Quinta-feira, 12 _ Fevereiro _ 2026, 10:59
Início Sociedade Câmaras das Caldas e Óbidos relocalizam aberta para Sul

Câmaras das Caldas e Óbidos relocalizam aberta para Sul

0
14
Obras iniciaram-se no passado fim de semana

Obra de 50 mil euros levará a ligação da Lagoa de Óbidos ao oceano para uma zona mais afastada da Foz

As câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos iniciaram uma intervenção de emergência para relocalizar o canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar e para salvaguardar o emissário submarino.

Após as autorizações das entidades as autarquias avançaram com os trabalhos de mobilização de areias para deslocar a aberta para o seu local habitual e fechar o canal existente. O procedimento é a “abertura de um segundo canal de ligação ao mar, para mitigação da intensa erosão que fustiga a margem norte, com aproveitamento dos sedimentos mobilizados para salvaguardar as infraestruturas aí existentes, repor o perfil da praia da Lagoa e fechar a atual embocadura da Aberta”, explicou Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas. Esta é uma “intervenção de emergência” caracterizou o autarca, esclarecendo que vem na sequência de a aberta se ter deslocado para Norte, em direção à Foz do Arelho, reduzindo o areal do lado das Caldas. Tal deveu-se ao efeito das marés e correntes. Só que, com a deslocalização do canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar ficou também em risco o emissário submarino que leva esgotos tratados até ao alto mar.
Durante esta semana a Câmara comunicou que, apesar de “parte dos geocilindros de proteção do emissário submarino de descarga da Foz do Arelho, colocados em abril de 2025” (já para proteger aquele equipamento) se encontrar “exposta ao longo de uma faixa de cerca de 200 metros”, esta situação “não oferece preocupação, dada a elevada resistência do material em causa, nem está em risco a integridade das tubagens neste local”.

- publicidade -

Vítor Marques frisa que “o recuo do perfil de praia, a um ritmo de vários metros por dia, agravado pela passagem das depressões Leonardo e Marta, assumiu proporções preocupantes para a estabilidade do sedimento que sustenta a tubagem do emissário submarino, ao longo do seu percurso”. A intervenção em curso prevê a retirada de areia “com ‘dumpers’ (escavadoras), ‘bulldozers’ (máquinas de terraplanagem) e giratórias contratadas pelos municípios”.

Esta obra, que tem um custo estimado a rondar os 50 mil euros é assegurada pelas duas autarquias e, segundo Vítor Marques, “deverá demorar cerca de uma semana, se as condições meteorológicas o permitirem”. A autarquia faz ainda notar que “o contexto ambiental altamente dinâmico e condicionado por múltiplas variáveis naturais poderá influenciar negativamente os resultados esperados”, mas garante que continuará a acompanhar permanentemente a situação, em articulação com as entidades competentes.

Loading

- publicidade -
Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.