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CaldasCUT apresentou-se na Praça da Fruta

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Iniciativa suscitou curiosidade no dia mais movimentado do mercado

Durante a manhã era possível ver montar a navalha Caldas

Na manhã de sábado, 18 de abril, realizou-se na Praça da Fruta uma iniciativa de divulgação do CaldasCut – 5º encontro de capitais de cutelaria que decorre de 1 a 3 de maio, com epicentro no CCC, nas Caldas e cujo programa contempla seminários, showcookings, palestras e workshops. No encontro será possível aprender, por exemplo, a afiar uma faca. Além da bancada de montar navalhas, haverá um show de forja ao vivo, concertos e outras atividades.

No dia mais movimentado do mercado diário caldense, era possível ver a montagem da navalha Caldas, a navalha oficial do evento. Carlos Norte, do Lombo do Ferreiro, explicou à Gazeta das Caldas que a Navalha Caldas tem a particularidade de ser “o canivete mais exclusivo de Portugal”, enquanto a forma de outros canivetes é similar noutros países. Era chamada de Caneças, mas como era feita nas Caldas ficou conhecida como Navalha Caldas, esclareceu. “Antigamente fabricavam-se em muitos tamanhos, desde muito pequenos a muito grandes, para todo o tipo de trabalhos” e agora procuraram estilizar essa peça antiga e torná-la fácil de fabricar. “Antigamente era feita à forja, a mola era forjada, tinha um sistema de encaixe, era uma peça muito rebuscada, uma navalha de cavalheiro, que podia ser muito valorizada com os materiais que levava”, conta.

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Cada fábrica da zona vai tentar fazer 50 exemplares para o evento. A Ivo oferece o aço e Lombo do Ferreiro, ICEL, JERO, NICUL montam os canivetes. “As fábricas estão a perder a capacidade de fazer navalhas, é um trabalho muito artesanal e manual, a robotização não entrou bem na produção e também deixou de ser um objeto tão vendido”. Isto leva a que já seja “difícil encontrar quem saiba fazer esse trabalho”.

O Lombo do Ferreiro tem vindo a crescer, principalmente, com trabalhos para chefs de cozinha, como o novo restaurante de Henrique Sá Pessoa, os da Herdade do Esporão ou o Adega, nos Estados Unidos da América, que é de dois portugueses com estrela Michellin. Os workshops, que iniciaram em 2010, continuam com dinâmica, tendo já formado centenas de pessoas, algumas que montaram o seu negócio.

Este ano faz dez anos da primeira feira que organizaram no CCC e Carlos Norte sente que “é uma pena não ter Alcobaça neste evento”. O cuteleiro frisa que, mesmo a nível nacional, “Caldas pode ser o elo agregador” e ser “um pólo importante”, destacando o movimento social em Santa Catarina em torno deste património.

Luís Ferreira, da AIRO, explicou que o objetivo foi apresentar e criar expetativa para o CaldasCUT e Fernando Fialho, presidente da Junta de Santa Catarina, realçou que a ação “suscitou muita curiosidade” e revelou que estão “a fazer uma oficina dos anos 40 do século passado, sem energia elétrica e vamos futuramente ter o Museu da Cutelaria”. Salientou o bom relacionamento com a freguesia da Benedita, mas lamentou que o município de Alcobaça não se associasse. “É uma mais-valia para as duas freguesias” e “foi pena”.

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