No próximo dia 22 de novembro, pelas 21h30, a Associação Social e Cultural Paradense, no Chão da Parada, acolhe a peça de teatro “A Pombinha do Terreiro”, do Grupo de Teatro TASE – Teatro de Animação de Santa Eufémia. O texto de “A Pombinha do Terreiro” é uma adaptação livre de “A Maluquinha de Arroios”, de André Brun, que foi feita por Carlos Faria.As entradas são livres.
Category: Cultura
Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.
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Música : Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal em Alcobaça
No próximo sábado, dia 22 de novembro, às 18h00, no Armazém das Artes, será apresentado o projeto Sinédoque com Ivo Canelas e o pianista João Vasco. A 29 de novembro, no Cine-Teatro de Alcobaça, pelas 18h00, a Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal irá a Alcobaça com Impermanência(s), um projeto com repertório entre a improvisação e a escrita contemporânea e que procura diluir as fronteiras entre o escrito e o improvisado.
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Alcobaça vai transformar-se na capital do humor
Joana Marques e Ricardo Araújo Pereira marcam presença neste primeiro festival do humor de Alcobaça
A vizinha Alcobaça vai-se transformar na Capital do Humor, nos próximos dias 21, 22 e 23 de novembro. A iniciativa terá lugar no Panorama, o Multiusos de Alcobaça que vai reunir ao longo de três dias, alguns dos mais destacados nomes da comédia nacional. O evento irá contar com espetáculos, conversas, programas de televisão ao vivo e atividades distribuídas por vários espaços da cidade.
O festival “nasce com o objetivo de afirmar Alcobaça, e a região Oeste, como um polo de criatividade, talento e inovação humorística, promovendo o que de melhor se faz na comédia em Portuga”, explica nota sobre o o evento. A iniciativa pretende criar um novo ponto de encontro anual entre artistas, público e comunidade.
O Alcobaça Capital do Humor “representa uma oportunidade importante para reforçar a dinâmica cultural da região Oeste, aproximando a comédia do público e valorizando o talento naciona”, prossegue a mesma notal.
No primeiro dia, sexta-feira, 21 de novembro, às 19h00, na Sala Lustre estão previstas as atuações de Manuel Cardoso, de Bolinha + Durão, Miguel Vaz e de Mariana Rosária. Às 21h30 na Sala Panorama, será a vez de Salvador Martinha, Luís Franco-Bastos, Pedro Teixeira Da Mota, Carlos Coutinho Vilhena e Duarte Pita Negrão.
No sábado, 22 de novembro, às 19h00 atuarão Jel, Guilherme Fonseca, António Azevedo Coutinho, Joana Miranda e Helder Machado na Sala Lustre. Às 21h30, será a vez de Joana Marques apresentar o seu espetáculo, na Sala Panaroma. A humorista terá também como convidadas Ana Galvão e Inês Lopes Gonçalves.
No domingo, 23 de novembro, pelas 15h00, o Cine-teattro de Alcobaça vai acolher o espetáculo Commedia A La Carte Kids.
Com curadoria de César Mourão e Carlos M. Cunha e a encenação, a cargo de Gustavo Miranda, um elenco feminino Filipa Duarte, Joana Castro e Rita Cruz, acompanhadas de uma banda ao vivo, Mariana Rosa (guitarra), Maria Campos (bateria) e Ana Roque (baixo) virão atuar e divertir-se em palco com os mais pequenos. Improvisando em jogos de palavras e em interações diretas com as crianças que são chamadas a palco para intervir.
De volta ao Panorama às 19h00, atuarão, na Sala Lustre, Guilherme Duarte, Vasco Elvas, Ricardo Maria, Joa Vitor e Tiago Pereira.Às 21h30, decorrerá a gravação ao vivo do programa “Isto é gozar com quem trabalha” de Ricardo Araújo Pereira.
A iniciativa que promete encher a cidade de gargalhadas é promovida pela Banda de Alcobaça, Associação de Artes e há preços diferentes para assistir aos vários momentos do festival que decorrerá em dois espaços culturais alcobacenses.
O multiusos de Alcobaça Panorama fica na R. Prof. Eng. Joaquim Vieira Natividade.
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Bordalo Pinheiro em destaque na Biblioteca
Menus, bilhetes postais ilustrados, cartazes e jornais desenhados por Bordalo, podem ser apreciados até março, na Biblioteca
Abriu, a 14 de novembro, na Biblioteca Municipal, uma nova exposição da iniciativa Salão Bordallo 2025 que visa a celebração dos 150 anos da criação do Zé Povinho, que foi publicado no jornal Lanterna Mágica, a 14 de junho de 1875, por Rafael Bordalo Pinheiro.
“Temos uma ligação profunda com este artista que chegou a viver cá”, disse a bibliotecária Aida Reis na inauguração da mostra que contou com dezenas de participantes.Muitos dos trabalhos de Bordallo Pinheiro que estão nesta mostra fazem parte da denominada “coleção bordaliana” que foi adquirida pela autarquia em 2008 a Vasco Trancoso. “E é apenas uma parte do espólio que possuímos”, referiu a responsável recordando que a ligação de Bordallo às Caldas, além da Fábrica que fundou em 1884, também muito divulgou as termas e as indústrias locais, especialmente de cerâmica.
Para Jorge Silva, o curador da exposição, “Bordallo é uma personagem muito rica e eu estou cada vez mais fascinado com este autor, considerado como o melhor artista do século XIX”. Considera que tal carimbo é devido , pois”foi um tipo extraordinário e foi sobretudo um grande inventor no que diz respeito às soluções gráficas”. Apesar de ter sido um homem que, na política, “tinha princípios muito sólidos mas era muito elástico em termos sociais”, ou seja “sovava” na monarquia mas “nunca dizia que não às causas humanitárias que nesse tempo eram patrocinadas pelas rainhas”.
Bordalo foi também um pioneiro da banda desenhada portuguesa, como se pode constatar nesta exposição. A mostra documental é composta por publicações periódicas, desenhos, caricaturas, menus, cartazes publicitários, bilhetes postais e almanaques que testemunham “a multiplicidade e a riqueza ímpar deste multifacetado artista”.
Segundo Jorge Silva não foi fácil selecionar os trabalhos que constam nesta coleção da Biblioteca, dada a riqueza dos trabalhos bordalianos que contém.
A mostra está dividida em dez partes onde se contam trabalhos dedicados à política, às Caldas, à BD, aos jornais, às boas causas, à sua estada no Brasil, ao Zé Povinho, ao teatro e ainda a sua dedicação ao mundo da publicidade e que segundo Jorge Silva, Bordalo via “como motor do progresso”.
Na inauguração, a vereadora da Cultura, Conceição Henriques informou que estão a dar-se passos para que as Caldas possa ter o seu Arquivo Municipal. É preciso pensar “como é que este será” e anunciou a constituição de um grupo de trabalho para que este novo projeto “possa contar com uma decisão participada”.
Além disso, a autarca contou que foi recuperado um grande painel de azulejo, assinado por Rafael Bordalo Pinheiro, sobre Santo António, que foi recuperado pelo Museu do Azulejo. “é mais um tesouro que está pronto para ser mostrado aos caldenses ”, disse a vereadora, contando que este ficará no Centro de Artes e ainda que há também interesse até em ser visto no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa.
As tão aguardadas obras na Biblioteca Municipal ficam para o ano pois o primeiro concurso ficou deserto e depois foi necessário juntar documentação anti-sísmica ao processo. “Será lançado novo concurso em 2026”, disse a autarca, ciente de que as obras são prementes. Há locais onde escoa água dentro do espaço, como foi possível constatar no dia da inauguração da mostra.
Conceição Henriques prontificou-se a fazer as pequenas reparações. A “Bordalo na Biblioteca” vai estar patente até ao dia 28 de março.
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Pogo traz coletiva ao Turismo que reflete sobre matéria e digital
Coletiva de artistas traz instalação, performance e debate ao centro das Caldas
A exposição “Inactual – Ex Materia”, inaugurada a 15 de novembro, na Galeria do Espaço Turismo,
Organizada pelo Teatro Pogo, esta mostra propõe uma reflexão sobre a criação a partir do que resta: matéria física e digital reativada num tempo de excesso e de descarte. Entre instalação, performances e debates, a mostra convoca olhares sobre obras que surgem numa altura em que tudo é sobretudo descartável.
A exposição, reúne as propostas de nove artistas visuais: Ricardo Tocha, Miguel Cardinho, Ruy Otero, Bruno Cecílio, Guilherme Silva, João Timóteo, Rita Belchior, Pedro Cabral Santo, Nuno Bettencourt), das Caldas da Rainha, Lisboa e Algarve, e ainda quatro performers (Simão Fumega, Rita Só, Matilde Teixeira, Luis Elgris).
Segundo Ruy Otero, um dos elementos do Pogo, esta mostra que já teve início em Lisboa e, depois das Caldas, irá seguir para o espaço multiusos das Carpintarias de São Lázaro (Lisboa). “Tudo vem de algum lado”, disse o artista explicando que nesta mostra os materiais que foram usados são muitas vezes reciclados. As propostas presentes cruzam as disciplinas da tecnologia, escultura, video, desenho e instalação.
Cada peça de “Inactual – Ex Materia” tem uma nota explicativa, o que ajuda à reflexão do visitante. Estão presentes moldes, reconfigurações e recontextualizações de peças, algumas feitas com o desperdício resultante de outras criações.
Da mostra faz parte um filme de vídeo de Ruy Otero e de Pedro Cabral Santo, que foi feito a partir das ruínas da Secla. Filmado em 2017, regista uma narrativa onde o mote é o ambiente de própria fábrica abandonada.
Presentes estão trabalhos que refletem sobre a própria tecnologia e sobre o tempo analógico e as falhas que podem suceder. Miguel Cardinho apresenta um robot aspirador que surge pela mão do artista como se fosse um animal de estimação.
Por seu lado Bruno Cecílio, autor e especialista em museografia, e apresenta trabalho onde guarda resquícios das montagens de grandes exposições que acompanha em várias fundações. Como se fossem fantasmas de peças originais de artistas de renome. “É tudo o que vêm de grandes exposições, mas são matérias que os visitantes não valorizam, sublinhando o que é subtil”, disse o autor.
A coletiva integra ainda obras de Nuno Bettencourt que tanto refletem sobre o ato de desenhar como questionam a indústria do souvenir.
Rita Belchior, autora algarvia, participa com um slide relacionado com o mundo imobiliário ao passo que Ricardo Toch apresenta uma peça sobre “o excesso de ornamentação que existia na época do barroco e da arte nova e trazer alguma reflexão sobre o tema no tempo atual”.
A maioria dos autores – que são oriundos de várias zonas do país têm em comum – o facto de ser terem formado na ESAD.CR. Há também propostas de docentes da escola de artes.
Por seu lado, Guilherme Sedas, artista que trabalha na fundição de Santa Catarina e trouxe um molde preparado para a alta temperatura que resiste a 1280 graus. “Transformei o molde de uma santa que tem o Menino nos braços e que deu origem a uma nova proposta artística”. Apresenta ainda duas máscaras feitas em bronze que unem a tradição popular dos caretos de Lazarim a uma vertente mais sacra, com elementos ligados à religião.
Organizada pelo Teatro Pogo, “Inactual – Ex Materia” tem apoio da DGArtes e do município das Caldas e poderá ser vista na Galeria do Turismo até ao próximo dia 20 de dezembro. -
Novos documentos da paróquia trazem luz sobre artistas
Celebrações da Rainha terminam com eventos na Igreja do Pópulo e no Hospital Termal
O historiador de arte, Vítor Serrão, esteve no sábado 15 de novembro no encerramento das celebrações da Rainha D. Leonor que decorreram no Hospital Termal e com casa cheia. O convidado teve acesso a documentação sobre a paróquia das Caldas que permite saber dados biográficos sobre o pintor das Caldas, Belchior de Matos, a quem o investigador dedicou o seu primeiro livro, há 44 anos. “Estão também disponíveis documentos que explicam o andamento de obras que decorreram na Igreja do Pópulo entre a época dos Filipes e o terramoto de 1755”. Igualmente importante é a documentação relativa à vida quotidiana das Caldas naquela época pois “fala sobre moralidade, hábitos, costumes e críticas que eram feitas naqueles tempos”. Vítor Serrão crê que valeria a pena publicar esta documentação com interesse histórico.
O convidado deixou ainda um alerta para a necessidade de recuperar a Capela do Espírito Santo. “É uma capela quinhentista, com o seu retábulo intacto de Belchior de Matos e com grande necessidade de ser intervencionada”, disse o convidado que foi alertado por cidadãos para este facto.
O fim das celebrações dos 500 anos do legado da Rainha contou ainda com outros momentos. Antes da conferência houve missa vespertina, presidida por Rui Valério,patriarca de Lisboa e contou com a participação de um pequeno coro da paróquia, acompanhado pelo Órgão de Tubos. Durante a celebração foi apresentado um cântico a N. Sra. do Pópulo, composto por Jorge Rodrigues, responsável de música da paróquia e organista naquele templo. O autor – responsável também por ter facilitado o acesso à documentação da paróquia aos historiadores Natália Correira Guedes e Vítor Serrão – criou um cântico que une “a história, o património, a liturgia e a devoção, relacionando com as obras de Misericórdia”. Na sua opinião, é importante que a própria cidade “não perca a sua a sua vocação de assistencialismo”.
Após a conferência, o presidente da Câmara, Vítor Marques anunciou, para o próximo ano, a apresentação de um novo site dedicado ao património termal caldense e o início da implementação do Masterplan. O edil caldense fez uma resenha das atividades realizadas desde 14 de maio, destacando concertos e criações musicais, exposições e conferências.
As celebrações fecharam com mais um banquete quinhentista da Rota das Águas e Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste.Caldas da Rainha receberá a 29 de novembro, no CCC, parte de um congresso internacional sobre a Rainha. A 17 de novembro, o presidente da Câmara, Vítor Marques, e o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, prestaram homenagem a D. Leonor, num momento simbólico junto à sua estátua no Largo Conde de Fontalva.
O Patriarca de Lisboa, Rui Valério visitando a Igreja do Pópulo -
Caldenses participa-ram na peça estreada na Culturgest
Burn Burn Burn, “um espetáculo contra a sociedade polarizada em que vivemos”. É desta forma que a caldense Isabel Costa, que escreveu e encenou esta peça, em conjunto com Catarina Rôlo Salgueiro, fala desta produção – interpretada pelo grupo Os Possessos – que esteve em cena, durante três dias, no final de outubro na Culturgest, com o auditório esgotado. A peça contou com cenário vintage criado por Joana Subtil e com a sonoplastia e composição musical inspirada nos anos 50 de Miguel Nicolau, também caldenses. Os três iniciaram a sua formação artística nas Caldas e é à cidade “que devem as suas primeiras experiências enquanto fruidores e também criadores”, contou Isabel Costa. Esta ainda referiu que “a cenografia tem fornecedores caldenses: a loja Santos Monteiro, a Salicórnia Jardins; e a colaboração de Rui Matuto e Samuel Silva”. O espetáculo “teve uma receção única que resultou numa ovação de 15 minutos. Os artistas agradeceram cinco vezes, o que raramente acontece em teatro”, partilhou a autora sobre o espetáculo passado numa biblioteca pública quando um grupo de estranhos se reúne para participar num clube de leitura. O diálogo em torno do livro que estão a ler e a divergência de opiniões rapidamente se transforma numa discussão acesa. Inspirado em Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, aborda a censura, a reescrita de livros e uma sociedade inflamada e polarizada. O espectáculo segue agora em digressão nacional. Para já, estará dia 13 de novembro no Forum Cultural do Seixal e, no dia 17 de janeiro, no Cine-Teatro Torres Vedras.
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Conversa d’Arte destacou percurso de D. Leonor
A rainha deu o mote à segunda conversa d’Arte que uniu convidados de várias áreas
Decorreu a 7 de novembro, a segunda Conversa D’Arte no espaço da GaleriaArt4Family. A partilha reuniu o presidente da Câmara, Vítor Marques, a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, o arquiteto Jorge Mangorrinha e duas pintoras – Luísa Carvalheiro e Sofia Brito que conversaram sobre a vida e obra da Rainha D. Leonor.
Para Conceição Henriques, D. Leonor apesar de se situar entre a Idade Média e o Renascimento, “ela seria claramente uma princesa do Renascimento que teve um papel crucial na formação das Caldas, localidade de quem se conhece o próprio bilhete de identidade”.
A autarca referiu até que não conhece outra rainha consorte na história de Portugal “que tenha tido a visão, a capacidade e o resultado transformador político que ela alcançou”. A autarca recordou que nasceu próximo do Largo da Rainha, local que a marca desde a infância, sem querer saber que o nome daquele largo é Conde de Fontalva. “É o Largo da Rainha para os locais”.
O edil caldense, Vítor Marques salientou os 500 anos do seu legado, da criação do próprio hospital e da resposta assistencialista “e que ainda hoje é válida”. O presidente também destacou o papel de mecenas pois a Rainha apoiou várias artes.
Na sua opinião, é a D. Leonor que se deve a apetência cultural das Caldas, aspecto que “não tem o mesmo impacto noutras urbes da nossa dimensão”.
Jorge Mangorrinha, que também tem uma pintura na exposição sobre a Rainha, patente na galeria, referiu que há de facto confirmação da estratégia régia usada para conter os monges de Alcobaça. Referiu também que grande parte dos primeiros habitantes das Caldas eram homiziados ou seja “deu-se uma nova oportunidade a pessoas presas que vieram para as Calda servir neste empreendimento régio que era o hospital termal”.
Segundo Mangorrinha esta unidade é “o primeiro hospital moderno português, na medida em que foi fundado antes do Hospital de Todos os Santos, em Lisboa, à luz do pré-Renascimento”. No que diz respeito à parte termal, poderá ser considerado o primeiro hospital termal do mundo com determinadas características. Ou seja, já existiam hospitais termais em França, ligados ao setor militar só que o das Caldas “tem características singulares e iniciáticas”. Este tinha apoio médico, paramédico, botica e enfermarias, ou seja “não era igual aos que já existiam”.O convidado também salientou o facto da igreja, ao contrário da maioria das congéneres, não é altaneira mas está no fundos dado que era complementar ao edifício hospitalar pois os doentes tratavam corpo e mente. E o hospital só poderia estar naquele lugar pois “até 1962 o uso das águas era proveniente das emergências naturais”, rematou.
João Paulo Cunha, da galeria, ainda salientou o papel fundamental de D. Leonor na criação das Misericórdias no país. -
Jazz terminou com casa cheia no fim de semana
Seis concertos, vários esgotados revelam que Jazz está consolidado nas Caldas
A edição deste ano dos Dias do Jazz contou com seis concertos, que se realizaram aos fins de semana, entre os meses de setembro e de novembro. O festival voltou a contar com um conjunto de atividades paralelas, “cumprindo os objetivos traçados: promover a diversidade musical, o intercâmbio cultural e a identidade cultural da cidade”, disse Mário Branquinho, o diretor do CCC.
Além dos concertos que contaram com o melhor do jazz nacional e com algumas notas importantes do jazz norte-americano, o CCC quer manter a parceria com o Conservatório das Caldas que assegura as ações do “Jazz nas escolas” e a ida à prisão das Caldas, atividades que segundo o diretor são para manter. Até porque através das propostas em parceria “chegamos a públicos mais jovens”.
A edição deste ano teve um concerto warm up e outro de encerramento com formações americanas.
A abrir Michele David & The True-Tones que trouxe ao CCC uma fusão de gospel, soul, jazz e ritmos quentes. O encerramento foi garantido pela pianista e cantora americana Dena DeRose que tem atuado em algumas das mais prestigiosas salas de espetáculo do mundo, de Nova Iorque até ao Japão. Em outubro, atuou o Solaris Quarteto, grupo que inclui o pianista caldense Aurélien Lino. O grupo apresentou-se com um repertório jazzístico numa combinação equilibrada entre arranjos e improvisação. O Eixo do Jazz Ensemble 8teto, que inclui músicos do jazz nacional e da Galiza, destacou-se pela riqueza das suas influências e pela abordagem inovadora à música improvisada. A Orquestra do Hot Club marcou uma vez mais presença, desta feita com Impermanências, projeto que promove a criação de obras originais através da colaboração com compositores nacionais.
Já o Sexteto de Jazz de Lisboa , a celebrar os seus 41 anos, trouxe às Caldas os grandes nomes do jazz português: Mário Laginha, Mário Barreiros, Tomás Pimentel, Edgar Caramelo, Ricardo Toscano e Francisco Brito, tendo contribuído para “uma das noites mais vibrantes do festival”, disse o diretor. “Os concertos registaram forte adesão de publico, com vários praticamente a esgotar a lotação do grande auditório do CCC”, referiu Mário Branquinho. Após as atuações em sala, as noites prolongaram-se no café-concerto do CCC com as Jam Sessions, onde se apostou na improvisação. Num dos sábados, o palco do café-concerto esteve por conta de João Heliodoro Quinteto e noutro por uma formação do Conservatório de Música das Caldas.
Dias do Jazz está consolidado e quer “reforçar o seu papel de promoção da diversidade musical, intercâmbio e identidade cultural das Caldas”, rematou.
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Maestrina Joana Sá vai lançar livro “O Saxofone Feliz”
Maestrina e saxofonista dará a conhecer o seu primeiro livro em breve
Joana Sá, 27 anos, é caldense e é professora de Saxofone e de Orquestra no Conservatório de Música de Santarém. É também a maestrina e diretora artística da Sociedade Musical e Recreativa Obidense. Recentemente publicou o seu primeiro livro, “O Saxofone Feliz”.
A obra, que surgiu no âmbito do seu mestrado, é já usada nas aulas de Iniciação, com os seus alunos mais novos. “Alguns ainda não sabem ler mas já estão a aprender a tocar saxofone”, disse a autora, acrescentando que o livro dá a conhecer melhor este instrumento musical, de uma forma pedagógica, acessível e divertida. No livro aprende-se qual é a melhor forma de cuidar deste instrumento de sopro, como se monta e como se tira o melhor partido sonoro, seguindo as propostas de exercícios. “O livro foi pensado para leitores entre os seis e os 10 anos”, disse a professora, acrescentando que este foi feito de forma a que os pais também possa participar na leitura. Joana Sá sentiu necessidade de criar este obra, para ajudar os seus alunos mais novos. E como o seu mestrado em Ensino da Música – com foco no Saxofone e também na Música de Conjunto – esteve ligado às áreas da Iniciação Musical e dos Jogos Didáticos, Joana Sá dedicou-se a estudar os métodos de aprendizagem. Da sua investigação resultou o protótipo de um livro infanto-juvenil. A ideia valeu-lhe 20 valores no seu mestrado e os docentes incentivaram-na a editar. Com chancela da Flamingo e com coloridas ilustrações de Bruno Clériston, “O Saxofone Feliz” tem contado com grande adesão sobretudo de professores de saxofones, o que deixa Joana Sá muito satisfeita. Tanto que já lhe estão a perguntar quando se seguem as obras sobre outros instrumentos musicais.
A apresentação desta obra decorrerá antes do final do ano e tem conquistado o interesse dos jovens músicos que aprendem saxofone na brincadeira, seguindo as propostas reunidas nas 33 páginas de “O Saxofone Feliz”.
Joana Sá gostaria de apresentar este seu primeiro livro em várias localidades. À Gazeta das Caldas, a autora contou que quer dar continuidade a este projeto onde se prova que os jogos didáticos são uma ferramenta muito útil na aprendizagem musical.
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Roberto Saraiva é autor de livro sobre Angola
Jovem caldense premiado tem novo livro sobre Angola já à venda na sua terra natal
Roberto Saraiva, 25 anos, é o autor de “O Casamento da Filha do Nogueira”, livro que está à venda no espaço Narrador desde terça-feira, 11 de novembro. A data foi escolhida pois refere-se ao dia em que Angola se tornou independente”, disse o autor à Gazeta das Caldas. A obra começa por descrever os ataques que aconteceram a partir de 15 de março de 1961, pela União dos Povos de Angola (UPA), liderada por Holden Roberto. As forças atacaram as fazendas de colonos portugueses no Norte de Angola,com o epicentro da ofensiva foi a cidade de Carmona, agora Uíge. A área, conhecida pela produção do café, possuía muitas fazendas, que foram o alvo dos revoltosos. A ofensiva levou à conquista da região dos Dembos e ao início de um ciclo de violência, tendo-se vivido meses marcados por massacres e ataques indiscriminados às populações indefesas.
O nome de código utilizado pela UPA para os ataques do dia 15 de março foi “O Casamento da Filha do Nogueira”, “e esse é um elemento essencial para a construção da narrativa do romance”, disse o autor.
A obra tem como ponto de partida este matrimónio fictício, em que a Filha do Nogueira se torna numa personagem real que ambiciona encontrar o noivo, “convencida que o código criado pela UPA é real”.
O romance, escrito entre 2019 e 2021, mistura realidade e fantasia, a filha do Senhor Nogueira é acompanhada pela mãe, que lhe coloca uma venda e cega-a, na tentativa de proteger a infância e a ingenuidade, de forma a evitar que a filha sofra com os horrores da guerra. A obra pretende uma reflexão sobre a descolonização e sobre a cegueira, a incapacidade de ver que os países africanos não eram províncias ultramarinas. Para o autor, falta fazer o debate aprofundado sobre a descolonização “envolvendo quem veio para cá e para quem ficou lá também”. Segundo o autor, esta obra, que é uma edição de autor, é feito também “em homenagem às mulheres africanas que tudo fizeram para proteger os seus filhos durante a guerra colonial”. Roberto Saraiva estudou na Bordalo Pinheiro, formou-se em Direito no Porto e fez o mestrado em Direito Internacional em Coimbra. Ainda frequentava o ensino secundário quando se sagrou vencedor de um prémio da Fundação Saramago. A distinção foi entregue ao autor pelo Presidente da República, em Coimbra. O interesse pela literatura tem-se mantido e mesmo enquanto estudante universitário, Roberto Saraiva sempre escreveu. O seu mestrado, aliás, reflete sobre o Direito Internacional e a Literatura.
Roberto Saraiva- que tanto aprecia Saramago como António Lobo Antunes – já venceu um prémio de ensaio, foi finalista da Mostra de Jovens Criadores. Roberto Saraiva gostava de seguir carreira em Diplomacia.
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Zé Povinho marca presença em mostra na Biblioteca
A 14 de novembro, pelas 18h00. abre ao público, na Biblioteca Municipal, mais uma exposição do Salão Bordallo 2025 que pretende comemorar os 150 anos da criação do Zé Povinho publicado no jornal Lanterna Mágica, a 14 de junho de 1875 por Bordalo Pinheiro. A mostra documental é composta por publicações periódicas, desenhos, caricaturas, menus, cartazes publicitários e bilhetes postais que testemunham a e a riqueza ímpar de Bordalo. Patente até março.
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Beatriz Narciso ganhou distinção para mulheres
Jovem artista formada em Artes Plásticas na ESAD.CR venceu pela primeira vez prémio que distingue jovens mulheres
Jovem artista, formada na ESAD.CR, Beatriz Narciso ganhou a primeira edição da bolsa anual WAF – Women in Art Fellowship, no valor de 27 mil euros. Ao todo concorreram 210 autoras e foram selecionadas apenas uma dezena de jovens.
Esta bolsa foi criada para apoiar e dar visibilidade a mulheres artistas emergentes em Portugal, que não sejam ainda representadas por galerias.
Beatriz passou por um período de formação, mentoria e desenvolvimento artístico, entre julho e setembro de 2025, e o júri acabou por escolher Beatriz Narciso como a artista que melhor expressa o espírito da bolsa: “uma combinação de talento, originalidade e consciência crítica sobre o papel da mulher nas artes contemporâneas”, lê-se em comunicado sobre a atribuição deste prémio. O projeto de Beatriz Narciso “destacou-se também pela profundidade conceptual e pela forma poética como reflete sobre o tempo, a memória e a resiliência humana, uma homenagem ao passado e um olhar sensível sobre o que faz seguir em frente”.
“No momento em que descobri foi surreal. Nunca tinha ganho algo parecido com o valor e a dimensão desta bolsa. Senti, sobretudo, orgulho e um prazer enorme”, disse a jovem à Gazeta das Caldas sobre o momento em que lhe disseram que tinha ganho.
Na sua opinião, ter ganho a bolsa WAF, “incentiva-me a continuar e, de algum modo, mostra possibilidades mais abrangentes às artistas emergentes, perante as grandes testemunhas da produção artística feminina como a Joana Vasconcelos, que foi madrinha desta primeira edição”. Esta última também participou na avaliação e mentoria das finalistas.
A autora contou ainda que concorreu a esta bolsa, não só pela oportunidade de criação artística, projeto que vai desenvolver até ao próximo ano, mas também pelas vantagens, pois proporciona aprendizagem de setores que, “nós artistas, não temos tanto contacto tais como a evolução da nossa identidade, as diferentes formas de comunicação e o sustento económico e teórico do nosso trabalho, por exemplo”, disse.Ainda este mês, Beatriz Narciso vai integrar uma coletiva, com as outras nove finalistas da bolsa, numa exposição que estará patente num novo espaço expositivo no Vila do Conde Porto Fashion Outlet, em Vila do Conde.
A artista plástica reconhece que o prémio é um importante impulso para a sua carreira pois dá-lhe “visibilidade” e permite-lhe trabalhar “numa dimensão diferente de públicos e com menos dificuldade na concretização das diferentes etapas do processo artístico, muito sentidas por jovens artistas”.
O interesse de Beatriz Narciso pelas artes começou cedo, ainda na infância, primeiro no desenho e depois na pintura. Beatriz Narciso frequentou a Escola Artística António Arroio, onde estudou Realização Plástica do Espetáculo e seguiu para Artes Plásticas na ESAD.CR. Nas Caldas “a pintura voltou, de forma natural, como veículo principal da minha linguagem estética e expressiva, na qual me sinto mais plena e ganhei novas competências em outras áreas, tais como a gravura, a serigrafia e o livro de artista”.
Sobre a cidade termal, esta destaca-se “pela calma e sossego”, bem diferente do tempo que se vive em Lisboa, “cheio de pressas e imprevistos”.
Durante os três anos, Beatriz Narciso desenvolveu competências novas, perante uma perspetiva de estudante deslocada. Conta que apreciou a forma de vivência e hábitos regionais da população e salientou “o mercado da praça da fruta, o centro cultural, o parque D. Carlos I, as livrarias antigas e a cerâmica local”.
Acha que a organização da cidade favorece o acolhimento dos estudantes, pois “faz-se tudo a pé. Diria, apenas, que o verdadeiro desafio foi ajustar-me ao clima, fora e dentro de casa”.
Sobre a ESAD.CR, a artista acha que “conquistou o setor da liberdade artística”, pois possui programas mais ligados à contemporaneidade e que, por ser mais recente, “teve uma oportunidade única de sair dos parâmetros mais rígidos da arte tradicional”. E diz que para quem já tenha as bases, o curso de Artes Plásticas “serve para desconstruir aquilo que se aprendeu ou começar a analisar, de forma mais aprimorada, o crescimento artístico (que foi o meu caso)”. E contou que teve professores com quem gostoude trabalhar “que me abriram horizontes”, disse.
Por enquanto, Beatriz está dedicada ao trabalho artístico, mas não descarta a possibilidade de voltar a estudar. Sobre as Caldas ainda destacou que há maior colaboração de espaços comerciais e locais com os estudantes, tornando a relação “mais disponível e aberta”, o que contribuiu para que mais jovens se fixem na cidade termal.
A artista plástica gostou de estudar na ESAD.CR e adaptou-se às Caldas -
Concerto de Daniel Machado no sábado na Benedita
A 8 de novembro, às 21h30, decorrerá no C. C. Gonçalves Sapinho, um concerto com o Quinteto de Daniel Machado. A atuação, do Festival Ao Teatro – José Carlos Saramago, é organizado pelo grupo Gambuzinos com 1 Pé de Fora, com apoio Câmara de Alcobaça e da Junta da Benedita. A 22 de novembro, às 21h30, apresenta-se o espetáculo “Loba” pela Companhia Peripécia Teatro.
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Artistas do Oeste estão a expôr em aeroporto brasileiro
O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão está transformado desde 5 de novembro e até 5 de janeiro de 2026, num espaço de encontro entre Portugal e o Brasil.
Durante dois meses, o terminal acolhe obras de dez criadores da região Oeste de Portugal, representando a diversidade da arte contemporânea portuguesa.
A iniciativa integra a Mostra Portugal Contemporâneo no Brasil, promovida pelo Arte Institute, de Nova Iorque, e conta com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM). Com entrada gratuita, a exposição convida viajantes e visitantes do aeroporto a mergulhar numa experiência artística que celebra o diálogo cultural entre os dois países.
No campo das artes plásticas, estão previstas duas exposições: uma dedicada a artistas portugueses contemporâneos, no Aeroporto do Galeão, e outra centrada na Língua Portuguesa, no Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro.
Ambas reforçam a internacionalização e visibilidade dos artistas portugueses, contribuindo para uma presença cultural consistente no Brasil.
Com curadoria do Arte Institute, a mostra apresenta trabalhos de André Avelar, Cinara Saiónára, Burry Buermans, Feliciano Costa, Helena Valsecchi, Joana Maria Sousa, Margarida Prieto (Ema M.), Maria Matias, Rui Anastácio e de Thierry Ferreira. As obras estarão distribuídas pelos corredores do Galeão, transformando o espaço de passagem num percurso de descoberta da criação artística contemporânea portuguesa.
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Artista caldense apresentou peça na Culturgest
Entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro foi representada a peça “Burn, Burn Burn” na Culturgest, em Lisboa. Esta foi criada pela atriz e encenadora caldense, Isabel Costa que trabalhou com Catarina Rolo Salgueiro, ambas fazendo parte do grupo teatral Os Possessos. A peça foi repetida na segunda-feira, 3 de novembro, numa sessão dedicada às escolas.
“Burn, Burn, Burn” passa-se numa biblioteca pública, onde um grupo de estranhos se reúne para participar num clube de leitura. Tudo vai bem até que o diálogo em torno do livro que estão a ler causa divergência de opiniões entre os participantes e, rapidamente, vai transformar-se numa discussão acesa.
A ficção que leem confunde-se com a realidade e, como em tantos outros momentos da história da Humanidade, os livros passam a ser considerados perigosos e são destruídos.
Esta é pois uma peça que se questiona “sobre de que forma a literatura pode lutar contra as narrativas polarizadas que assolam o mundo em que vivemos?”. E tendo como ponto de partida fenómenos recorrentes e cíclicos da história da Humanidade, este espetáculo pretende refletir sobre as manobras de distração dos extremismos para embrutecer e polarizar a sociedade.
“Burn, Burn, Burn” foi interpretado por elementos do coletivo Os Possessos, que se juntam pela primeira vez para criar um espetáculo. Inspirado em Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, aborda as temáticas da censura, da reescrita de livros e de uma sociedade inflamada e polarizada.
Nesta peça há proximidade do universo do romance distópico publicado em 1953, onde livros são proibidos e “bombeiros” queimam qualquer obra encontrada. Isabel Costa formou-se em teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha em teatro, cinema e em curadoria de artes performativas.
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Fernando Miguel com mostra de Zé Povinho em Pombal
Abre a 7 de novembro, no Museu de Arte Popular, em Pombal uma exposição comemorativa dos 150 Anos da criação da personagem satírica de crítica social Zé Povinho, composta por obras da autoria dos ceramistas caldenses, Fernando Miguel e Alberto Miguel. Estão presentes 15 peças do primeiro e uma do seu pai, dedicada à personagem criada por Rafael Bordalo Pinheiro. A exposição, encontra-se na Capela da Misericórdia, espaço que pertence àquele museu.
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Faria Artur lança novo livro na Casa da Imprensa
Será lançado, a 11 de novembro, na Casa da Imprensa, o novo livro de Faria Artur. Ação passa-se num hotel à beira da baía de S. Martinho
No próximo dia 11 de novembro, às 18h00, na Casa da Imprensa, em Lisboa decorrerá o lançamento do livro “Segredos à solta no Cais dos Amantes” de Faria Artur, jornalista e escritor que tem ligações familiares às Caldas da Rainha. A mãe é caldense e o autor possui casa em Tornada.
À Gazeta das Caldas, Faria Artur contou que a ação de ”Segredos à solta no Cais dos Amantes” decorrerá a partir de um hotel de charme situado em frente à baía de S. Martinho do Porto. O autor garante ainda que parte da ação tem lugar na Região Oeste, assegurando que as suas personagens vão viver momentos não só nas Caldas, mas também em Alfeizerão.
Com raízes no Oeste, há no entanto, personagens que integram o enredo de “Segredos à solta no Cais dos Amantes” que também vão passar por outras cidades como Barcelona, Roma e Milão.
Este romance passa-se no tempo do governo de José Sócrates nos anos 2000 mas terá também incursões nos chamados “anos brasa” onde é contado “como era o ambiente nos jornais naquela época e como haverá entrechoque entre personagens por causa da Guerra Colonial”, contou o autor. Faria Artur ainda levantou um pouco do véu sobre este novo romance acrescentando que “envolverá também modistas que faziam peças da roupa para as refugiadas judias que estiveram nas Caldas”.
Não faltam pois motivos de interesse para conhecer este novo livro, que tem chancela da âncora Editora, e que conta como era a sociedade portuguesa há alguns anos. Do enredo ainda fazem parte“boas almoçaradas em conhecidos restaurantes do concelho caldense e também idas ao centenário Pão de Ló de Alfeizerão.
Arquiteto e jornalista na apresentação
A apresentação deste novo livro terá lugar na Casa da Imprensa “onde a proposta para a apresentação foi bem acolhida”.“Segredos à solta no Cais dos Amantes” será apresentada pelo jornalista veterano José António Santos, que falará sobre o ambiente que se vivia nos jornais nos chamados anos quentes. Por sua vez, o arquiteto Manuel Seleiro que esteve na Guerra Colonial com Faria Artur, poderá também testemunhar sobre esse período da história contemporânea lusa.
Faria Artur, autor com ligações às Caldas, foi redator, grande-repórter e editor do Diário de Notícias e do seu CV fazem parte obras como “Perdidos num Verão Quente”, com acção passada em 1974/1975 e também, “Amor, Ioga e Net ou a crónica do Senhor Alferes” (2018) e “Por entre os trilhos da Memória (2021). Nos anos 90, o jornalista foi distinguido com o prémio “Reportagem na Europa” pelos gabinetes em Portugal do Parlamento Europeu e da Comissão da União Europeia.
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Dias do Jazz estão de regresso ao CCC
Concertos de jazz para vários gostos durante o fim de semana. São as últimas atuações deste festival
Amanhã, 7 de novembro, pelas 21h30, no CCC, atuará o Sexteto de Jazz de Lisboa (SJL), grupo que nasceu em 1984, com uma formação inicial de que faziam parte Tomás Pimentel, Mário Laginha, Edgar Caramelo, Carlos Martins, David Gausden e Carlos Vieira, afirmando-se como um dos mais notáveis grupos de jazz portugueses e precursor na cena jazzística nacional.
Ao longo dos anos, sofreu algumas transformações, mas sempre com grandes nomes do jazz nacional.
Por onde têm passado, apresentam-se com uma sonoridade contemporânea que tem encontrado uma boa receção por parte da crítica e os tem levado a alguns dos mais importantes festivais e palcos nacionais. Atuarão nas Caldas os músicos Mário Laginha (piano), Mário Barreiros (bateria), Tomás Pimentel (trompete), Edgar Caramelo (saxofone), Ricardo Toscano (saxofone) e Francisco Brito (contrabaixo).
No sábado, dia 8 de novembro, pelas 21h30, será a vez de atuar a pianista e cantora americana Dena DeRose que já atuou em algumas das mais prestigiadas salas de espetáculo do mundo, desde a The Blue Note em Nova Iorque à Swing Hall no Japão. Esta artista, que já partilhou o palco com estrelas mundiais do Jazz como Clark Terry, Ray Brown, Ingrid Jensen, Marian McPartland, Benny Golson, Scott Hamilton, é autora de 12 álbuns de originais aclamados pela crítica. Dena DeRose é considerada uma das melhores pianistas de jazz do mundo da sua geração e a qualidade dos seus trabalhos musicais já lhe permitiram que fosse candidata a Grammy’s.
Além de ser uma consagrada pianista e interprete, ainda leciona workshops de piano nalgumas das mais prestigiosas universidades do mundo. A pianista e cantora atuará acompanhada por Darryl Hall (baixo) e por Mourad Benhammou (bateria).
Ainda no sábado, às 23h00, no café-concerto, haverá uma jam session. Será pois uma oportunidade única para músicos de todos os níveis e estilos se encontrarem, trocarem experiências e criarem música juntos, num ambiente descontraído e colaborativo. Neste sentido, o Conservatório das Caldas dinamizará este momento, não apenas para os seus professores e alunos, mas também para a comunidade local e para músicos visitantes que desejem participar nesta experiência.
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Rainha D. Leonor inspirou artesãos a criar peças orginais
A rainha fundadora das Caldas deu o mote à mostra da Associação de Artesãos que se encontra no Hospital Termal até 17 de novembro
A mostra “A Rainha pelas Mãos dos Artesãos” teve uma inauguração bem participada no sábado, 1 de novembro, na sala dr. Mário Gonçalves, no Hospital Termal.
A mostra reúne as propostas inspiradas em D. Leonor feitas por 15 artesãos locais. As propostas originais foram feitas em pintura, escultura, ourivesaria, pirogravura, cerâmica, trabalho em tecido, bordados e decoração de cabaças, apostando numa grande diversidade de técnicas e expressões artísticas.
Organizada pela Associação de Artesãos das Caldas, a mostra integra as comemorações dos Cinco Séculos de Legado da Rainha D. Leonor que só terminará a 15 de novembro com missa, nova conferência, desta vez do historiador Vítor Serrão, e com mais uma ceia quinhentista.
“Os artesãos inspiraram-se na Rainha, que de facto pelo que fez é inspiradora e depois cada artesão criou a sua peça”, disse Jorge Lindinho, o atual presidente da Associação.
Joana Bravo é uma das artesãs que está a participar na exposição e é também da atual direção da associação.
A autora – que fez uma rainha contemporânea usando cabaças e pasta de cerâmica fria -, fez uma visita guiada à Gazeta das Caldas mostrando por exemplo a coroa de cerâmica, uma proposta de Cristina Capinha, autora que tirou o curso de Cerâmica Criativa no Cencal e que apresentou uma coroa especial, profusamente decorada.
Teresa de Vasconcelos é uma artesã que usa tecelagem de Almalaguês (Coimbra) e, no meio dos fios, usa materiais recicláveis. Inspirou-se nas cores do brasão das Caldas para completar a sua peça, uma mala produzida com recurso a uma técnica tradicional.
Além de várias interpretações da própria rainha e várias coroas, feitas em renda ou em macramé, há propostas em cerâmica como é o caso da peça de Sónia Melo que designou a sua proposta em grés – como lastra moldada e com detalhe em macramé – “Era uma vez um lugar….que pela mão de Leonor se tornou uma povoação”.
Por seu lado, Cristina Nuno criou uma interessante peça de ourivesaria em volta de um dos símbolos de D. Leonor, o camaroeiro. Há dois trabalhos de bordados das Caldas de Ana Pereira e uma proposta de cerâmica de Jorge Lindinho, numa interpretação mais abstrata e uma outra de Vítor Lopes. Este último representou a lenda da Rainha que viu nas Caldas populares a banhar-se nas curativas águas termais caldenses.
Odorico Eloy é um artesão brasileiro que se dedica à pirogravura e que reproduziu o retrato da rainha, num trabalho sobre madeira. A moldava Natália Diaconu que vive nas Caldas desde 2004, fez um colar e brincos onde usou pérolas, cristais e missangas e que designou “Século XV”.
Para o presidente da Câmara, Vítor Marques, este é mais um contributo para os 500 anos do legado da Rainha “e que ainda hoje fazem parte do património das Caldas”. Salientou o trabalho da Associação de Artesãos e sublinhou o facto da mostra se apresentar na sala que foi batizada com o nome de dr. Mário Gonçalves, cidadão caldense e médico que “muito fez pelo hospital e pela comunidade”. Para o presidente da Junta, Pedro Brás “estão aqui trabalhos maravilhosos que ainda mereciam mais destaque!”. Pedro Brás é muito ligado a este grupo que presidiu antes de se tornar autarca.
“A Rainha pelas Mãos dos Artesãos” está patente até 17 de novembro. A 22 de novembro, a Associação de Artesãos fará o seu Mercado de Natal, na Capela de São Sebastião. Nesta iniciativa vão estar representados vários autores. O Mercado de Natal da Associação de Artesãos funcionará até 23 de dezembro.
Bordados são uma das 15 propostas patentes na sala dr. Mário Gonçalves -
Grupos de dança de todo o país vieram ao CCC celebrar os 27 anos do Super Flash
Cinco grupos de dança integraram o festival do Super Flash, grupo que está a assinalar o seu 27º aniversário
Foi com o grande auditório do CCC repleto de gente que decorreu o 21º Festival de Grupos de Dança organizado pelo Super Flash, grupo de dança, integrado no Arneirense e que está a assinalar o seu 27º aniversário. O grupo anfitrião convidou mais quatro coletivos para a festa. Participaram Academia MoveDance de Soure, Óbidos Dance, as Sevilhanas Rocieras de Alcochete e The Season Flowers de Coimbra.
Um dos momentos do grupo anfitrião ainda ganhou mais cor pois contou com um convidado especial: o jovem pianista do Conservatório de Música das Caldas, Henrique Mendes que atuou ao vivo num dos momentos de dança do grupo anfitrião, que inclui os Super Flash e o grupo dos mais novos, A Magia de Mary.
Houve momentos para todos os gostos, desde o teatro musical, dança contemporânea, sevilhanas e até danças de salão.
Durante o espetáculo, a rádio 91 FM apostou no livestream do festival, podendo assim transmiti-lo para todo o mundo, através da internet. A captação de imagens e gravação também foi feita por alunos do curso de audiovisuais da Bordalo Pinheiro.
Atrás das cortinas do espetáculo, “há todo um staff, de 14 pessoas, que trabalha para que tudo corra bem, tirando e pondo cenários e adereços. É como se fossem bailarinos em palco no que diz respeito às mudanças necessárias na cenografia”, disse Sónia Luís, a mentora dos grupos Super Flash e Magia de Mary. Ao todo são agora 33 elementos, sendo que os mais novos têm idades entre os cinco e os 14 anos. Nos mais velhos, que são sete, os elementos têm idades entre os 12 e os 25 anos. Neste espetáculo interpretaram momentos de espetáculos como a Bela e o Monstro, Fantasma da Ópera, Live in América ou ainda do filme The Greatest Showman. Sónia Luís contou à Gazeta das Caldas que as audições continuam abertas para os dois grupos e quem tiver alguma experiência em dança e gostar de teatro musical poderá candidatar-se a este grupo que já tem percurso e que está a caminho dos seus 30 anos.
Os candidatos terão que ter no mínimo 12 anos e estar disponíveis para fazer compromissos e ter disponibilidade para os compromissos do grupo.
“Temos investido bastante nos figurinos e cenários que vão passando de geração em geração”, disse a responsável e encenadora do grupo que tem o trabalho meritório de ter consolidado o percurso dos Super Flash. Lembra que o grupo exige responsabilidade e foco aos seus elementos que têm que gostar de interpretar e de dançar. E é no palco que acabam por ganhar confiança para o seu futuro. “Temos alguns elementos que seguiram dança ou áreas congéneres”, disse a líder dos grupos comentando que há elementos que hoje são professores de dança e também de ginástica, ou uma outra jovem que seguiu Teatro.
Durante a festa foram feitas homenagens a atuais e antigos dirigentes do Arneirense. Anabela Patacho, a atual presidente sublinhou a dedicação de Sónia Luís aos grupos de dança, e são pessoas como a encenadora “que permitem que se continue o trabalho associativo”.
O presidente da Câmara, Vítor Marques também destacou o trabalho dos grupos de dança e “é fantástico como têm evoluído!”. Aproveitou também a ocasião para salientar o trabalho feito ao longo dos anos pelo Arneirense. Foi também homenageado Carlos Gaspar, mecenas local ligado à Cultura que tem dado apoio ao grupo Super Flash. Através da 91 FM, foram recebendo mensagens de pessoas que estavam a assistir ao festival através das redes sociais a partir dos E.U.A., da Alemanha ou de França. As palmas foram sempre muitas num espetáculo, apresentado por João Carlos Costa com vários agradecimentos a todos os que contribuíram para esta grande festa local, dedicada à dança e que atraiu gente de todo o país. No final, houve jantar-convívio no Arneirense.
Um dos momentos, apresentado pelo grupo anfitrião Houve momentos de dança para todos os gostos -
Grupo de Cantares do Orfeão Caldense apresentou-se no sábado no E. Leclerc
O grupo renovado marcou o início das atuações na festa de aniversário do hipermercado da cidade. Dedicam-se à música tradicional
O Grupo de Cantares do Orfeão Caldense retomou a atividade no passado sábado, 25 de outubro, tendo atuado, durante a manhã, no supermercado E. Leclerc.
O dia era de festa e de celebração como tal, o grupo atuou no estabelecimento comercial que assinalou naquele dia o seu 32º aniversário.
O grupo voltou, agora renovado e com novos elementos e está sob a coordenação da maestrina Ruth Horta, que durante 17 anos esteve à frente do grupo coral principal do Orfeão Caldense.
O Grupo de Cantares tem agora novos elementos, muitos trazidos pelos anteriores coralistas. “Ao todo já somos vinte elementos”, disse Ruth Horta, acrescentando que foi aproveitado algum do repertório anterior e das canções tradicionais e populares da música portuguesa.
Além dos cantores, a maestrina acompanha o grupo com o seu acordeão e têm ainda dois elementos que tocam e acompanham o grupo à guitarra. Serão também em breve acompanhados por uma senhora deste coletivo que também toca flauta transversal.
O grupo cantou cerca de meia hora junto ao piano do E- Leclerc, na entrada do estabelecimento e depois ainda atuaram por várias zonas do hipermercado.
“Cantámos junto à padaria, das frutas e da roupa e dando uma volta pelos corredores, surpreendendo os clientes”, disse a maestrina, satisfeita com esta primeira participação do grupo. Apesar da maioria ter mais de 70 anos, há alguns mais novos que aderiram a esta proposta musical, mais relacionada que traz sangue novo ao grupo. Entre outros, o Grupo de Cantares entoou temas como a Larica Verde, Alecrim, Saia Velhinha, Rama oh que linda Rama e o Olaré Sissi.
“No geral, cantamos a uma só voz”, contou a responsável explicando que os ensaios deste grupo decorrem às segundas-feiras, entre as 20h30 e as 21h30 nas instalações da Universidade Sénior. “Continuamos a aceitar inscrições. Quem quiser, pode vir experimentar!”, disse. Quer o Grupo de Cantares quer o coro do Orfeão Caldense passaram por um processo de renovação dado que a maioria dos coralistas já ultrapassava os 75 anos.
Agora há de novo condições para reiniciar o trabalho. “Estamos prontos para responder a convites para atuações, sobretudo se estes vierem dos lares, onde iremos com todo o gosto. Também iremos a quem quiser ouvir música tradicional portuguesa”, rematou a maestrina.
O Orfeão Caldense neste momento já ultrapassa as duas dezenas de coralistas e os seus elementos têm idades entre os 40 e os 60 anos.
A apresentação do grupo ao público está prevista para a altura do Natal.
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Cruzamento de artes no Fronteiras em Alcobaça
Novembro trará música de câmara, jazz, poesia e criação contemporânea ao ciclo Fronteiras
Prossegue em Alcobaça o Festival Cistermúsica Fronteiras com a atuação, a 2 de novembro, pelas 18h00, na sala dos Monges, no Mosteiro de Alcobaça, do Kodu Percussion Group, vencedor do Prémio Jovens Músicos 2025, que apresenta um programa dedicado à criação contemporânea, com obras de Vasco Mendonça, Luís Tinoco, François Tashdjian e Pedro Lima.
Este trio surgiu em 2021 impulsionado pela disciplina de Música de Câmara na Escola Superior de Artes Aplicadas (Castelo Branco) e, desde então, está comprometido e dedicado à arte de fazer música através da percussão, explorando diferentes timbres, ideias e sonoridades nos mais variados instrumentos da família.
O grupo traz novas visões e ideias sobre a música para percussão e convida o público a sentir a música com o corpo inteiro.
Ainda na primeira quinzena, a 8 de novembro, o Museu do Vinho de Alcobaça, pelas 18h00, recebe o Quinteto Art’Ventus e Alberto Roque, com um Tributo ao “Sextuor à vent de Dijon” e ao seu membro fundador, o saxofonista Jean-Marie Londeix, num concerto que celebra a expressividade e a técnica da música de câmara para sopros.
Cinco músicos da nova geração de intérpretes, solistas em diferentes orquestras e que encontram neste quinteto de sopros uma forma de expressão camerística, juntam-se ao saxofonista e maestro leiriense Alberto Roque para prestar homenagem a Jean-Marie Londeix (1932–2024), figura incontornável do saxofone, que fica na história pela criação de novos repertórios para saxofone e diversas formações.
O Quinteto Art’Ventus foi considerado pela crítica internacional como um “agrupamento jovem e brilhante” de “referência internacional”, a propósito do seu disco de estreia, Swiss Treasures, distinguido com a Gold Star nos prémios Music and Star Awards 2023.
O programa que o grupo traz ao Cistermúsica combina tradição e descoberta e, entre as obras de Marc Eychenne e György Ligeti, destaca-se a estreia em Portugal de uma obra do compositor canadiano Gary Kulesha (1954–).
A 22 de novembro, o Armazém das Artes acolhe o espetáculo Sinédoque, criado por João Vasco e Ivo Canelas, um projeto inspirado na figura de estilo que exprime “a parte pelo todo”, e que junta o piano à poesia de autores portugueses como Alexandre O’Neill, Ruy Belo e Margarida Vale de Gato, numa experiência sensorial. A 29 de novembro no Cine-Teatro de Alcobaça recebe Impermanência(s), o mais recente projeto da Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal. Promovida pela ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, o festival conta com o apoio DGArtes, do Município de Alcobaça e Mosteiro de Alcobaça.
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Panorama recebe Maratona de bandas da Antena 3
No próximo sábado, dia 1 de novembro, a partir das 14h30, o espaço multiusos de Alcobaça, Panorama, vai acolher a maratona de bandas da Antena 3. A iniciativa – da qual farão parte 12 concertos – durará 12h00 seguidas – e que tem como mote destacar a música portuguesa. Segundo nota sobre o evento, esta última “merece espaço, respeito e reconhecimento”. A Maratona ”é um murro na mesa, uma luta pela sobrevivência da criação artística fora dos formatos convencionais, uma corrida onde ganha a música portuguesa”.
Dois palcos, colocados frente a frente, garantirão que não exista silêncio entre concertos, proporcionando uma experiência única para artistas e público. A Antena 3, junta-se a esta celebração com uma emissão em direto a partir do Panorama, ampliando ainda mais o alcance desta maratona.
Este projeto nasce da vontade de desafiar bandas e artistas nacionais emergentes, dando-lhes palco, aproximando-os de novos públicos e trazendo-os a um espaço descentralizado que se estreia com uma maratona de 12 concertos em 12 horas.
A edição de estreia da Maratona conta com um cartaz totalmente português, que junta nomes consagrados e novas vozes que estão a marcar a cena nacional. Atuarão X-Wife, Surma, Linda Martini, Them Flying Monkeys, Valter Lobo, Plastic People, Lisa Sereno, Himalion, Cat Soup, Yakuza, Evaya e Caparro.
Esta é uma iniciativa da ABA – Banda de Alcobaça, Associação de Artes e o bilhete custa 25 euros.
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Soprano caldense venceu concurso de ópera em Sevilha
Rita Marques sagrou-se vencedora num concurso de ópera que decorreu no fim de semana em Sevilha
A soprano Rita Marques venceu o 1.º Prémio Sevilla Ciudad de la Ópera este fim de semana durante a 21.ª edição do concurso Certamen Nuevas Voces Ciudad de Sevilha.
Ao concurso terão concorrido cerca de meia centena de artistas.
A caldense destacou-se entre os oito finalistas que competiram neste sábado, 25 de outubro, tendo demonstrado grande versatilidade com suas interpretações de ópera e de zarzuela.
Além do prémio, de 3.000 euros e de um contrato no Espacio Turina na próxima temporada, Rita Marques ainda foi distinguida com o Prémio Especial do Público, o Prémio Especial do Círculo de Agricultores e Proprietários de Terras e ainda recebeu um convite para se apresentar em breve num recital na Associação Wagneriana de Madrid.
Este é um concurso internacional de talentos líricos que é patrocinado pela Associação de Amigos da Ópera de Sevilha e pelo Teatro Maestranza.
A caldense estava feliz por mais um conquista, a segunda que este ano obteve em competições operáticas na vizinha Espanha.
“Fui à final com uma romanza- zarzuela, que é um risco já que é uma espécie de hino para eles…”, disse a soprano à Gazeta das Caldas. Rita Marques foi a única portuguesa entre os finalistas e que acabou por se sagrar a grande vencedora deste Certamen Nuevas Voces Ciudad de Sevilha. A notícia sobre a realização deste concurso foi motivo de notícia na imprensa espanhola também em revistas espanholas e internacionais, que se dedicam ao mundo operático.
Segunda distinção em Espanha
Rita Marques este ano já foi distinguida com o primeiro prémio num outro concurso de ópera, em maio passado, e que teve lugar em Madrid. Em Sevilha, “diverti-me imenso a cantar o tema, a sala estava com ótimo ambiente”, recordou a soprano.No final da sua apresentação “a casa veio abaixo com os aplausos!. Eles gostaram muito, tanto que recebi também o Prémio do Público”, referiu a cantora caldense que segue na senda de conquistar palcos internacionais.
Em segundo lugar neste concurso classificou-se a soprano espanhola Patricia Rijnhout e em terceiro, a mezzo soprano colombiana, Paola Leguizamón.
A cantora caldense Rita Marques é uma voz assídua nas produções do Teatro São Carlos.
Nos dias 2 e 4 de outubro, a soprano caldense deu vida a Nella, uma das personagens da peça Gianni Schicchi, peça que faz parte de uma triologia operática de Giacomo Puccini, numa co-produção que uniu o S. Carlos e o CCB, onde a peça foi apresentada.
Do percurso da cantora faz parte uma estadia no Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, em Valência. Em 2018, chegou à fase final do Operalia – The World‘s Opera Competition e, em 2021, foi laureada na 1.ª edição do Concorso Internazionale per voci liriche “Vincenzo Bellini“, em Itália.
A caldense apresentou o seu primeiro álbum “Belcanto” em 2024, que estreou em Lisboa e que também foi apresentado no CCC. “Estou a planear eventos para o Natal para dar a conhecer melhor este trabalho”, referiu Rita Marques que reuniu temas de compositores do romantiscomo de Bellini, Donizetti, Rossini e de Verdi.
Ainda incluiu temas dos compositores lusos Francisco Santos Pinto, de Julio Neuparth e de Emílio Lami.
Conquista fez da caldense notícia em publicações da especialidade -
Vasco Trancoso lançou novo livro “88” no CCC
Fotógrafo apresentou novo livro e pediu à Câmara das Caldas mais atenção à fotografia contemporânea, a arte mais importante do século XXI
O pequeno auditório do CCC esteve muito composto para receber o lançamento do livro, “88” de Vasco Trancoso, o segundo que este autor, dedica à fotografia de rua.
Foi entre familiares e amigos que o médico fez a apresentação, no domingo, 26 de outubro, na companhia do fotógrafo Valter Vinagre, da blogger e fotógrafa Helena da Bernarda e da vereadora da Cultura, Conceição Henriques. A sessão contou com a exibição de um pequeno filme, coordenado por Helena da Bernarda, onde se juntaram vários autores e onde todos deram a sua opinião acerca deste livro do fotógrafo. Personalidades nacionais e internacionais deixaram elogios e comentários ao trabalho de Vasco Trancoso, autor que se destaca na chamada fotografia de rua e que tem obtido reconhecimento nacional e internacional pelo seu trabalho. Cada pessoa justificou também a escolha de uma das fotos de “88”.
Valter Vinagre relembrou há quanto tempo conhecia Vasco Trancoso e ainda recordou memórias ligadas a trabalhos fotográficos feitos no Hospital Termal ou quando ambos fotografaram os Encontros Internacionais de Arte que decorreram em 1977 nas Caldas.
Já o autor, no final, abordou o facto das entidades estatais não tratarem a Cultura como deviam. Toda a gente fotografa “mas nem toda a gente é fotógrafa”, referiu o autor que afirmou que mais de 90% das imagens partilhadas nas redes sociais “é lixo fotográfico”.
Vasco Trancoso referiu que “88” contou com o apoio à edição por parte da autarquia e agradeceu a Vítor Marques por este apoio que viabilizou a edição da obra.Na sua opinião, Caldas da Rainha que é considerada cidade das artes, precisa de investir mais na fotografia, pois a arte com maior impacto no século XXI “é a fotografia, não é a cerâmica nem a pintura”, disse o autor. Em seguida deixou a sugestão de se criar num dos muito museus caldenses um departamento de fotografia que permita “dinamizar, ver e preservar a fotografia de autores contemporâneos”.
Para o autor, se a designada Cidade das Artes se pretende atualizar “então terá que o fazer a partir da fotografia”. Sugeriu também que fossem criados eventos como photo walks, conferências, sessões didáticas, venda de foto-livros e, desta forma, “juntar um acervo importante desta área”. E ainda acrescentou que “há pessoas que se dedicam à fotografia que estão ligadas às Caldas e que poderão dar contributos para este projeto”.
Também criticou as editoras portuguesas que não editam livros de fotografia de autores portugueses pois estes “não se vendem”. Para o fotógrafo, estes últimos não se vendem “porque não se editam e não se publicam, sendo por isso um ciclo vicioso “que só contribui para a iliteracia em relação à cultura fotográfica”.
Um fotógrafo só evolui na sua voz quanto mais livros de fotografia de autor puder consultar. “Sem isso não consegue evoluir”, disse.
Continuar a colecionar beleza
Vasco Trancoso disse ainda que se interessa pela fotografia enquanto arte e que continuará “a colecionar beleza que tento descobrir nos milagres de luz do dia a dia”. O autor recordou a sua passagem do preto e branco, altura em que realizou trabalhos com Valter Vinagre sobre o Hospital Termal e contou na sessão que, a partir de 2016, sem nada programado, começou a andar nas ruas “e a minha posição começou a estar formatada para captar a cor”.Ficou grato a Helena da Bernarda pois não estava nada à espera daquela reunião de testemunhos de personalidades como de cidadãos que foram interpelados a comentar as fotos que mais gostaram de “88”.
Partilhou também que, por norma, fotografa sozinho, mas numa das últimas idas para fotografar em Lisboa, Helena da Bernarda o acompanhou. E esta última partilhou que se sentiu transparente pois o autor “estava muito focado em apanhar todos os ângulos das imagens”.
Trancoso disse ainda que tem em comum com Valter Vinagre o facto de vir de longe e de viverem “as Caldas com paixão”. Antes de ter vindo em definitivo em 1983, vinha com amigos para fotografar nos idos anos 70 do século passado. E contou que tem sido com agrado que assistiu ao percurso do seu amigo, Valter Vinagre “que é hoje uma das vozes mais importantes da fotografia contemporânea em Portugal”, rematou.
A vereadora da Cultura, Conceição Henriques referiu-se ao autor como “um insigne caldense que se preocupa, reflete, replica este território. Também afirmou que tomou nota das sugestões que Vasco Trancoso deixou no que diz respeito à fotografia.
Pequeno auditório esteve composto para assistir ao lançamento de “88” No fim da sessão não faltaram pedidos de autógrafo ao autor -
Momentos de pura emoção e de partilha
Músicos e contadores de histórias partilharam momentos especiais com os seniores
Sandra Custódio é vogal da Direção da SFA, integra a própria banda (toca clarinete) e é contadora de histórias. Foi a responsável por ter sugerido este projeto à SFA. É licenciada em Finanças, mas adora contar histórias aos outros.
À Gazeta das Caldas contou que sempre gostou de histórias e sobretudo reconhece a importância desta iniciativa “que deu espaço a pessoas que precisam que alguém as ouça”.
Adora estórias e ouvir experiências de vida e por isso gostou de ter ido, acompanhada por músicos, contar histórias à casas dos idosos como ao lar e ao centro de dia.
Mais difícil foi ter ido atuar ao quarto dos idosos, pois alguns já precisam de suportes para respirar ou comer. Por outro lado “foi incrível poder dar-lhes alguns momentos de alegria. Foi mesmo muito bom!”.A mentora deste projeto gostava que este projeto “inspirasse outras pessoas e que levasse esta alegria aos mais velhos, tornando o mundo melhor”.
Sandra Custódio sublinhou que de facto se viveram momentos especiais pois a música “dá cor, movimento e intensidade às histórias”. Foi isso que aconteceu com a parceria que Sandra Custódio estabeleceu com Pedro Santos, ex-maestro e atual professor da Sociedade Filarmónica de Alvorninha e músico (tubista). “Vivemos uma tarde fantástica!”, contou o músico, que confessou que inicialmente ficou um pouco apreensivo quando foi convidado para fazer parte de “Avós que escutam”.
Na verdade tudo correu muito bem em volta e a história Pedrinhas, narrativa que une avô e neto, numa praia, fez um grande sucesso.
O músico – que até teve o cuidado de apostar no guarda-roupa para dar mais veracidade à personagem do avô – conseguiu dar mais intensidade à história com a sua tuba. E, como na história há um momento de dança, Pedro Santos, incarnou o avô e toca de dar uns passinhos, sem deixar de tocar a tuba.
Pedro Santos salientou a reação de quem ouviu a história, não só dos idosos, como a de funcionários que também escutaram a história daquele avô, que a certa altura tem que sair da sua casa e ir viver para outro lugar…
Para os dois participantes, “faria todo o sentido que o projeto continuasse e até que se expandisse”. Foram vários os contadores de histórias e músicos, que leccionam na banda da SFA, o que prova que a cultura – a música e as histórias – também podem ter um papel terapêutico, ajudando e proporcionando bem estar aos idosos sobretudo àqueles a quem ainda é possível continuar a aprender e a conhecer outras experiências.
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Banda de Alvorninha está a levar música e histórias aos idosos da sua freguesia
Idosos de Alvorninha foram surpreendidos por músicos e contadores de histórias que lhes batem à porta e atuam nas suas casas, no lar e centro de dia. O projeto da banda local, que terminou a 24 de outubro, foi um sucesso e os intervenientes gostariam que este continuasse e que fosse replicado noutras localidades. Seniores adoraram o “Avós que escutam”
“Avós que escutam” é uma iniciativa que oferece momentos musicais e de histórias à população que se encontra no Lar, em Centro de Dia ou a usufruir de Apoio Domiciliário na freguesia de Alvorninha.
Promovida pela Sociedade Filarmónica de Alvorninha (SFA), esta atividade, que terminou na passada sexta-feira, 24 de outubro, foi tão bem sucedida que quem dela fez parte, gostaria de lhe dar continuidade.
“A ideia foi proporcionar-lhes momentos especiais e o retorno foi sempre muito emotivo”, disse Catarina Correia, a presidente da direção da SFA que fez uma parceria com a Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha, entidade que neste momento já presta apoio a 110 idosos desta freguesia caldense. “Selecionamos os utentes que ainda conseguem usufruir deste projeto”, disse Susana Costa, a diretora técnica daquela instituição.
Logo na primeira sessão, em agosto, a primeira utente a receber músico e contador de história foi Beatriz do Rosário, uma utente com 100 anos, viúva, que vive com a filha no lugar dos Chãos.
“É a nossa utente mais velha, está muito lúcida e foi fantástico ver o brilho no seu olhar!”, contou Susana Costa que ainda acrescentou que a Banda de Alvorninha é uma referência entre os idosos e, como tal, a oportunidade de poder ouvir música na sua casa “foi extraordinário!”. O segundo utente foi Joaquim de Jesus, de 94 anos, que foi sócio da Banda e, como tal, além de ter sido importante voltar a ouvir música, o senhor queixou-se de que tinha deixado de pagar as quotas pois “já não vêm os cobradores a casa das pessoas!”.
“Foi mesmo incrível a alegria que os seniores nos transmitiram, após ouvirem a música e as histórias”, disse Susana Costa. Na primeira sessão ainda foi visitada Idalina da Conceição, de 94 anos, viúva, e que vive sozinha no lugar dos Maios.
“Conseguimos ir a nove lugares e muitos dos participantes no projeto- músicos e contadores – também ficaram a conhecer melhor esta freguesia”.
Dos 34 utentes que apoiam nas suas casas, 14 usufruíram desta iniciativa, abrindo as portas à cultura. O projeto ainda incluiu sessões de grupo que decorreram no lar e que chegaram a 23 utentes.
“Todos os 22 utentes do Centro de Dia também usufruíram da música e das histórias”, disse Susana Costa que vê vantagens na continuação deste projeto. “Há sobretudo mais valias em termos cognitivos”, disse a diretora técnica que sublinhou que estas iniciativas também combatem o isolamento pois há muitos utentes “que vivem sozinhos”. E muitos sentiram-se especiais quando perceberam que houve todo um espetáculo, de momentos musicais e de histórias, pensado para um espectador só, e apresentado nas suas casas.
Catarina Correia, a presidente da direção da Sociedade Filarmónica de Alvorninha (SFA) não esquece o carinho com que alguns prepararam um lanchinho para receber os convidados e outros até tinham uma lembrança para oferecer no final aos músicos e aos contadores.As duas responsáveis gostariam que esta iniciativa cultural pudesse expandir-se para outros lugares e chegar a muito mais idosos.
“Esta foi uma boa experiência para todos os que participaram”, disse a diretora da SFA acrescentando que alguns professores de música “chegaram mesmo a emocionar-se”.
Maria da Encarnação, 94 anos, viúva, vive sozinha no lugar dos Casais Carvalhos, Ermelinda Marques, 85 anos, viúva vive sozinha no lugar do Zambujal e Jacinto Rodrigues, 88 anos, viúvo, que vive sozinho no lugar de Vila Nova, ouviram o contador de histórias Bruno Batista e os sons do fagote de Sandra Pinto, numa experiência repleta de partilha, e de emoção.
A primeira queria contar a sua história e o contador conseguiu entrelaçar, dando espaço também a quem escutava e queria partilhar as suas vivências.
Já em outubro realizou-se a terceira sessão com a contadora de histórias Ana Luísa Faro e o percussionista Marco Barbosa, numa experiência de grande partilha que chegou a Mário Freire, 75 anos, utente que não tem família e foi colocado na instituição pela segurança social. Quem também gostou foi Emídio Tavares, 87 anos, viúvo, que residia na Laranjeira e Maria Rosaria Carlos, 91 anos, viúva, que não tem filhos e que residia em Chãos.
Decorreu na passada sexta-feira, 24 de outubro, a última sessão desta iniciativa e foram cinco os utentes a usufruir do projeto com a contadora de histórias Inês Fouto e com o professor de clarinete, Ruben Leiria.
A diretora técnica, Susana Costa, crê que este tipo de projetos poderá “poupar muito dinheiro ao Estado no que diz respeito à melhoria da saúde mental e até na diminuição da ansiedade”.
Na sua opinião, a música e as histórias ajudam a recuperar memórias e a despertar emoções. “Seria uma forma de poupar muito dinheiro em medicação”, referiu a responsável.
Multiplicam-se as estórias e das boas reações dos utentes, uns porque se emocionaram, outros porque cantaram ou ainda partilharam as suas memórias no decorrer das sessões.
Neste “Avós que Escutam” a SFA apostou na intergeracionalidade pois também participaram alunos da Escola Básica de Alvorninha.“Tivemos dois grupos de alunos que vieram contar histórias ao Centro de Dia e outro grupo ao lar com o professor de saxofone”, contou Catarina Correia.
“Avós que escutam” foi financiado pela CCDR Lisboa e Vale do Tejo ao abrigo do programa LVT+ Cultura e, para continuar, teria que ter suporte financeiro de entidades, como a autarquia caldense ou de outras ligadas ao poder local, que estivessem interessadas em proporcionar bons momentos, de cultura e de bem-estar aos mais idosos do concelho caldense.
As histórias aliaram-se à música em “Avós que escutam” Alguns dos responsáveis Houve espaço para marionetas…. ….E para levar outros sons aos idosos -
Pianista Gerardo Rodrigues voltou a atuar cinco anos depois nas Caldas
Pianista regressou para atuar na Caldas, no auditório dos Pimpões, num concerto intimista que contou com vários convidados
Quem assisitiu ao concerto de Gerardo Rodrigues no serão de sábado, 18 de outubro, ficou a conhecer alguns dos novos temas do novo álbum “Gerardo Rodrigues – Remixed” que só será lançadono primeiro semestre de 2026.
O primeiro single deste quarto trabalho é “Contrast Remixed” e foi apresentado no concerto das Caldas, apesar de só sair oficialmente amanhã, sexta-feira dia 24 de outubro.
Segundo explicou, o novo álbum será composto por remixes de temas dos seus três discos anteriores, isto é, apresenta versões eletrónicas, com sonoridades pop, rock e techno, agora misturadas com os temas neoclássicos deste pianista.
“Foi incrível! Depois dos temas mais habituais, obtive uma ótima reação aos temas com as novas sonoridades”, contou o músico. Esta mistura das novas tonalidades com o seu piano clássico está também a permitir-lhe experimentar adicionar mais energia à sua música e a fazer chegar as suas composições originais a novos públicos, assim como lhe permite atuar noutros locais, fora dos habituais auditórios, mais adequados às suas sonoridades do piano solo.
“Posso agora tocar noutros locais como espaços ao ar livre, na rua e também em festivais”, contou o artista. Este ainda deu a conhecer que que nesta atuação nos Pimpões assinalou os cinco anos da última atuação do músico nas Caldas, no CCC.
Com o pianista atuaram também Sofia Miradouro (Soprano), Beatriz Morais (Violino), Adriana Gonçalves (Violoncelo), Amândio Filipe (Percussão).
E as Caldas da Rainha foi a primeira localidade onde o pianista atuou, assim que houve alívio nas restrições causadas pela pandemia. O artista, que é também professor, quis assinalar esta data e fê-lo no auditório da coletividade caldense. Na atuação preferiu aproximar-se do público e não quis atuar no palco. O concerto decorreu na sala perante casa quase cheia. “Foi muito bom, foi um ótimo regresso com uma atuação intimista”, contou o músico que, neste fim de semana, além das Caldas também atuou em Torres Vedras e em Beja. Na próxima sexta-feira , 24 de outubro, Gerardo Rodrigues atua no Porto. A 29 de outubro, volta a subir ao palco do centro cultural de Alcochete.
Previstas estão também durante uma semana, em finais de novembro, será também apresentado em salas de espetáculo de países do Reino Unido como na Irlanda, Inglaterra e Escócia.No próximo mês de março, Gerardo Rodrigues desloca-se ao Japão para uma série de seis concertos que servirá ainda para dar a digressão “As Coisas Simples” pelos auditorios do país e além-fronteiras e em paralelo avança também com a Tour “Remixed”, que é mais energética e que traz novas sonoridades à conquista de novos públicos.
O pianista – que soma mais de duas centenas de atuações por vários países – irá dar a conhecer um single por mês até ao lançamento do seu quarto disco.
Até final de dezembro, o pianista terá mais uma dezena de concertos em Portugal e mais quatro no estrangeiro.
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Exposição João Paulo Feliciano expõe em Leiria e com Serralves
“Subir ao Palco / Back Home”, intitula a exposição de João Paulo Feliciano, que resulta da colaboração entre a Câmara de Leiria e a Fundação de Serralves. A mostra inaugura a 25 de outubro, às 17h00, no Centro de Artes Villa Portela.Considerado um dos mais relevantes artistas da sua geração, o caldense JP Felicianoreflete sobre o regresso, a memória e o papel do artista.
A mostra – que reúne instalações, colagens e assemblagens – estará patente até 28 de fevereiro de 2026. ■










































