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O Valor do Exemplo: Participar para Transformar

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No próximo dia 5 de Junho assinala-se o “Dia Mundial do

Ambiente”, uma data que nos convida à reflexão sobre a responsabilidade coletiva perante o território que habitamos e os recursos que partilhamos. A consciência ambiental constrói-se através de pequenos gestos, da participação cívica e da capacidade de cada cidadão contribuir ativamente para a comunidade.
Desde cedo procurei envolver-me em iniciativas associativas, culturais e ambientais, acreditando que a cidadania se concretiza sobretudo na ação. Foi neste sentido que surgiu, em Outubro de 2020, a primeira edição do #CALDASSempreLimpa. Ainda em período de pandemia, os inscritos reuniram-se para uma ação de plogging, isto é, uma caminhada com recolha de resíduos urbanos. Neste caso, em uma hora foram recolhidos cerca de 64Kg de resíduos. Contudo, mais importante do que os números, esteve a sensibilização da população para a preservação do espaço público e para o impacto dos comportamentos individuais no ambiente colectivo. Paralelamente à recolha, os participantes deixaram mensagens temporárias escritas no espaço, com giz, promovendo uma reflexão simbólica sobre a responsabilidade e o cuidado pelo espaço comum. Ao longo dos anos, esta iniciativa foi desenvolvendo diferentes atividades, contando com a participação assídua dos SMAS.CR, cuja presença permite aproximar a comunidade do trabalho diário realizado pelos próprios.
Deste percurso nasceu, igualmente, a ÁGORA – Associação Ambiental, uma associação independente e sem fins lucrativos, da qual sou fundador. A associação procura promover a consciência ecológica e incentivar práticas sustentáveis e participativas no concelho. Convido os leitores a conhecerem o projeto através do nosso site www.agora-aa.pt e das redes sociais. Poderão, também, visitar-nos no Largo Frederico Pinto Bastos, nas Caldas da Rainha. Importa ainda louvar o trabalho de várias associações locais ligadas ao ambiente, como a LindoMar, o GEOTA, a Associação PATO, entre outras, bem como de diversos artistas que unem a arte e a consciência ambiental. Recordo, neste âmbito, uma atividade que dinamizei com a “Ativista por Natureza” – Sandra Roda, na qual os participantes eram convidados a inscrever numa lona, coletivamente, a cidade que desejam para o futuro.
O voluntariado exige disponibilidade, persistência e sentido de compromisso. Nem sempre é fácil mobilizar pessoas, mas é através desse esforço colectivo que se constroem comunidades mais conscientes e sustentáveis. Cuidar do ambiente é cuidar do futuro comum.

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