
Valor permite reforçar o valor hora dos médicos e garante equipa fixa em Peniche
A Câmara de Peniche vai investir 250 mil euros anuais para assegurar o funcionamento contínuo do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Peniche. O valor será usado para reforçar o salário dos médicos, num projeto pioneiro que é uma parceria entre o município, a Unidade Local de Saúde do Oeste e uma equipa fixa de médicos, “garantindo um serviço estável a partir de abril, com três meses iniciais de avaliação”, referiu o presidente da Câmara, Filipe Sales, admitindo que “para tornar possível esta resposta, o município de Peniche assume um esforço financeiro muito significativo” e que este é “um esforço que ultrapassa as suas competências diretas”, mas que se “impõe pela necessidade de defender o acesso da população a cuidados de saúde” e que “surge para responder à falta de profissionais e assegurar cuidados de saúde essenciais, enquanto se continuam a exigir soluções ao Governo”.
Através deste protocolo é feita a contratação nominal dos profissionais, com contrato com a ULSO, servindo o valor para reforçar o valor hora a pagar.
Também esta semana foi anunciado pela ULSO um novo armazém da farmácia dedicado aos Cuidados de Saúde Primários no Hospital de Peniche num investimento de 45 mil euros. A integração na ULSO dos dois Agrupamentos de Centros de Saúde do Oeste “implicou a necessidade de assegurar o fornecimento regular de medicamentos e outros produtos farmacêuticos a cerca de 40 unidades de cuidados de saúde primários”. Os espaços existentes em Torres Vedras e Caldas “não dispunham de capacidade suficiente para acomodar, em segurança e em quantidade adequada, os novos produtos associados às áreas terapêuticas dos cuidados de saúde primários, nomeadamente vacinas, pensos medicamentosos e produtos destinados ao planeamento familiar”.
Outra novidade foi a assinatura do protocolo de colaboração entre a ULSO e a Associação Nacional de Farmácias no âmbito do Sistema Integrado de Vigilância Epidemiológica de Vírus Respiratórios, para “aumentar e otimizar a capacidade da Saúde Pública na deteção e resposta a eventos epidémicos causados por vírus respiratórios, diminuindo a carga de doença na população e a sobrecarga do sistema de saúde”.










