Vieira da Silva no Centro de Artes

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Responsáveis do Centro de Artes, das fundações Arpad Szenes/Vieira da Silva e La Caixa e da Câmara

Abriu, no Espaço Concas, uma mostra de gravuras de Helena Vieira da Silva. Caldas é a primeira localidade da itinerância de “Os Frutos da Liberdade”

Abriu ao público a 7 de junho, a exposição “Os frutos da Liberdade – Obra Gráfica de Vieira da Silva”, mostra que assinala os 50 anos do 25 de Abril.
A iniciativa da vinda desta mostra de Maria Helena Vieira da Silva (1908 -1992) é da autarquia caldense e da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (FASVS) e que teve também a intervenção da Centra, o grupo de amigos do Centro de Artes
A relação das Caldas da Rainha com esta fundação já dura há 25 anos pois, segundo José Antunes, diretor do Centro de Artes já se fizeram mostras desta entidade, em 2000, na Galeria Osíris de desenho e gravura e, em 2005, fez-se uma segunda de Arpad Szenes que decorreu no Atelier Museu António Duarte.
António Gomes de Pinho, administrador da FASVS, afirmou que “é com grande alegria que se inaugura a itinerância nacional desta mostra, que é uma contribuição da Fundação para a celebração dos 50 anos de Abril”. E nada melhor que fazê-lo nas Caldas “pois foi aqui que se iniciou a Revolução a 16 de março”.
A mostra agora patente é constituída por uma série de gravuras da artista que vão itinerar pelo país. No espaço Concas os visitantes poderão apreciar um conjunto de obras que não constará na itinerância. Segundo Gomes de Pinho a exposição contou com o apoio da Fundação “La Caixa”, que permite a circulação das obras da artista por todo o país. Presente esteve Vítor Marques, o presidente da Câmara, que sublinhou como é longa a relação com a FASVS, mostrando-se disponível para futuras colaborações com a fundação “La Caixa”, que apoia iniciativas culturais por todo o país.
Nuno Faria, diretor do Museu da FASVS e docente da ESAD.CR referiu que Vieira da Silva usou várias técnicas para criar as suas gravuras – litografia, burel sobre cobre, água tinta e serigrafia – que estão presentes nesta mostra, e que foram feitas entre 1961 e 1990, mesmo até ao final da vida de Vieira da Silva, que faleceu em 1992. “Mais conhecida como pintora, a artista também se dedicou muito à gravura que é um intervalo na obra da Vieira e que permite perceber muito da sua produção artística”. Segundo Nuno Faria, as gravuras de Vieira da Silva, sobre as mais diversas temáticas, terão visitas guiadas e ainda a realização de oficinas de gravura. A mostra está patente, no Espaço Concas, até ao próximo dia 7 de julho.■