
Autarquia bombarralense encerrou o ano com um resultado líquido de 1,1 milhões de euros
A Câmara do Bombarral aprovou, na última semana, por unanimidade, o Relatório de Contas de 2025, tendo encerrado o ano com um resultado líquido positivo de 1,1 milhões de euros. O resultado alcançado melhorou face a 2024 (619 mil euros).
Do lado da receita, foi alcançada uma execução orçamental de 102,2%, uma vez que, do orçamento corrigido de 19,3 milhões de euros, foram arrecadados 19,7 milhões. Isto significa um aumento de 1,8 milhões de euros face a 2024, analisou a Lusa.
Do montante total, 14,3 milhões de euros referem-se a receitas correntes, que tiveram uma execução de 106,92% e um aumento de cerca de um milhão de euros face ao ano anterior. Para esse acréscimo, contribuíram os impostos diretos, que passaram de 3,5 milhões de euros para 4,2 milhões (130,76%).
Apesar de o município ter mantido as taxas, o Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis teve um “aumento expressivo” de cerca de 530 mil euros para um valor próximo dos 2,2 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 54% da totalidade dos impostos diretos cobrados. O aumento dos proveitos com as transferências correntes foi mais ligeiro, passando dos 6,5 milhões de euros para os 6,7 milhões, tal como ocorreu com a venda de bens e serviços (dos 2,5 milhões subiu para os 2,7 milhões).
Os proveitos de capital tiveram uma execução de 86,3%, já que, de 3,6 milhões de euros orçamentados, foram arrecadados 3,1 milhões. Este é um valor abaixo dos 3,4 milhões de euros de 2024, influenciados pelo decréscimo das transferências de capital (dos 3 milhões para os 2,1 milhões de euros) relativos sobretudo a fundos comunitários obtidos para investimentos.
Do lado da despesa, a execução cifrou-se em 88%, uma vez que, dos 19,3 milhões de euros orçamentados, foram pagos 17 milhões, mais 1,4 milhões por comparação a 2024.
O aumento deveu-se à despesa corrente (dos 10,9 milhões de euros passou para 12,3 milhões), nomeadamente gastos com a aquisição de bens e serviços (passou de 4,7 milhões para 5,4 milhões de euros) e com pessoal (dos 5 milhões subiu para os 5,2 milhões), cujo quadro se mantém nos 219 trabalhadores. A despesa de capital manteve-se nos 4,7 milhões de euros, tendo sido obtida uma execução de 75,85%.
O orçamento inicial da Câmara para 2025 era de 16,5 milhões de euros, mas teve alterações ao longo do ano, que resultaram num valor final de 19,3 milhões de euros.
O município encerrou 2025 com uma dívida total de 2,7 milhões de euros, mais em 800 mil euros do que em 2024, e a pagar a 11 dias aos fornecedores.











