
Duas licenciaturas e três TeSP que iriam funcionar em Torres Vedras serão lecionados nas Caldas
O IPLeiria está a apostar numa nova área de formação em saúde, numa ótica preventiva. As novas licenciaturas, em Saúde Digital e Ciências Biomédicas Laboratoriais (e não digitais, como por lapso referimos na passada edição), previstas arrancar nas Caldas da Rainha no ano letivo de 2027-2028, são exemplo desse investimento. Esta oferta formativa já foi submetida, em março, à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e o presidente do IPLeiria, Carlos Rabadão espera ter uma resposta até ao final do ano para depois preparar o arranque das duas licenciaturas, que deverão funcionar no Externato Ramalho Ortigão, que já possui condições para o efeito, tendo em conta que já acolheu a Escola Superior de Biotecnologia.
De acordo com o responsável, estas novas licenciaturas integram um projeto, que compreende ainda os novos TeSP que virão para as Caldas no próximo ano letivo, também na área da saúde e bem-estar. São eles os cursos de Estética e Cosmética e Bem-Estar, de Laboratório Forense e Criminal e de Alimentação Saudável, que estavam até agora a funcionar em Torres Vedras. A estes junta-se um novo curso de Termalismo e Bem-Estar e decorrerá o segundo ano do que já está a ser ministrado, pela Escola Superior de Saúde (ESSLei), do IPLeiria, nas instalações do Hospital Termal, no âmbito da colaboração estabelecida com o município caldense.
Esta aposta formativa pensada para o Oeste, estava a ser trabalhada, há perto de uma década com a autarquia local, para funcionar em Torres Vedras. No entanto, o novo executivo camarário cancelou o acordo que mantinha com o IPLeiria para a criação do que seria um polo da Escola Superior de Saúde, por não ter o curso de enfermagem, explicou o presidente da Câmara na reunião pública do executivo municipal.
Cursos com “procura relevante”
De acordo com Carlos Rabadão, esta oferta formativa foi pensada numa “lógica de novas profissões na área da saúde, não na lógica que já temos, como a Enfermagem ou as Tecnologias da Saúde para formar profissionais para dar resposta aos problemas de saúde, mas de promoção da qualidade de vida, bem-estar e os cuidados com a saúde para evitar a doença”. Ou seja, numa vertente “mais preventiva”, salientou o responsável, acrescentando que já está a funcionar nas Caldas o TeSP de Saúde e Bem-Estar, também integrado nesta lógica.
Carlos Rabadão explica à Gazeta das Caldas que “esta era uma aposta que o IPLeiria estava a fazer no Oeste, neste caso em Torres Vedras, que era estratégica, e que queremos continuar a fazer. Estamos a criar a Universidade de Leiria e do Oeste”.
Caldas surge como uma “boa alternativa”, considera o responsável, lembrando que a cidade já possui academia, referindo-se à ESAD.CR, e também serviços de apoio para os estudantes. “É criar sinergias e fazer ali crescer a comunidade do Politécnico de Leiria e futura Universidade de Leiria e do Oeste, que é um polo muito relevante na região. Daí termos pensado nas Caldas, porque a outra alternativa seria concentrar em Leiria”, concretizou.
De acordo com Carlos Rabadão há poucos cursos na área das Ciências Biomédicas Laboratoriais, que têm uma “procura muito relevante” por parte dos jovens “e o Oeste tem, inclusive, algumas empresas a trabalhar nestas áreas, nomeadamente na da indústria farmacêutica”. Já a Saúde Digital “é o futuro da saúde”, ao fazer o cruzamento entre as tecnologias digitais, a informática e a saúde.
“Estamos sempre a tentar inovar nas ofertas formativas que são necessárias para o território e para o país e esta fileira de formação relacionada com o bem-estar e com a prevenção é importante. Percebemos que cada vez mais as pessoas têm cuidado com a alimentação, exercício físico e estética”, resume Carlos Rabadão, justificando a aposta que vem sendo feita já há alguns anos nesta área e que terá continuidade.











