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Nunca se construiu tanto na região, mas preços da habitação continuam a disparar

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Câmaras estão a licenciar mais, mas a subida dos preços continua a acelerar

Licenciamento de novos fogos de habitação cresceu quase 30% no Oeste, mas o preço do metro quadrado teve maior aumento de sempre

O ano de 2025 fica marcado pelo maior aumento de sempre no preço das casas na região Oeste, apesar de os licenciamentos de novos fogos também terem atingido novos máximos, pelo menos desde a crise da habitação, segundo os dados divulgados este mês pelo Instituto Nacional de Estatística. O valor da mediana da avaliação bancária para a habitação no Oeste atingiu 1.725 euros e há dois concelhos onde o valor é mesmo superior à referência nacional.

Estes 1.725 euros representam um crescimento de 18,2% face ao mesmo indicador verificado no ano de 2024. A avaliação dos imóveis cresceu cerca de 275 euros por metro quadrado, o que significa que uma habitação com uma área de 100 metros quadrados custou mais 27.500 euros. É o quinto ano consecutivo em que este indicador tem um crescimento de dois dígitos, mas nos anos transatos a variação ficava pouco acima dos 10%. O aumento mais significativo verifica-se nos apartamentos, onde o valor atingiu 1.872 euros, mais 22,4% do que em 2024, enquanto nas moradias o preço subiu de forma mais moderada: 12,6%.

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Torres Vedras e Nazaré são os dois concelhos do Oeste onde os valores são mais elevados, ambos marcados pela pressão turística. O primeiro fica mesmo acima do valor da mediana nacional, atingindo 1.956 euros, enquanto a Nazaré fica em linha com o valor nacional: 1.949 euros.

O Cadaval apresenta a maior variação nestes preços (25,5%), mas também é onde o valor é mais baixo (1.399 euros, agora a par do Bombarral). Alenquer apresenta a segunda maior subida (24%), para 1.775 euros, logo seguido das Caldas da Rainha (21,5%), onde a mediana da avaliação bancária do metro quadrado atingiu no ano passado os 1.704 euros. É ainda de salientar que o concelho caldense é o único a crescer acima dos 20% nos apartamentos e nas moradias.

Dos dados disponibilizados pelo INE, é ainda de destacar que em Óbidos se verificou uma estabilização dos preços, com o valor do metro quadrado a crescer apenas 3,8% no conjunto das moradias e apartamentos, embora nestes últimos a valorização atinja os 15%.

É preciso salientar que estes valores são referentes à avaliação bancária e não ao preço de aquisição efetivo, que será ainda superior.

Desde o início da corrente década os preços das casas mais do que duplicaram na região. A título de exemplo, nas Caldas da Rainha, a mediana da avaliação bancária do metro quadrado era de 910 euros, o que significa que uma casa de 100 metros quadrados pode custar mais 80 mil euros do que há cinco anos.

Mais casas no mercado
Um dos fatores apontados à escalada do preço da habitação é a falta de oferta. No entanto, esta aceleração sem precedentes dos valores acontece no ano em que os municípios da região mais licenciaram novos fogos, pelo menos desde a crise da habitação em 2008. Nos 12 concelhos do Oeste foram licenciados 6.086 novos fogos, o valor mais elevado disponível na base de dados do INE, que inicia em 2011. Desde então, este número nunca tinha passado dos 5 mil.

O número de licenciamentos aumentou 29,5% face a 2024, quando tinham sido aprovadas na região 4.701 novas licenças.

Torres Vedras foi o concelho que autorizou mais nova construção entre os 12 da região, com 1.508 novos fogos, enquanto Caldas da Rainha surge em segundo com 1.071 novos fogos licenciados. Em ambos verifica-se um crescimento acima dos 30% em relação a 2024. Nas Caldas, este número não é, porém, o maior registado no concelho neste intervalo de tempo, uma vez que em 2022 a autarquia emitiu 1.095 licenças.

Verifica-se um grande incremento a este nível também nos concelhos de Alcobaça e Peniche, que emitiram, respetivamente, 970 e 688 licenças para novos fogos de habitação, com crescimentos de 83% e 67,4%.

O Município de Óbidos emitiu 234 licenças, cerca de 20% mais do que no ano anterior.

No sentido inverso, a Nazaré foi o concelho onde este indicador mais recuou (26,2%), de 432 para 319 licenças, acompanhado por Arruda dos Vinhos, Bombarral e Cadaval, que também licenciaram menos novos fogos do que em 2024.

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