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Município das Caldas atribui 2 medalhas de honra e 23 de mérito

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A cerimónia realiza-se a 15 de maio, integrada nas Festas da Cidade

Gazeta e Lalanda Ribeiro serão condecorados com a medalha de honra e diversas personalidades com a de mérito

A assinalar o seu centésimo aniversário, o jornal Gazeta das Caldas, será um dos distinguidos com a medalha de honra da cidade, juntamente com o caldense José Lalanda Ribeiro, o primeiro presidente da Câmara após o 25 de Abril de 1974, e também presidente da Assembleia Municipal, em vários mandatos, deputado na Assembleia da República, além de um percurso fortemente ligado à área social, enquanto provedor da Misericórdia caldense.

No próximo dia 15 de maio serão também atribuídas 23 medalhas municipais a cidadãos e entidades que se distinguem pelo seu “contributo nos domínios cívico, cultural, económico, humanitário, desportivo ou outros de notável importância”. Este ano serão homenageados com o mérito cívico e associativo os ex-vereadores Alberto Pereira e Maria da Conceição Pereira, bem como o ex-presidente da Junta de Freguesia dos Vidais, Virgílio Filipe e os ex-autarcas nas freguesias de Alvorninha e Nadadouro, Felisberto Rogério e Francisco Daniel, respetivamente. Serão ainda distinguidos nesta área o tenente general Paulo Mateus e o presidente da Associação de Cultura e Recreio do Campo, António Ferreira.

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O presidente do Comité Técnico da Ginástica para Todos, Ricardo Lima, e o árbitro internacional, António Nobre, serão distinguidos pelo mérito desportivo, enquanto que a medalha de mérito educativo será atribuída a Filomena Rodrigues, diretora da ETEO.

Receberão a medalha de mérito cultural a soprano Rita Marques, o presidente do Rancho Folclórico e Etnográfico “As Ceifeiras da Fanadia”, Sérgio Pereira e o responsável Rancho Folclórico e Etnográfico do Reguengo da Parada, Joaquim Beato Foz. Serão ainda distinguidas na mesma categoria a ensaiadora e dançarina, ligada à Associação Cultural e Recreativa do Nadadouro e à renovação do Rancho Folclórico Esperança na Juventude do Nadadouro, Rosário Duarte, e a diretora artística Susana Henriques.

Os comerciantes e empresários caldenses, Joaquim Vieira Gonçalves e Óscar Baptista, serão homenageados com o mérito empresarial, juntamente com a empresa Frutas Classe.
No que respeita à dedicação pública, serão distinguidos a Associação Social e Cultural Paradense, a Infancoop, o Centro de Desenvolvimento Comunitário do Landal e o Centro Recreativo e Cultural de Salir do Porto, todos a celebrar o seu 50º aniversário.

O voto na Assembleia
As medalhas de honra da cidade foram deliberadas em Assembleia Municipal. António Cipriano (PSD) destacou o percurso de Lalanda Ribeiro, caracterizando-o como um exemplo e “alguém que deu grande parte da sua vida ao serviço da causa pública”. O deputado social-democrata realçou a sua importância na “construção de pontes” e na procura de soluções para o concelho. António Cipriano reconheceu também o trabalho da Gazeta das Caldas, ao longo do último século. “É uma instituição que merece o nosso reconhecimento naquilo que é a defesa da promoção da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa”, disse, destacando o facto de ter chegado ao centenário, “ainda mais numa altura em que a imprensa é, manifestamente, uma atividade extremamente difícil e complicada face ao contexto que temos”.

O deputado do CDS-PP, Manuel Isaac, elogiou Lalanda Ribeiro, realçando as suas qualidades pessoais. “Uma personalidade de quem é difícil alguém não gostar”, disse, sintetizando que é um “homem bom”. Opinião idêntica foi manifestada pelos deputados Eduardo Matos (VM) e Miguel Matos Chaves (Chega).

Em relação à Gazeta das Caldas, Manuel Isaac lembrou que o jornal “esteve sempre ao lado das lutas deste concelho e foi muitas vezes, até, através da Gazeta que se começaram algumas delas”, lembrando o papel que o jornal teve na luta para a salvação da Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro. O deputado centrista defendeu ainda que “órgãos de comunicação social como a Gazeta são necessários e fazem falta ao nosso concelho”.

Também Eduardo Matos lembrou a “crise” que a comunicação social está a atravessar, defendendo que é preciso olhar para o problema com “olhos de ver”, tendo em conta que atualmente os valores da receita não colmatam a despesa. “E nós temos de ter todos olhos para ver como vamos ter um jornalismo minimamente isento, se é com o Estado central a financiar, se é com o local”, dando o exemplo do Governo Regional dos Açores que criou um programa de apoio regional extraordinário aos órgãos de comunicação social. Eduardo Matos lembrou que vários títulos têm fechado e que há poucos jornais centenários, como é o caso da Gazeta, e realçou que, numa altura em que predomina a “informação rápida, sem fundamento, sem substrato”, é necessário a sociedade “definir para onde quer caminhar”.

A voz destoante foi a do deputado Miguel Matos Chaves, do Chega. Considera que a Gazeta é “um órgão que tem preferências por um determinado lado político, que não é o meu, e, portanto, eu não me posso congratular com a atribuição de uma medalha a um órgão parcial, que deturpa muitas vezes a realidade em favor do seu leque de opinião”, manifestou.

Os deputados do Chega e o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa (PSD), acabariam por se abster na votação para atribuição da medalha de honra à Gazeta das Caldas, facto inédito na história da atribuição do mais alto galardão da cidade, que tem reunido a unanimidade dos eleitos. Antes, o executivo VM, PSD e Chega tinha aprovado na Câmara, por unanimidade, a atribuição destas medalhas.

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