
Oitava etapa do circuito nacional, que termina em junho, disputou-se na Quinta da Boneca
Mais de 200 atletas participaram na 8ª etapa do Circuito Nacional de Walking Football Portugal, que decorreu na manhã da passada sexta-feira, dia 20 de março, no Campo da Quinta da Boneca, nas Caldas, numa festa do futebol.
O mais importante neste evento, que reúne antigos jogadores de futebol e quem nunca tinha feito um passe ou um remate, é o convívio e a prática da atividade física.
Luís Jacó, presidente da Walking Football Portugal, explicou à Gazeta das Caldas que a média de idades a nível nacional está nos 69 anos e frisou que cerca de 80% dos atletas não fazia desporto antes do walking football. “Temos cerca de 100 equipas inscritas, o que dá à volta de 1200 atletas, tem vindo a crescer de uma forma gradual” desde que começaram a trabalhar em 2018. Perto de um terço são senhoras. “Para nós, acima de tudo, é uma festa e tentamos puxar por aí, o desporto pela saúde, nem apontamos os resultados dos jogos, não há qualquer classificação”, procurando “retirar qualquer carga competitiva”.
A USRDL participou com 18 jogadores, mas o grupo é maior, estava afetado por várias lesões.
Fernando Brás, que é treinador, jogador e dirigente da equipa, realça que “interessa é pôr muita gente a fazer desporto, a praticar a modalidade e a socializar e respirar ar puro”. Com 74 anos, salienta a importância do walking. “Faço desporto de uma maneira organizada, mexo-me, faço aprendizagens novas sempre, conheço malta porreira”, analisa este sportinguista ferrenho, que jogou dois anos na Fundação Benfica e participou num torneio em Newcastle. “Tive prazer em vestir a camisola da Fundação Benfica, é malta porreira, um grupo espetacular e deu-me muito gozo jogar com eles”. Destaca ainda as condições, em termos de infraestruturas, desta etapa, mas considera que devia haver dois escalões, um até aos 65 anos e outro para mais de 65.
Virgílio Leal, tesoureiro da USRDL, realça a importância desta modalidade, que quase todas as universidades seniores têm e que tem tido uma grande projeção, ou não fosse o futebol o desporto-rei. Também ele frisa a importância de proporcionar a prática desportiva e o convívio destes encontros.
Já Mário Carvalho, de 78 anos, veio da Guarda, onde toda a vida jogou e treinou futebol, fazendo depois a transição para o walking. “O torneio aqui nas Caldas estava bem organizado”, analisou, antes de recordar que em 1973 foi para Angola 26 meses como militar, jogando no FC Moxico, com estrelas como Chico Gordo, Seninho e Varela, e conquistando o único título do Girabola da história do clube.
O circuito de 2025/26 conta com 17 etapas e começou no Seixal. A próxima será disputada em Cacia e depois seguem-se provas em Albergaria-a-Velha, Tábua, Loures, Santo André, Oliveira do Bairro, Guarda e Bragança, antes de terminar em Almeirim, a 9 de junho. Este ano estão também previstos três torneios de verão, um deles na Nazaré, aproveitando as estruturas existentes.











