

José Fragoso nasceu em Lisboa, mas veio para Caldas em tenra idade, acompanhando a família, porque o seu pai desempenhava funções na PSP na nossa cidade, onde continua a viver.
Foi aqui que se iniciou nas lides da comunicação social, tanto ajudando a criar o Rádio Litoral Oeste, como depois acompanhando a Rádio Margem e escrevendo, paralelamente, alguns textos para a Gazeta das Caldas. Com os tempos das emissoras piratas candidatou-se à TSF, onde depois pela mão de Emídio Rangel inicialmente, e depois pelo seu próprio pé, percorreu alguns dos mais importantes jornais nacionais, como o Expresso e o Público, assim como televisões, passando sucessivamente pela SIC, RTP e TVI, de onde fez uma paragem tendo andado pelos meios angolanos, da Televisão de Angola.
Mais recentemente regressou à RTP para dirigir a Programação, podendo alargar a sua missão à Informação, se a indigitação pelo Conselho da Administração for aceite, sabendo-se à partida que é uma decisão pacífica.
Zé Povinho congratula-se com a ascensão de José Fragoso ao cargo de maior responsabilidade da televisão pública, confiando nas suas capacidades, já bem demonstradas em tantas oportunidades, pelo que está confiante que o seu desempenho venha a ser bem aceite, apesar das dificuldades sempre existentes nestas áreas.

Não é que seja o único padre abusador, é certo, mas é o rosto mais conhecido de uma realidade que o Jornal Boston Globe ajudou a dar a conhecer em 2002 e que tem de preocupar o mundo. Não se pode ignorar o facto de os abusos terem acontecido, e continuarem a acontecer, e não se pode ignorar que certa hierarquia da Igreja Católica tenha tentado esconder sempre o sucedido, afastando os padres das suas paróquias para outras, mas deixando-os manter o contacto com crianças indefesas.
Naquela congregação, desde 1941, foram abusadas 175 crianças, a maioria entre os 11 e os 16 anos, por 33 padres. Mas o Vaticano só o reconheceu em 2006, ainda o Papa era Bento XVI. Na altura, o sumo-pontífice ordenou que Maciel (que faleceu em 2008) se retirasse e começou um processo de reforma da instituição.
Zé Povinho sente repulsa por quem comete estes crimes hediondos e não deixa de ficar estupefacto com o manto de silêncio que ainda certos sectores da igreja pretendem manter sobre estes actos. Por isso, não deixa de ser necessário e merecido salientar o papel do Papa Francisco, que tem conseguido combater este flagelo, perante ameaças veladas de certos membros conservadores da Igreja. É, portanto, muito positiva e revolucionária a mais recente medida papal que define o fim do segredo pontifício nos casos de violação e abuso de menores e adultos vulneráveis cometidos por membros do clero, que passam a responder perante as autoridades judiciais públicas.








