
Identidade, Migração e Transculturalidade está no Museu Barata Feyo e traz artistas da Lusofonia à cidade
O Museu Barata Feyo, no Centro de Artes, acolhe a exposição ROOTS “Migração, Identidade, Transculturalidade”.
A mostra – que abriu a 28 de março – resulta de uma parceria que existe entre o LAC-Laboratório de Atividades Criativas (Lagos) e o Centro de Artes – e teve por base a descoberta de um “cemitério” – que data do século XV – de pessoas escravizadas que foi descoberto no Vale da Gafaria, em Lagos. Este facto serviu de mote para a criação de um projeto de residências artísticas e que convidou autores de diferentes expressões artísticas para refletirem sobre o legado colonial e também a criar novos sentidos sobre o passado e o presente das diásporas africanas, fomentando a reconciliação das memórias.
Estão a participar Amadeo Carvalho (Cabo Verde), Marilú Mmaapengo Námoda (Moçambique), Modou Dieng Yacine (Senegal) e Sara Braga (Portugal). Os autores, nos trabalhos que estão nesta mostra, refletem sobre pertença, deslocação e as múltiplas camadas que formam a identidade”.
O que se pode ver no Centro de Artes, é uma adaptação da mostra Roots que aconteceu em 2025 em Lagos.
Presentes estão obras de Amadeo Carvalho que juntam acrílico com pigmentos vulcânicos, esculturas de ROMP feitas em mármore e em ferro, colagens em pintura de Modou Dieng Yacine, autora que ainda apresenta uma peça em barro, pintado com barro.
É co-curador desta mostra Francisco Vidal, artista formado na ESAD.CR que também integra a própria mostra. Dele estão presentes vários cartazes de personalidades angolanas que lutaram pela independência, numa série de ilustrações que foram impressas sobre tela.
Parte desta série poderá também ser vista na Casa das Culturas do Mundo, em Berlim, onde também se encontra a expôr. Nas Caldas estão presentes cartazes de sete personalidades angolanas enquanto que na exposição, patente em terras alemãs, estão 48 trabalhos. Para Francisco Vidal – que se formou em Artes Plásticas nas Caldas e realizou o mestrado na Columbia University School of the Arts, em Nova Iorque (EUA) – esta mostra convida “a alguma reflexão sobre o facto de vivermos num mundo globalizado”.
Para a curadora de mostra, Patrícia Leal, os artistas que estão a expôr “refletem sobre ausências, sobre o luto, sobre a cura sobre a ancestralidade e a necessidade de continuar a revolver as camadas da história”
A mostra “Migração, Identidade, Transculturalidade” vai estar patente no Museu Barata Feyo, no Centro de Artes, até ao próximo dia 27 de abril.









