
Filarmónica com 55 elementos jovens mostrou dedicação e talento, sem esquecer as suas raízes
Decorreu no sábado, 28 de março, o concerto da Banda Filarmónica de A-dos-Francos, que abriu as celebrações dos seus 120 anos. A atuação contou com o CCC quase cheio para assistir a um concerto desta filarmónica que vai continuar a celebrar o seu especial aniversário.
Ao longo da atuação foi feita uma viagem ao passado, recordando memórias da evolução da própria banda filarmónica, dando a conhecer em vídeo fundadores, maestros e direções anteriores da banda caldense.
Foram interpretadas seis obras de compositores portugueses e estrangeiros e que de alguma forma têm alguma ligação com a filarmónica.
Ao longo da atuação, os temas foram interpretados em homenagem aos antecessores e músicos que integraram o grupo.
Diogo Esteves é o maestro da banda desde 2021.
“Esta é a minha banda original, onde iniciei os meus estudos musicais em 2007, tocando trompa”, contou o responsável que hoje orienta os 55 elementos com idades a partir dos 10 anos. “Somos uma banda muito jovem pois apenas uma dezena de músicos tem idades acima dos 40 anos”, acrescentou o responsável que é também professor no Conservatório das Caldas.
Da banda filarmónica de A-dos-Francos já saíram três músicos que seguiram a música a nível profissional e “estou em crer que contaremos com mais elementos no futuro próximo”, disse o maestro.
A banda possui uma escola de música há uma década e atualmente tem quatro turmas de formação musical.
Este grupo possui uma longa história e os novos dirigentes pretendem homenagear quem ajudou a que grupo chegasse à atualidade. Nesse sentido estão previstas várias iniciativas que vão assinalar os 120 anos. A primeira é já no domingo, 5 de abril, com o habitual concerto deste grupo, na sua sede.
Segundo a presidente da direção, Cátia Jacinto, será um dia de celebração que terá início com uma missa e com uma ida ao cemitério para homenagear músicos e fundadores da banda.
As celebrações dos 120 anos da Banda de A-dos-Francos só terminarão a 11 de abril com um jantar-convívio que é aberto ao público e que visa assinalar este aniversário.
“São três fins de semana de celebração”, referiu a responsável acrescentando que as bandas necessitam de apoio para assegurar o seu funcionamento. Contou por exemplo que são escassos os serviços de rua que decorriam nas festas das localidades e que agora estão a deixar de contratar as bandas filarmónicas. E por isso é preciso estar atento e “dar um apoio maior às bandas filarmónicas que têm subido muito a qualidade”.
Hoje a forma de estar na banda filarmónica “é diferente” e as quatro filarmónicas caldenses têm mostrado “uma enorme evolução”.
Para Diogo Esteves, a banda de A-dos-Francos, nos últimos dez anos, fez uma grande aposta na formação de jovens. “Orgulhamo-nos de ter alguns instrumentistas que querem vir tocar connosco”, disse o maestro, muito satisfeito com o facto da filarmónica já poder contar com músicos de fora que querem atuar em conjunto com a banda.
“Foram muitas as pessoas que trabalharam para que a filarmónica tivesse alcançado o que temos hoje. Somos uns privilegiados”, disse Cátia Jacinto que é presidente da direção há dois anos e meio e que não pensa em recandidatar-se.
No final da atuação, Cátia Jacinto agradeceu a todos os que tornaram possível a atuação deste grupo que contou com o apoio das entidades locais e também de outras bandas que de alguma forma contribuíram para a realização desta atuação no CCC. Cátia Jacinto e Diogo Esteves revelaram à Gazeta das Caldas que a banda de A-dos-Francos irá marcar presença na abertura da Frutos com artistas convidados.







