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Ação do MURPI exigiu aumento das pensões

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Tribuna pública nas Caldas aprovou medidas em prol de um envelhecimento digno dirigidas ao governo

“Os preços a aumentar e as pensões a minguar!”, “A luta continua!”, ecoaram os manifestantes durante a ação do MURPI – Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos e da Inter-reformados da União dos Sindicatos de Leiria, que decorreu na Rua das Montras, Caldas da Rainha, a 6 de julho, na qual estiveram presentes perto de meia centena de ativistas e dirigentes associativos da região.
A tribuna pública, que se vem realizando a nível distrital, pelo território nacional, teve por objetivo aprovar um projeto de resolução com cinco problemas e soluções, dirigido ao governo.
Foram identificados problemas relacionados com o “brutal aumento do custo de vida”, o facto do aumento das pensões em 2023 estar “muito longe de assegurar o aumento mínimo de 60 euros exigidos pelo MURPI” ou ainda de haver um “número crescente de reformados e pensionistas que têm de escolher se compram os medicamentos prescritos ou os alimentos suficientes”, declarou o presidente da Federação de Leiria do MURPI, Manuel Cruz.
A “degradação do Serviço Nacional de Saúde”, que “impede a prevenção da doença e a promoção de um envelhecimento saudável” e o problema das “listas de espera para o acesso a um lar”, também foram assinadas. Os manifestantes denunciaram ainda as “condições degradantes em que muitos vivem em lares ilegais”, a “situação dos idosos que se encontram nos hospitais por não terem para onde ir” e a “desigualdade de acesso aos lares devido às mensalidades incomportáveis para o rendimento dos reformados”.
As soluções, que foram aprovadas por unanimidade, passam pela “criação de um cabaz de bens essenciais com redução e controlo de preços, a par do prolongamento da vigência do IVA Zero”, no que toca ao custo de vida. Relativamente às pensões, o MURPI propõe “ao governo que mitigue as opções erradas que tomou com os cortes nas pensões em janeiro de 2023, garantindo que o aumento intercalar de 3,5% a partir de julho seja pago retroativamente em janeiro e que este aumento seja incorporado no subsídio de férias”.
Na saúde, a proposta é, “no imediato, a gratuitidade de medicamentos essenciais para o tratamento das pessoas idosas que sofrem de doenças crónicas”, e que se dê “prioridade ao investimento no SNS”. Pôr fim ao sistemático adiamento de criação de uma Rede Pública de Equipamentos sociais de apoio aos idosos e ampliar a Rede de Cuidados Continuados são as exigências finais, referiu Manuel Cruz. ■

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Edição #5625

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