
Ideia surgiu como aproveitamento do recurso natural abundante na região
A região pode estar prestes a dar um passo decisivo rumo ao futuro da mobilidade sustentável e a tornar-se um dos players no ramo automóvel. A OesteCIM está a trabalhar num projeto inovador que poderá revolucionar o transporte urbano. Batizado de AeroCar, visa desenvolver o primeiro protótipo de um veículo elétrico movido a energia gerada a partir do vento, tirando assim partido de um recurso natural abundante na região.
Esta iniciativa surge na sequência do pacote de apoios anunciado pela Comissão Europeia destinado a relançar e adaptar a indústria automóvel do velho continente à mobilidade elétrica. O conceito central passa por instalar uma rede modular de microturbinas eólicas de alta eficiência na parte dianteira do veículo, otimizadas para converter a pressão do vento gerada pela deslocação do veículo, mas também do vento quando o automóvel está estacionado, em energia elétrica utilizável de forma instantânea. Além do perfil aerodinâmico avançado das lâminas, o segredo passa pelo aproveitamento do efeito Venturi, que acelera o ar através do estreitamento do canal, obrigando-o a acelerar, o que aumenta o potencial de energia gerado.
O AeroCar vai ainda incorporar uma bateria compacta que atua como uma reserva de energia, de modo a garantir que o veículo tem potência disponível para todas as situações de condução.
O desenvolvimento deste ambicioso projeto é impulsionado por um consórcio liderado pela OesteCIM, que reúne a excelência de empresas tecnológicas, do setor de moldes e das peças automóveis fixadas na região Oeste e ainda de instituições de ensino ligadas à área. Ao alavancar o know-how instalado nestas empresas num setor tão competitivo, a OesteCIM pretende ainda colocar a região na vanguarda da inovação tecnológica.
O modelo segue as diretrizes europeias para a nova mobilidade elétrica, focado num pequeno veículo urbano prático para o uso diário. O objetivo é criar uma solução de transporte que reduza drasticamente a dependência da rede elétrica externa.
Ainda na fase de engenharia, a OesteCIM acredita que é possível ter o primeiro protótipo funcional em testes nas estradas da região no prazo de um ano, o mais tardar até 1 de abril de 2027.







