
Proposta assenta em leitura visual da identidade das Caldas. PSD defendia obra de arte em cerâmica
A conclusão das obras de requalificação da entrada Norte da cidade está agora prevista para inícios de maio, estando prevista uma visita ao local integrada nas comemorações das Festas da Cidade. Inicialmente a intervenção era para estar concluída no final do ano, mas tem registado atrasos. Desde logo devido à necessidade de nova intervenção da obra da condução das águas pluviais, que abateu, e também devido às dificuldades de um inverno rigoroso, que limitou os trabalhos, argumentou o presidente da Câmara, Vítor Marques, justificando o compromisso do empreiteiro com o novo prazo.
Atualmente a intervenção do lote 2, a norte, na Estrada de Tornada, já está concluído, faltando agora terminar a entrada na cidade.
Entretanto, já está em execução uma intervenção artística no muro de 375 metros de comprimento, que foi criado para a contenção de terras e tem gerado alguma controvérsia. A obra, assinada pela dupla Mariana Branco e Emanuel Barreira, da halfstudio, e com um investimento superior a 28 mil euros, propõe uma leitura visual da identidade das Caldas da Rainha a partir de três palavras: Cuidar, Criar, Contar. De acordo com a proposta apresentada, a que a Gazeta das Caldas teve acesso, Cuidar “remete para a origem da cidade e para a sua vocação termal”, enquanto que Criar “reflete a energia artística que atravessa as Caldas, da cerâmica às artes visuais, do saber-fazer tradicional às práticas contemporâneas, alimentadas por uma comunidade criativa viva e em constante transformação”. Por último, Contar “evoca a memória e as narrativas que moldam o lugar: da fundação ligada à Rainha D. Leonor ao universo de Bordallo Pinheiro, histórias que continuam a ser reimaginadas e partilhadas”. Estas palavras cruzam-se com formas e símbolos inspirados na cidade, como é a água, a natureza, a azulejaria, a vida quotidiana — “reinterpretados através de uma linguagem gráfica própria”, referem os autores.
A dupla de artistas visuais é autora de dezenas de projetos em várias áreas criativas e tem apresentado o seu trabalho em exposições e festivais de arte urbana tanto em Portugal como no estrangeiro. Nas Caldas já possui o mural “Living for today”, nos Silos – Contentor Criativo.
Aquando da apresentação do projeto na Câmara, na reunião de 30 de março, os vereadores do PSD defenderam um revestimento do muro através de painéis em cerâmica, para “marcar a identidade das Caldas”, explicou Hugo Oliveira à Gazeta das Caldas. O vereador social-democrata realça que nada os move contra a qualidade da solução gráfica apresentada, mas que entendem que a forma de, “alguma maneira, suavizar o impacto daquele muro, era criando uma obra de arte em cerâmica de forma a afirmar a identidade da cidade”.
Os concertos das Festas da Cidade
Os Némanus (banda composta por dois irmãos naturais de Peniche) são cabeça de cartaz do concerto deste ano do 14 de maio, integrado nas Festas da Cidade. O espetáculo, que decorre na Praça 25 de Abril, terá início pelas 21h00, e contará na primeira parte com a atuação de Guilherme Sedas & Os Arame Farpado, um trio de músicos composto pelos caldenses Nelson Rodrigues e Luís Agostinho (Pykamilho), a quem se juntou o baterista Nuno Dias. A encerrar a noite haverá um espetáculo piromusical e multimédia.
No dia 15 de maio, Feriado das Caldas, pelas 21h30, subirão ao palco Paulo de Carvalho com a Banda Comércio e Indústria.
Antes, no dia 13, pelas 21h30, e também integrado nas Festas da Cidade, terá lugar um concerto no CCC pela Orquestra Ligeira do Exército (OLE). Fundada em 1976, a banda é atualmente composta por cinco saxofones, quatro trombones, quatro trompetes (fliscorne), um teclado, duas violas, bateria, percussão e dois vocalistas.









