Agricultores do Oeste descontentes com apoio na eletricidade

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A agricultura não pára, mas existem alguns subsectores que apresentam dificuldades (Foto de arquivo) | I.V.

A AIHO – Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste manifestou aos ministros das Finanças, João Leão, e da Agricultura, Maria do Céu Antunes, o descontentamento relativamente ao apoio na fatura da eletricidade, que considerou “quase insignificante”.

Numa carta enviada aos dois ministérios, a associação que tem sede na Lourinhã lamenta que o apoio, chamado eletricidade verde, consagra apenas uma percentagem do valor cobrado no termo fixo – 20% para as explorações com área menor do que 50 hectares e 10% para as maiores -, deixando de fora o consumo de eletricidade.

Segundo a AIHO, para um agricultor com uma propriedade até 50 hectares que  com a potência máxima nos contadores e um consumo de 3500 euros, acrescidos de IVA, de eletricidade ao ano, terá direito a um apoio de 120 euros por ano, quando, caso o apoio incidisse sobre o total do consumo, esse apoio subiria aos 700 euros por ano. Porém, como em 2020 o apoio incide apenas sobre o último trimestre, o mesmo agricultor receberá um apoio de 40 euros.

“A isto, acresce o facto de o prazo de candidaturas ter sido definido de 18 a 30 de
novembro, um período limitado e reduzido, inclusive para a divulgação destas medidas,
ainda para mais tendo em conta a época que vivemos”, lamenta a associação do setor, que considera urgente a reapreciação da portaria que regula o apoio da eletricidade verde aos agricultores.