Montepio vai a votos depois da campanha mais longa de sempre

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Debate entre os dois candidatos promovido pela Gazeta e pela 91FM foi uma das novidades da campanha na associação mutualista

Eleições já foram adiadas por três vezes, mas amanhã a instituição vai mesmo a votos. Futuro gerou discórdia

À quarta será de vez? As eleições no Montepio – Rainha D. Leonor já foram adiadas por três vezes, mas, desta feita, não parece haver espaço para surpresas e os associados deverão escolher amanhã, sexta-feira, os órgãos sociais para o triénio 2021-2024. Chega, assim, ao fim a mais longa campanha de sempre na associação mutualista.
Em confronto estão projetos antagónicos. A lista A, liderada por João Marques Pereira, pretende dar continuidade aos projetos encetados neste mandato e apresentou o grupo Sanfil como parceiro estratégico para a construção do novo hospital, faltando, depois, a validação dos sócios.

“Campanha não primou pela elevação. Houve episódios lamentáveis”

João Marques Pereira

“Foi um processo demasiado longo para as necessidades do Montepio”

Francisco Rita

Quanto à lista B, liderada por Francisco Rita, pretende constituir-se como uma alternativa de gestão e quer avançar com uma nova Casa de Saúde com outro parceiro que não a Sanfil. A decisão será remetida aos associados, em nova assembleia geral.
No fim da campanha, os candidatos estão de acordo numa coisa: a discussão atingiu foros nunca antes vistos na instituição, mas depois das eleições haverá estabilidade.
Para João Marques Pereira (“Montepio no século XXI”), este foi um processo eleitoral “muito conturbado, com muitos adiamentos, alguns incompreensíveis e uma campanha eleitoral que não primou pela maior elevação, com alguns episódios lamentáveis”.
O presidente do conselho de administração só deseja que seja “mantida a transparência no ato eleitoral” e considera que para o Montepio é “absolutamente essencial paz e pessoas competentes para saber o trabalho que há pela frente”.
No entender de Francisco Rita, este “foi um processo demasiado longo para as necessidades do Montepio”. “Foi cansativo, saturante e criador de alguns atritos sem justificação, mas podemos dizer que foi uma grande mais-valia. Pelo menos, a cidade despertou para a instituição. Tirando os fait-divers, a cidade falou da instituição”, justifica o candidato da lista “Por um novo Montepio”.
Para tentar “marcar a diferença”, a lista B ainda organizou uma série de sessões “com especialistas que não estão envolvidos no projeto, para tentarem demonstrar que há implicações nas decisões que venham a ser tomadas”, frisou o candidato.
Têm a palavra os sócios do Montepio. O ato eleitoral prolonga-se durante todo o dia de amanhã, na Expoeste. ■