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Fórum agentes culturais reuniu responsáveis de vários setores

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maio, no CCC, a segunda edição do Fórum Diálogos e Comunidade: Partilhar o Centro, uma iniciativa que reuniu meia centena de agentes culturais locais que têm experiência nas mais diversas áreas artísticas desde música, de teatro, de dança, de filarmónicas e de ranchos folclóricos. Não faltaram representantes da área do teatro, da biblioteca, dos museus e grupo de apoio à Palestina.
A sessão foi moderada por Carla Cardoso (docente da ESAD.CR) e por Mário Branquinho (diretor do CCC) e teve como oradores, na primeira parte, Cristina Planas Leitão (coreógrafa, práticas participativas e Festival Materiais Diversos), Hugo Cruz Tristany Mundu (Unidigrazz, representante do Ponto Kultural e colectivo artístico das periferias e programação.).
Este foi um encontro “muito proveitoso” na troca de experiências, demonstrando uma representação diversa e alargada das práticas culturais locais, reforçando a dimensão de rede e partilha de vários grupos que trabalham nesta região.
“Pretendemos que o CCC possa congregar toda a gente e que possa contribuir para criar novos projetos para o futuro” referiu o diretor deste equipamento, interessado em continuar a estabelecer pontes entre os diferentes grupos.
Hugo Cruz é encenador, diretor do Festival Desejar e é também consultor de vários municípios no que diz respeito às políticas culturais. “Vou daqui motivado e a perceber melhor as dinâmicas culturais que existem nesta região”.
O consultor cultural, que neste momento se encontra a trabalhar com o município de Odemira, considera importante que os parceiros “possam trabalhar em rede e assim aproveitar melhor os recursos, que são sempre escassos”.
Por seu lado, Tristany Mundu (Unidigrazz e representante do Ponto Kultural e colectivo artístico das periferias e programação) deu a conhecer que se encontra a estudar na ESAD.Cr no mestrado de Artes do Som e da Imagem. Na sessão deu a conhecer o Ponto Kultural que funciona em Mem Martins, partilhando com os presentes como sobrevivem estas estruturas culturais menos formais.
O artista gostou de poder contactar com outros agentes culturais do território onde agora prossegue a sua vida académica e está interessado em “encontrar os pontos culturais comuns” entre os diferentes responsáveis de projetos culturais.
Já para Carla Cardoso, que é programadora cultural e docente da ESAD.CR, meia centena de participantes é um bom número pois “não sei se eu conseguiria unir tanta gente num evento similar em Lisboa”.
A docente que participou na organização desta segunda edição espera que no próximo ano “possam participar mais agentes culturais que trabalham nesta zona”.
Aliás quem participou tem essa missão de trazer os agentes que “faltaram” nesta reunião e deste modo poder contribuir para a constituição de uma rede de colaboradores com experiência diferenciada. Entre o que foi debatido estiveram também as questões relacionadas com os financiamentos dos projetos e com a necessidade de ter mais espaços para os agentes culturais. Muito partilhada foi a questão da necessidade de uma divulgação mais efetiva do que se vai realizando.
“É preciso atrair mais jovens”, referiu a docente, acrescentando que têm de “desafiá-los e convidá-los a pensar em conjunto a programação cultural que lhes interessa”. Seguiu-se um almoço convívio no CCC e um ensaio aberto do Coro Social do Bairro. O coletivo convidou os presentes a participar, tendo o Fórum terminado ao som de canções, entoadas em conjunto.

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