Ciclismo: João Almeida termina o ano em 13º do ranking internacional

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Caldense brilhou no Giro d’Italia, o que lhe valeu estar entre os melhores da modalidade

O número 13 pode, em muitos casos, ser associado ao azar, mas para João Almeida pode significar precisamente o oposto. É que o ciclista da Deceunick-Quick-Step ficou a saber, esta semana, que fechou o ano de 2020 num incrível 13º lugar do ranking internacional, com 1.370,33 pontos.
O ciclista, de 22 anos, teve um ano de estreia no World Tour para mais tarde recordar, sendo que, além de vários brilharetes que assinou em provas clássicas no Velho Continente, desempenhou um papel de ator principal no Giro d’Italia, ao envergar a camisola rosa durante 15 dias, o que lhe permitiu angariar pontos suficientes para constar na elite do ranking da União Ciclista Internacional (UCI).
O topo da tabela é ocupado pelo esloveno Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma), que somou 4.237 pontos. O experiente ciclista, de 31 anos, é secundado pelo compatriota Tadej Pogacar (Team Emirates), de 22 anos e o mais jovem do top ten, que perfez 3.055 pontos ao longo da temporada. O pódio é completado pelo belga Wout Van Aert (Team Jumbo-Visma), com 2,700 pontos.
Sem surpresa, João Almeida termina o ano como melhor ciclista português no ranking internacional, já que Rui Costa (Team Emirates) figura no 71º posto da lista, com 559 pontos. O experiente atleta, de 34 anos, é uma das referências do ciclismo nacional e tem uma longa carreira no estrangeiro.
Também motivado pelo brilharete no Giro, onde arrebatou a camisola da montanha, Ruben Guerreiro (ex-Alcobaça Clube de Ciclismo) aparece no 133º lugar do ranking da UCI, com 306 pontos. O ciclista tem 26 anos.

Trepador virtual
Entretanto, João Almeida somou mais uma “vitória”, desta feita ao vencer o prémio de trepador virtual, numa iniciativa do Giro. Participaram na corrida alguns dos melhores ciclistas do mundo numa competição virtual, de modo a determinar quem realizava mais rápido os últimos 2,9 kms do Passo dello Stelvio. Na final, o caldense derrotou Ben Zwiehoff (Bora), que afastara nas meias-finais o britânico Tao Geoghegan Hart (Ineos), curiosamente o grande vencedor da Volta a Itália em 2020.