente muito fragmentado, não consegue entregar” distingue o grupo.
Nas construções, o grosso dos trabalhos são obras públicas, embora o grupo tenha também uma empresa dedicada à venda de terrenos e faça construção privada. Nesse capítulo das obras públicas são exemplos a da entrada Norte da cidade (a fase já concluída), mas também a construção do parque urbano Abraço Verde e a passagem hidráulica da Vala dos Texugos. A requalificação da Av. Prof. Eng. Joaquim Vieira Natividade, em Alcobaça, a recuperação e valorização do parque verde urbano da vila do Cadaval (Parque de Lazer da Mata da Misericórdia) ou a construção do posto de turismo de Fátima, são exemplos de trabalhos desenvolvidos pela empresa, que também já laborou na movimentação de areias para reabrir a “aberta” da Lagoa de Óbidos.
25 anos de crescimento
Criada em 2001, a Nuno Roque Construções começou por atuar no setor das infraestruturas, nomeadamente, drenagens pluviais, redes de abastecimento de água e saneamento básico. Em 2013 a empresa internacionalizou-se, com trabalhos para o governo da Venezuela e tem vindo a crescer baseada na visão do fundador. A nova sede foi inaugurada em dezembro de 2024, na freguesia de Salir de Matos.
Ao nível da inovação visitam várias feiras a nível mundial onde procuram, por exemplo, soluções para a eletrificação das máquinas.












