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Subcontratados do CHO transferidos para “nova” empresa

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subcontratados CHO
Profissionais de saúde no Museu do Hospital quando iniciaram os protestos relacionados com a sua situação precária | NATACHA NARCISO

Representantes dos 180 trabalhadores subcontratados do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) reuniram, a 10 de Outubro, com elementos das administrações da Tónus Global e Lowmargin, para obter informação sobre o processo de transferência de trabalhadores da primeira para a segunda empresa. Ambas têm a mesma sede e gestores em comum.
Insatisfeitos com as respostas das empresas, prometem continuar a lutar pelos seus direitos e ameaçam com greve.

 

Entre os subcontratados do CHO há alguns que já trabalham há 20 anos para o Estado por conta de empresas que se dizem “prestadoras de serviços”. Nas suas tarefas reportam à hierarquia do hospital, mas com a sua entidade empregadora o contacto limita-se a “trocar recibos e conferir salários”, disse Carla Jorge, porta-voz destes trabalhadores.
A representante afirma que estes funcionários estão integrados nas estruturas hierárquicas do CHO e trabalham lado a lado com colegas do quadro que têm direitos laborais diferentes. “Temos menos salário, menos estabilidade, menos margem para marcação de férias, mais horas de trabalho e remunerações diversas em atraso”, disse.
Carla Jorge diz que, após a reunião com os representantes das duas empresas contratantes, estes alegaram desconhecimento sobre a forma como são definidos os períodos de férias e sobre o facto de alguns trabalhadores não terem assinado o acordo de passagem a 40 horas apesar de as estarem a cumprir. Enquanto isso, os colegas do quadro só fazem 35 horas e têm um salário superior.
“Uma que tem contratualizações com Estado no valor de vários milhões de euros em troca de uma prestação de serviços não deveria desconhecer o atropelo dos direitos a que os trabalhadores têm sido sujeitos”, disse a porta-voz.
Nessa reunião, as administrações das duas empresas responsabilizaram o CHO pelo não pagamento de algumas das retribuições em falta e pela falta de informação.
Ainda assim, e segundo Carla Jorge, a Tónus Global/Lowmargin assumiu a responsabilidade de pagar as remunerações em atraso, garantir os serviços em falta de Medicina no Trabalho (o que nem parece verdade dado que os funcionários trabalham em hospitais) e de reunir com a administração do CHO para tentar uniformizar os direitos dos seus funcionários com os do quadro do CHO.
Os trabalhadores aguardam agora o desenrolar do processo, esperando ver reconhecidos os mesmos direitos dos seus colegas. Senão, prometem outras formas de luta, como uma greve por tempo indeterminado.

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Mesma sede, mesmos gestores, um nome diferente


A Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis está a acompanhar a situação destes funcionários do CHO e em comunicado deram a conhecer que a  Tónus Global, “tem vindo a desrespeitar os direitos mais elementares destes profissionais como atrasos sistemáticos no pagamento dos salários, subsídios de férias em falta, valores não pagos por trabalho extraordinário ou o incumprimento de serviços mínimos”.
Consideram que esta empresa e a administração do CHO “reagem com indiferença e chantagem” à situação e acordaram e comunicaram gradualmente aos trabalhadores “a sua transferência para uma nova empresa intermediária, mantendo-se a situação precária e, imagine-se, os mesmos gestores e a mesma sede”. No fundo, trata-se da mesma empresa a quem foi dada uma nova designação Lowmargin, Lda.
Os Precários Inflexíveis perguntam ao Ministério da Saúde o que justifica no CHO a manutenção de uma intermediação que, sem vantagem, “é mais onerosa e coloca em causa a qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais, em prejuízo do serviço público”.

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