Caldense lança bolsa para apoiar proprietários florestais

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Vítor Trindade é o promotor deste projeto pioneiro no setor da silvicultura

Plataforma pretende facilitar contacto entre compradores e vendedores, de modo a maximizar o potencial dos negócios. Pretende-se também combater o risco de incêndio por abandono

O caldense Vítor Trindade, que tem cerca de 20 anos de experiência na área da silvicultura, lançou, no final de fevereiro, a Bolsa Florestal, que pretende apoiar os proprietários florestais a rentabilizar da melhor forma as suas propriedades.
Trata-se de um programa de consultoria único e inovador, que nasce para suprir a falta de informação que existe na área. “Muitas vezes, os proprietários florestais não sabem o que fazer para rentabilizar as matas, ou com quem falar, e por vezes, as pessoas com quem falam não transmitem toda a informação necessária”, explica Vítor Trindade.
Essa falta de informação resulta em menor rendimento para os proprietários, o que conduz, muitas vezes, ao abandono, algo que se pretende minimizar com a Bolsa Florestal. Ao promover a gestão ativa da floresta, mitigam-se os riscos de incêndio.
Através da Bolsa Florestal, o empreendedor pretende contribuir para maximizar os negócios aos intervenientes, reduzindo a especulação entre as partes.

Bolsa Florestal é fruto de duas décadas de experiência de Vítor Trindade no setor

O programa disponibiliza apoio à venda do produto florestal, como madeira, cortiça, resina e frutos. Venda que pode ser feita através de leilão, para os quais a Bolsa Florestal é entidade certificada, ou em sistema de proposta única em carta fechada. Os proprietários podem, ainda, tirar partido de uma base de dados de compradores, de modo a estabelecer contacto direto para venderem os seus lotes. Base de dados na qual Vítor Trindade estima angariar cerca de 1000 membros no espaço de um ano.
A bolsa proporciona, ainda, apoio à cedência a quem não tenha recursos, ou disponibilidade, para cuidar das propriedades.
O caldense explica que o serviço não tem custos para os proprietários florestais, estes serão imputados ao comprador através da cobrança de uma percentagem. Os compradores beneficiam de apoio na gestão documental e na verificação das áreas das parcelas. “Estamos aptos a ter uma intervenção mais direta e ser um elo de intermediação”, acrescenta.
Além do suporte à venda, o portal disponibiliza também suporte na obtenção de propostas para a execução de serviços ligados à silvicultura. São, também, disponibilizadas outras ferramentas gratuitas, como a calculadora florestal, que através do preenchimento de um formulário dá acesso a uma estimativa de valor da parcela ou produto, assim como a um planímetro, que permite calcular a área das parcelas. ■